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Navio de 130 metros levará 6.500 toneladas de cabos ao fundo do mar

Navio de 130 metros levará 6.500 toneladas de cabos ao fundo do mar

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Navio de 130 metros levará 6.500 toneladas de cabos ao fundo do mar

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 27/10/2026 às 15:20

Atualizado em 27/10/2026 às 15:21

Indústria Naval

Grupo

Imagem: Divulgação Ulstein.

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Em construção para a OMS Group, embarcação terá tecnologia híbrida, proa especial para enfrentar ondas e equipamentos para instalar e reparar redes submarinas de fibra óptica.

Um novo navio de 130 metros de comprimento, capaz de transportar até 6.500 toneladas de cabos de fibra óptica, começou a ganhar forma na Polônia. Segundo comunicado da norueguesa Ulstein, publicado em 13 de outubro de 2026, o estaleiro CRIST realizou a cerimônia de assentamento da quilha do CS Resilience em 17 de setembro. A embarcação integra uma encomenda de dois navios da OMS Group, empresa da Malásia, e deverá entrar em operação em 2028.

Navio terá capacidade para 6.500 toneladas de cabos submarinos

O CS Resilience utilizará o projeto ULSTEIN SX252, desenvolvido especialmente para instalar e reparar cabos de telecomunicações no fundo do mar.

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Além dos 130 metros de comprimento, a embarcação terá 22 metros de largura e capacidade para acomodar 75 pessoas.

Para transportar os cabos, o projeto prevê dois grandes tanques de armazenamento e outros dois reservatórios para materiais sobressalentes.

Além disso, um hangar protegerá a área de manuseio dos cabos. Acima dele, haverá um convés aberto para contêineres e veículos submarinos operados remotamente, conhecidos como ROVs.

O navio também contará com uma estrutura de movimentação em formato de A, com capacidade de 50 toneladas, e um guincho para apoiar equipamentos de enterramento de cabos.

Dessa forma, a embarcação poderá participar tanto da instalação de novas redes quanto de serviços de manutenção em sistemas existentes.

Esse tipo de operação também atrai outras empresas da indústria naval. Recentemente, a Jan De Nul encomendou outro navio com projeto da Ulstein para apoiar a instalação e a proteção de cabos no fundo do mar, ampliando sua capacidade de executar trabalhos submarinos.

Construção começou na Polônia e terminará na Noruega

O estaleiro CRIST, localizado em Gdynia, na Polônia, iniciou a montagem do casco após a etapa de corte do aço, realizada em julho.

Agora, o assentamento da quilha marca o avanço da construção estrutural do navio.

Entretanto, a embarcação não ficará na Polônia até sua conclusão. Após a construção do casco, a Ulstein transferirá a estrutura para seu estaleiro na Noruega.

Lá, a empresa realizará a instalação dos equipamentos, a integração dos sistemas, os testes e a preparação para entrega.

O CS Resilience será o primeiro de dois navios que a OMS Group contratou para ampliar sua atuação no mercado de cabos submarinos.

Segundo a Ulstein, ambas as embarcações têm previsão de entrar em serviço em 2028.

A construção acompanha o crescimento da infraestrutura submarina de telecomunicações, responsável por transportar grandes volumes de dados entre países e continentes.

Além disso, o avanço dessas redes aumenta a importância de equipamentos capazes de realizar intervenções precisas no fundo do mar.

Imagem: Divulgação Ulstein.

Um exemplo dessa evolução é o novo navio de pesquisa que receberá um hangar da Kongsberg para lançar e recuperar robôs submarinos abaixo das ondas. Embora tenha outra finalidade, o projeto também busca melhorar a segurança das operações subaquáticas.

Proa especial e sistema híbrido buscam reduzir emissões

O CS Resilience também terá uma característica conhecida dos projetos da Ulstein: a proa X-BOW.

Esse formato modifica a maneira como a embarcação enfrenta as ondas. Segundo a fabricante, a solução reduz os movimentos do casco e, consequentemente, o desgaste dos cabos e equipamentos.

Além disso, o navio utilizará um sistema híbrido de energia, com geradores de velocidade variável e baterias.

A tecnologia permitirá administrar melhor a demanda elétrica durante as operações. Dessa forma, a empresa pretende aumentar a eficiência energética e reduzir as emissões.

Entretanto, a Ulstein não apresentou um percentual específico de economia de combustível ou redução de carbono para essa embarcação.

O projeto também inclui sistemas de automação desenvolvidos pela Ulstein Power & Control.

Enquanto isso, outras empresas offshore investem em equipamentos para trabalhar com segurança em grandes profundidades. A DOF, por exemplo, utilizará um navio de apoio e robôs submarinos para retirar infraestrutura de campos no Mar do Norte em 2027.

No caso do CS Resilience, porém, a prioridade será a infraestrutura de telecomunicações.

Com capacidade para transportar milhares de toneladas de cabos, o novo navio poderá apoiar a expansão e a manutenção das conexões digitais internacionais.

Por enquanto, a construção segue em andamento, com conclusão prevista para 2028. A Ulstein não divulgou o valor do contrato nem anunciou uma rota específica de operação para a embarcação.

Fonte

Ulstein


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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