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Naval Group avança com submarino nuclear Rubis, de 99 metros, que deve ir à água em 2027

Naval Group avança com submarino nuclear Rubis, de 99 metros, que deve ir à água em 2027

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Naval Group avança com submarino nuclear Rubis, de 99 metros, que deve ir à água em 2027

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 23/10/2026 às 20:27

Atualizado em 23/10/2026 às 20:30

Indústria Naval

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Naval Group inicia transferência do submarino nuclear Rubis na França. Quinta unidade da classe Suffren tem colocação na água prevista para 2027. Fonte: Naval Group.

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Naval Group inicia transferência do submarino nuclear Rubis na França. Quinta unidade da classe Suffren tem colocação na água prevista para 2027.

A Naval Group iniciou, em 16 de outubro de 2026, uma nova etapa da construção do submarino nuclear de ataque Rubis, em Cherbourg, na França. A quinta unidade da classe Suffren começou a ser transferida do galpão de construção para a área do bassin Cachin, onde será posicionada no dispositivo utilizado no processo de colocação na água. A previsão é que o submarino seja colocado na água em 2027, antes de avançar para as etapas necessárias à sua entrega à Marinha Francesa.

A movimentação representa mais um avanço do programa Barracuda, responsável pela renovação da frota francesa de submarinos nucleares de ataque. A operação contou com a presença da ministra das Forças Armadas e dos Veteranos da França, Catherine Vautrin.

França já recebeu quatro submarinos da nova geração

A construção do Rubis integra um programa militar que prevê seis submarinos nucleares de ataque. Coordenado pela Direção Geral de Armamento francesa (DGA), o Barracuda foi desenvolvido para substituir as antigas unidades da classe Rubis, incorporadas à Marinha Francesa a partir da década de 1980.

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A renovação da frota já resultou na entrega de quatro submarinos: Suffren, Duguay-Trouin, Tourville e De Grasse. A classe entrou em serviço em junho de 2022, com o Suffren, enquanto o De Grasse, unidade mais recente entregue, foi recebido em junho de 2026.

Com o novo Rubis ocupando a quinta posição na série, o Casabianca será responsável por completar o conjunto de seis embarcações planejadas. A nova geração amplia as possibilidades de emprego da força naval francesa, reunindo capacidades de combate, inteligência e operações especiais.

Transferência do Rubis abre caminho para novas etapas de construção

Embora represente um avanço importante, a movimentação iniciada em Cherbourg não corresponde ao lançamento do submarino na água nem à conclusão de sua construção. O deslocamento faz parte dos preparativos para a utilização do DME, plataforma flutuante empregada nesse procedimento.

Os trabalhos de acabamento continuarão nas instalações do estaleiro, enquanto o programa também contempla verificações técnicas no cais. Posteriormente, o Rubis deverá realizar ensaios no mar, necessários para avaliar a embarcação antes de sua entrega à Marinha Francesa.

A TechnicAtome, empresa responsável pelo projeto e pela fabricação dos reatores nucleares embarcados da série, estabeleceu 2027 como previsão para a colocação do Rubis na água. Até essa etapa, as atividades de conclusão do submarino prosseguirão em Cherbourg.

Naval Group inicia transferência do submarino nuclear Rubis na França. Quinta unidade da classe Suffren tem colocação na água prevista para 2027. Fonte: Naval Group.

Submarinos também podem transportar forças especiais em missões submersas

O projeto da classe Suffren não se limita ao enfrentamento de embarcações inimigas. Entre as capacidades previstas estão missões de inteligência, proteção do grupo aeronaval francês e apoio à Força Oceânica Estratégica, responsável por parte das atividades ligadas à dissuasão da França.

As operações especiais também receberam atenção no desenvolvimento dessas unidades. Os submarinos possuem uma escotilha destinada à passagem de mergulhadores e podem transportar um abrigo externo seco para veículos subaquáticos, permitindo o desembarque discreto de forças especiais durante a navegação em imersão.

Esses recursos ampliam as alternativas de atuação da Marinha Francesa em operações que exigem discrição, tanto no acompanhamento de atividades marítimas quanto no emprego de equipes especializadas.

Propulsão nuclear garante autonomia de missão de aproximadamente 70 dias

Com cerca de 99 metros de comprimento e 8,8 metros de diâmetro de casco, os submarinos da classe Suffren utilizam reatores nucleares de água pressurizada, combinados a um sistema híbrido de propulsão a vapor e elétrica.

A configuração permite períodos prolongados de operação, com autonomia de missão estimada em aproximadamente 70 dias. A classe apresenta deslocamento próximo de 4.700 toneladas na superfície, valor que chega à faixa de 5.200 a 5.300 toneladas quando submersa.

Entre as principais características técnicas estão:

O conjunto de características foi desenvolvido para atender às diferentes exigências das missões atribuídas aos submarinos nucleares de ataque, incluindo deslocamentos prolongados e operações militares em ambiente submerso.

Arsenal reúne torpedos F21, mísseis Exocet e armamento para ataques terrestres

A capacidade ofensiva da classe Suffren combina armamentos destinados a diferentes tipos de alvo. Os submarinos podem empregar torpedos pesados F21, guiados por fio, e mísseis antinavio Exocet SM39 modernizados para operações de combate naval.

Outra capacidade incorporada ao projeto é o lançamento de mísseis de cruzeiro navais MdCN, utilizados contra alvos terrestres. As embarcações também podem realizar operações de minagem, ampliando as possibilidades de emprego de seus sistemas de armas.

A combinação entre propulsão nuclear, sensores, armamentos e recursos para operações especiais representa uma mudança nas capacidades da frota francesa em relação à geração anterior.

As inoformações são do Poder Naval.

Fonte

Poder Naval


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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