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Novo estaleiro de até R$ 950 milhões terá área de 6 milhões de m² no RJ, mira reciclagem de navios e plataformas e pode gerar até 4 mil empregos

Novo estaleiro de até R$ 950 milhões terá área de 6 milhões de m² no RJ, mira reciclagem de navios e plataformas e pode gerar até 4 mil empregos

RJ

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Novo estaleiro de até R$ 950 milhões terá área de 6 milhões de m² no RJ, mira reciclagem de navios e plataformas e pode gerar até 4 mil empregos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 06/10/2026 às 19:52

Atualizado em 06/10/2026 às 19:55

Indústria Naval

Canal

Projeção de como será o Complexo Logístico Farol/Barra do Furado, no litoral entre Campos e Quissamã
Divulgação

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Com área de 6 milhões de metros quadrados, empreendimento da BR Offshore deve começar obras entre 2026 e 2027, mirando descomissionamento de embarcações e reaproveitamento de aço no Norte Fluminense, com até 4 mil empregos

Um projeto de reciclagem offshore estimado entre R$ 800 milhões e R$ 950 milhões pretende transformar Barra do Furado, entre Campos dos Goytacazes e Quissamã, em uma base voltada ao descomissionamento de embarcações e estruturas de petróleo e gás.

Imagem: Divulgação

BR Offshore prevê obras entre o fim de 2026 e início de 2027

O planejamento foi apresentado pelo CEO da BR Offshore, Ricardo Vianna, a empresários de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Macaé durante reunião do Conselho da Firjan em Campos.

O empreendimento será financiado integralmente pela iniciativa privada. A previsão apresentada é de geração de 2 mil a 4 mil empregos, considerando as etapas de construção e posteriormente a operação da unidade.

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As obras devem começar entre o final de 2026 e o início de 2027. Antes disso, em 22 de março, foi lançada a pedra fundamental do empreendimento em Barra do Furado, na região da foz do Canal das Flechas.

O projeto está inserido no Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado e prevê uma área de aproximadamente 6 milhões de metros quadrados.

A estrutura deverá atender serviços de apoio logístico, descomissionamento e reciclagem de partes, equipamentos, embarcações e estruturas ligadas principalmente à indústria de petróleo e gás.

Projeção de como será o Complexo Logístico Farol/Barra do Furado, no litoral entre Campos e Quissamã
Divulgação

Reciclagem offshore mira demanda por descomissionamento

A aposta da BR Offshore está ligada ao aumento previsto da necessidade de desmontar e destinar unidades marítimas que chegarem ao fim de sua vida operacional.

Segundo Ricardo Vianna, existe uma demanda internacional por reciclagem de embarcações e o Brasil deverá ter um volume relevante de unidades flutuantes precisando passar por descomissionamento nos próximos anos.

O executivo afirmou ainda que a capacidade disponível no país é insuficiente para essa procura. Conforme os dados apresentados por ele, atualmente apenas um estaleiro localizado no Rio Grande do Sul trabalha com esse tipo de descomissionamento.

Para Francisco Roberto de Siqueira, presidente da Firjan Norte, Barra do Furado reúne fatores considerados importantes para o negócio, como localização, mão de obra disponível e proximidade com ativos da indústria de óleo e gás.

A expectativa da entidade é ampliar a participação da região Norte Fluminense em atividades de apoio, logística, descomissionamento e reciclagem offshore.

Projeto também mira milhões de toneladas de aço

Outro ponto do projeto é o reaproveitamento do aço retirado das estruturas desmontadas. Vianna relacionou o empreendimento à demanda da siderurgia por sucata metálica.

Segundo os números apresentados pelo executivo, a siderurgia brasileira consome aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de sucata metálica por ano e importa cerca de 5 milhões de toneladas do material.

A reciclagem de embarcações e estruturas de petróleo e gás poderia, nesse cenário, aumentar a disponibilidade de matéria-prima para o setor siderúrgico.

Vianna afirmou ainda que a reciclagem mundial de embarcações ligadas ao setor de óleo e gás movimentou aproximadamente 9 milhões de toneladas de materiais nos últimos dez anos.

Projeção chega a R$ 5 bilhões em aço reciclável

Para o mercado brasileiro, a projeção apresentada pela BR Offshore aponta que a reciclagem de embarcações e estruturas de óleo e gás pode resultar em 1,5 milhão de toneladas de aço reciclado nos próximos dez anos.

A comercialização desse aço reciclável poderia movimentar aproximadamente R$ 5 bilhões, segundo a estimativa divulgada durante a apresentação.

Além da operação principal do estaleiro, a expectativa é de abertura de oportunidades para empresas fornecedoras de equipamentos e serviços instaladas no Norte Fluminense.

O avanço, porém, ainda depende da implantação efetiva do empreendimento. Pelo cronograma divulgado, a próxima etapa de maior peso será justamente o início das obras.

Fonte

https://odia.ig.com.br/ca


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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