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Navio Espírito Santo Express, que vinha para Santos, Paranaguá e Rio Grande, pegou fogo e segue à deriva a mais de 1.500 km do Rio

Navio Espírito Santo Express, que vinha para Santos, Paranaguá e Rio Grande, pegou fogo e segue à deriva a mais de 1.500 km do Rio

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Navio Espírito Santo Express, que vinha para Santos, Paranaguá e Rio Grande, pegou fogo e segue à deriva a mais de 1.500 km do Rio

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 23/10/2026 às 11:28

Indústria Naval

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Terminal de contêineres no Porto de Santos, destino da carga que o Espírito Santo Express trazia de Singapura. Foto: Divulgação/Porto de Santos

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O Espírito Santo Express segue à deriva com carga de importadores do Sul e do Sudeste, sem data de chegada, e a Hapag-Lloyd diz que o combate ao incêndio no navio continua.

O porta-contêineres Espírito Santo Express pegou fogo entre 15 e 16 de outubro, na viagem de Singapura para Santos. Segundo a nota da Hapag-Lloyd a clientes, de 22 de outubro, a Seaspan, dona do navio, informa que o combate ao incêndio segue em andamento e que todos os tripulantes estão a salvo.

Um aviso de navegação de 15 de outubro colocou esse navio à deriva a mais de 1.500 km do litoral do Rio de Janeiro, segundo a Prensa Mercosur. A mesma reportagem diz que não há nova data de chegada a porto. Em aviso a clientes no Brasil na quarta-feira (21), a operadora Ocean Network Express (ONE) informou que a dona do navio conseguiu iniciar as medidas para estabilizá-lo, mas que ainda não há lista de contêineres afetados nem nova data de chegada, segundo o Naval Porto Estaleiro.

A Hapag-Lloyd, que opera o Espírito Santo Express, afirma que a extensão do incêndio no navio e o impacto sobre a carga ainda estão em avaliação. A empresa diz que não consegue, por enquanto, saber o estado de cada contêiner.

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Quais cargas podem estar nesse porta-contêineres?

A rota AS2 liga Busan, Xangai, Ningbo, Shekou, Hong Kong e Singapura à costa leste da América do Sul. A publicação MásContainer, citada pela Prensa Mercosur, diz que o porta-contêineres levava carga para Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande, além de Montevidéu e Buenos Aires.

Terminal de contêineres do Porto de Paranaguá, no Paraná, um dos portos para onde o Espírito Santo Express levava carga. Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Importadores de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul podem ter mercadoria a bordo. Quem tem carga nesse navio à deriva pode cruzar o número do contêiner e o conhecimento de embarque com o nome do Espírito Santo Express. A própria Hapag-Lloyd diz, na nota de 22 de outubro, que o cliente não precisa tomar nenhuma medida específica, a não ser que seja procurado diretamente.

Como a avaria grossa afeta quem tem carga a bordo

A Prensa Mercosur registra que, até 21 de outubro, nem a Hapag-Lloyd nem a Seaspan tinham confirmado contrato de salvamento ou declaração de avaria grossa. Na avaria grossa, as despesas do socorro são rateadas entre o navio e todas as cargas a bordo, inclusive as que chegarem intactas. Se ela for declarada, a mercadoria só é liberada mediante garantias.

Quem foi resgatado e quem se perdeu no mar?

Os 28 tripulantes do Espírito Santo Express foram resgatados pelo graneleiro Aeolian Arrow, de bandeira portuguesa. A Splash247 informa que 19 pessoas vieram de um bote salva-vidas e nove de uma balsa.

KC-390 Millennium da FAB, o mesmo modelo de avião que decolou do Galeão para apoiar a busca no Atlântico Sul (foto de outra missão, de junho de 2026). Foto: Sgt Müller Marin/FAB

Durante a operação de resgate, depois do incêndio no navio, o imediato do graneleiro caiu ao mar. A GAMA, autoridade portuguesa que investiga acidentes marítimos, diz que ele não foi recuperado. A TradeWinds afirma que ele morreu, e a Splash247 usa a palavra desaparecido. A perda aconteceu no graneleiro, e não no porta-contêineres.

DataO que aconteceu15 e 16/10Incêndio no Espírito Santo Express, em viagem de Singapura para Santos16/10Avião KC-390 da FAB decola do Galeão para a busca18/10Data prevista de chegada a Santos20/10TradeWinds e Splash247 publicam a perda do imediato21/10Prensa Mercosur relata navio à deriva e sem data de chegada21/10ONE diz que a dona do navio iniciou medidas para estabilizá-lo22/10Hapag-Lloyd diz que o combate ao fogo segue e que a tripulação está a salvo

A Força Aérea Brasileira enviou um KC-390 para apoiar a busca. Segundo o Jornal Portuário, a aeronave percorreu cerca de 1.700 km sobre o Atlântico Sul nessa missão. Navios mercantes que passavam pela região também foram desviados para ajudar, registra a Prensa Mercosur.

O que acontece agora com o navio?

Ainda não há previsão de chegada a porto para o navio à deriva. Antes de qualquer reboque, equipes de salvamento precisam chegar ao navio e controlar o incêndio no navio. Esse processo costuma levar semanas. O próximo marco é a avaliação a bordo, que vai dizer se o navio será rebocado, para qual porto, e se a avaria grossa será declarada.

Este é o segundo caso do mês de navio à deriva com carga para o Brasil. O HMM Platinum também teve incêndio no navio e seguia para os mesmos portos, segundo a Prensa Mercosur. São dois porta-contêineres com carga para o Brasil atingidos pelo fogo em menos de duas semanas.

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Espírito Santo Express


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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