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Nissan confirma retorno do X-Trail ao Brasil em 2027 com 216 cv, tração elétrica 4×4 e motor 1.5 turbo como gerador
Escrito por Ana Alice
Publicado em 17/10/2026 às 21:03
Atualizado em 17/10/2026 às 22:00
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SUV híbrido voltará ao mercado brasileiro no primeiro trimestre de 2027 com sistema e-Power, dois motores elétricos, tração integral e-4ORCE e conjunto que dispensa ligação mecânica entre o motor a gasolina e as rodas.
A Nissan confirmou que o X-Trail e-Power voltará ao mercado brasileiro no primeiro trimestre de 2027, marcando o retorno do SUV ao país depois de mais de uma década.
Segundo a Quatro Rodas, Ricardo Gondo, presidente da Nissan do Brasil, afirmou que o lançamento ocorrerá até o encerramento do ano fiscal de 2026 da companhia, em março de 2027.
A configuração antecipada para o Brasil terá o sistema híbrido e-Power associado à tração integral elétrica e-4ORCE. A publicação informa 216 cv de potência combinada, 33,7 kgfm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 7 segundos.
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O funcionamento é diferente do observado na maioria dos híbridos convencionais. O motor 1.5 turbo de três cilindros queima gasolina para produzir eletricidade, mas não possui ligação mecânica com as rodas.
Quem efetivamente movimenta o X-Trail são os motores elétricos instalados nos eixos.
Motor 1.5 turbo gera energia, mas não movimenta as rodas
O principal diferencial do X-Trail está no funcionamento do e-Power. Embora exista um motor a combustão sob o capô e o motorista continue abastecendo o veículo em postos convencionais, a tração permanece elétrica durante o funcionamento.
Segundo a Nissan, no sistema e-Power o propulsor a gasolina é utilizado para gerar eletricidade. Essa energia alimenta a bateria e os motores elétricos responsáveis pela movimentação das rodas.
Na configuração prevista para o Brasil, a Quatro Rodas aponta um motor 1.5 turbo de três cilindros com taxa de compressão variável, trabalhando em conjunto com uma bateria de tração de aproximadamente 1,85 kWh.
A capacidade da bateria é muito menor que a encontrada em um veículo elétrico puro ou em um híbrido plug-in porque sua função é diferente. Ela atua como intermediária no fluxo de energia, enquanto o motor a gasolina produz eletricidade durante o deslocamento e o sistema recupera parte dessa energia nas desacelerações.
Isso significa que o proprietário não precisa conectar o X-Trail a uma tomada. Por outro lado, o veículo continua dependente de combustível, e a configuração prevista inicialmente para o Brasil deverá utilizar gasolina.
A ausência de uma calibração flex foi abordada por Ricardo Gondo. Segundo a Quatro Rodas, o executivo indicou que desenvolver essa adaptação exigiria uma etapa adicional de engenharia e validação local, o que poderia atrasar o lançamento.
Tração e-4ORCE usa dois motores elétricos
A tração integral também foge do sistema mecânico tradicional encontrado em muitos utilitários 4×4.
No e-4ORCE, cada eixo recebe força de um motor elétrico, enquanto o gerenciamento eletrônico distribui o torque entre a dianteira e a traseira de acordo com as condições de condução.
Na configuração internacional equivalente, a Nissan informa um motor dianteiro de 150 kW, equivalente a cerca de 204 cv, e outro traseiro de 100 kW, aproximadamente 136 cv. A potência máxima do sistema não corresponde à simples soma dos dois motores porque os picos de entrega não acontecem simultaneamente.
A especificação europeia atualmente publicada pela Nissan informa 157 kW, ou 213 PS, para o conjunto e-4ORCE. Já a configuração brasileira antecipada pela Quatro Rodas é apresentada com 216 cv, número que deverá ser detalhado pela fabricante quando a ficha técnica nacional for divulgada.
O e-4ORCE também utiliza os motores para auxiliar no gerenciamento das frenagens. Como há uma unidade elétrica em cada eixo, o sistema dispensa o eixo cardã utilizado em arquiteturas convencionais de tração integral.
Segundo dados divulgados pela Nissan para o modelo europeu, a resposta de torque no eixo traseiro pode ser até 10 mil vezes mais rápida que a de um sistema 4×4 mecânico.
A proposta é melhorar tanto a capacidade de tração quanto a estabilidade em acelerações, curvas e pisos com menor aderência. A versão de dois motores acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos e tem velocidade máxima indicada de 180 km/h nas especificações internacionais atuais.
X-Trail retorna ao Brasil depois de mais de uma década
O lançamento também recupera um nome que já fez parte da linha brasileira da Nissan.
O X-Trail começou sua trajetória global em 2001 e teve duas gerações comercializadas no Brasil durante os anos 2000. A segunda geração chegou às concessionárias brasileiras em 2008 importada do Japão, com motor 2.0 de 138 cv, câmbio CVT e sistema de tração integral.
Posteriormente, o modelo deixou o mercado nacional e não teve suas gerações seguintes comercializadas regularmente no país.
Agora, o retorno ocorrerá com uma proposta bastante diferente. Em vez do conjunto puramente a combustão utilizado anteriormente, o X-Trail será posicionado como uma das vitrines da estratégia de eletrificação da Nissan no Brasil.
A própria fabricante informou em março de 2026 que o modelo já ultrapassou 8 milhões de unidades vendidas mundialmente desde o lançamento e está presente em dezenas de mercados.
O SUV que virá ao Brasil mede aproximadamente 4,68 metros de comprimento, 1,84 metro de largura e 1,70 metro de altura, com 2,70 metros de entre-eixos.
No exterior, o X-Trail é oferecido em configurações para cinco e sete ocupantes, mas a Nissan ainda não detalhou oficialmente qual disposição será adotada no catálogo brasileiro.
Entre os equipamentos disponíveis internacionalmente estão painel digital e central multimídia de 12,3 polegadas, ar-condicionado de três zonas, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e outros sistemas de assistência ao motorista.
A lista brasileira definitiva ainda não foi anunciada.
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Preço e configuração nacional ainda serão revelados
O X-Trail chegará em um momento no qual a Nissan amplia sua linha de SUVs e sua participação em veículos eletrificados no Brasil.
A companhia mantém um ciclo de R$ 2,8 bilhões em investimentos no país, concentrado principalmente na fábrica de Resende, no Rio de Janeiro, responsável por modelos produzidos localmente.
O X-Trail, porém, chegará por importação. A Nissan ainda não informou oficialmente, na confirmação mais recente, qual será o país de origem das unidades destinadas ao mercado brasileiro, embora informações anteriores do setor apontem o México como possibilidade.
Outro ponto é que o Brasil receberá inicialmente a geração atual do SUV. A Nissan já apresentou uma evolução mais recente do X-Trail para outros mercados, mas essa nova fase do produto ficará para um momento posterior no país.
O segmento de SUVs médios eletrificados também ganhou novos concorrentes nos últimos anos, especialmente com a expansão de fabricantes chinesas e de modelos híbridos convencionais e plug-in.
Nesse cenário, o X-Trail chegará ao mercado com uma proposta diferente: oferecer condução elétrica sem depender de recarga externa, usando o motor a gasolina apenas como gerador.
A Nissan ainda não divulgou preço, versões, lista definitiva de equipamentos nem condições de pré-venda. Também não há, até o momento, consumo homologado pelo Inmetro para a configuração que será vendida no Brasil.
O cronograma mais recente, no entanto, está definido: o X-Trail e-Power deverá chegar às concessionárias brasileiras até março de 2027, com tração elétrica integral e-4ORCE e sistema híbrido no qual o motor 1.5 turbo atua exclusivamente na geração de energia.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

