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MPAC abre inquérito para apurar possível poluição sonora em estabelecimento na Baixa da Colina, em Rio Branco

MPAC abre inquérito para apurar possível poluição sonora em estabelecimento na Baixa da Colina, em Rio Branco

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um inquérito civil para apurar uma possível ocorrência de poluição sonora e perturbação do sossego provocadas por um estabelecimento localizado no bairro Baixa da Colina, em Rio Branco.

A medida foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Ministério Público. O procedimento busca verificar se há emissão de ruídos acima dos limites legais, além de avaliar a regularidade ambiental do estabelecimento e a efetividade das medidas administrativas eventualmente adotadas pelos órgãos municipais.

Segundo o documento, a investigação teve origem em uma notícia de fato registrada na Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre. Durante a apuração preliminar, foram solicitadas informações à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) sobre a situação ambiental do empreendimento, a existência de fiscalizações anteriores e as providências tomadas.

O Ministério Público informou que os dados reunidos até o momento não permitem concluir com segurança se a possível irregularidade foi eliminada ou se ainda persiste. Por isso, decidiu aprofundar as investigações.

Semeia terá 20 dias para apresentar informações

Entre as providências determinadas, o MPAC estabeleceu prazo de 20 dias para que a Semeia informe quais medidas administrativas foram adotadas em relação ao estabelecimento investigado.

A secretaria também deverá esclarecer se o local possui autorização ou licenciamento para utilizar som mecânico, música ao vivo ou atividades semelhantes. Caso exista autorização, deverá apresentar as condições estabelecidas para o controle da emissão sonora, os horários de funcionamento e as exigências de isolamento acústico.

Outra determinação é a realização de uma nova fiscalização no estabelecimento, preferencialmente durante o período noturno e em um dia de maior movimentação. A vistoria deverá incluir a medição técnica dos níveis de pressão sonora, a identificação da fonte emissora e o registro fotográfico ou audiovisual.

A Semeia também deverá informar se houve descumprimento de advertências, notificações, condicionantes ambientais ou determinações administrativas anteriores, indicando quais providências foram tomadas ou estão previstas para solucionar o problema.

Ao final, a secretaria deverá encaminhar um relatório conclusivo sobre a existência ou não de emissão sonora em desacordo com os limites legais e regulamentares.

Investigação busca verificar cumprimento da legislação

A instauração do inquérito civil ocorreu após o esgotamento do prazo regulamentar para tramitação da notícia de fato, sem possibilidade de nova prorrogação e com necessidade de aprofundar as diligências.

O procedimento foi instaurado pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, sob responsabilidade do promotor de Justiça Alekine Lopes dos Santos.

A abertura do inquérito não significa que a irregularidade tenha sido definitivamente comprovada. O objetivo é reunir elementos técnicos e documentais para esclarecer os fatos e verificar se são necessárias novas medidas para garantir o cumprimento da legislação ambiental e a proteção do sossego da população.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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