Faça um comentário
6 min de leitura
Novo piso de R$ 691 marca pagamento de outubro do Bolsa Família; Caixa inicia depósitos nesta segunda para NIS final 1, enquanto demais beneficiários recebem conforme calendário escalonado do programa
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 19/10/2026 às 08:39
Atualizado em 19/10/2026 às 09:00
Economia
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Pagamento de outubro começa em 19 de outubro para beneficiários com NIS final 1 e segue até o dia 30. Este é o primeiro calendário após o reajuste que elevou o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691 e aumentou benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes.
A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de outubro. Os primeiros beneficiários a receber são aqueles cujo Número de Identificação Social, o NIS, termina em 1.
O calendário deste mês marca a estreia dos novos valores anunciados pelo governo e divulgado pelo portal do G1. O piso do programa foi elevado de R$ 600 para R$ 691 por família, enquanto benefícios complementares também foram reajustados.
Os depósitos continuam de forma escalonada até 30 de outubro, conforme o último dígito do NIS. O valor efetivamente recebido pode superar R$ 691, dependendo do número de integrantes da família e da presença de crianças, adolescentes, gestantes ou bebês.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Pagamentos de outubro começam pelo NIS final 1
O Bolsa Família segue o modelo de pagamento nos últimos dez dias úteis de cada mês.
A data de recebimento é determinada pelo último número do NIS, que pode ser consultado no cartão do programa.
Em outubro de 2026, o calendário ficou assim:
- NIS final 1: 19 de outubro;
- NIS final 2: 20 de outubro;
- NIS final 3: 21 de outubro;
- NIS final 4: 22 de outubro;
- NIS final 5: 23 de outubro;
- NIS final 6: 26 de outubro;
- NIS final 7: 27 de outubro;
- NIS final 8: 28 de outubro;
- NIS final 9: 29 de outubro;
- NIS final 0: 30 de outubro.
A exceção ao padrão dos últimos dez dias úteis ocorre em dezembro, quando o calendário é antecipado.
Piso sobe de R$ 600 para R$ 691
A principal mudança deste pagamento está no valor mínimo garantido às famílias contempladas pelo programa.
O piso passou de R$ 600 para R$ 691.
Isso significa que, mesmo quando a soma dos benefícios calculados por integrante resultar em valor inferior, a família elegível recebe um complemento até alcançar o mínimo estabelecido.
A alteração vale a partir do calendário de outubro.
Benefício por integrante sobe para R$ 164
Também foi reajustado o chamado Benefício de Renda de Cidadania.
O valor pago por integrante da família passou de R$ 142 para R$ 164.
Esse componente é usado como base para calcular parte do benefício.
Uma família com três integrantes, por exemplo, teria R$ 492 pela multiplicação de três por R$ 164.
Como esse resultado fica abaixo do novo piso, o programa acrescenta o valor necessário para completar os R$ 691.
Família de cinco pessoas pode partir de R$ 820
Quando a composição familiar é maior, o cálculo básico pode superar o piso.
Uma família elegível com cinco integrantes, por exemplo, tem uma base de R$ 820, considerando cinco parcelas de R$ 164.
Esse valor ainda pode aumentar caso haja direito aos benefícios adicionais.
Por isso, os R$ 691 representam um valor mínimo, e não um pagamento único para todos os beneficiários.
Benefício para crianças de até 6 anos sobe para R$ 173
Os pagamentos complementares destinados a determinados integrantes também foram reajustados.
Para crianças de até 6 anos, o valor passou de R$ 150 para R$ 173.
Esse adicional é somado ao benefício calculado para a família.
O objetivo é elevar a transferência para núcleos familiares com crianças pequenas, que normalmente possuem despesas específicas relacionadas à alimentação, saúde e cuidados.
Gestantes passam a receber adicional de R$ 58
O benefício destinado a gestantes também aumentou.
O valor subiu de R$ 50 para R$ 58.
O adicional integra o cálculo total recebido pela família e depende do enquadramento nas regras do programa.
Além da renda, os beneficiários precisam cumprir compromissos relacionados ao acompanhamento de saúde e educação.
Crianças e adolescentes de 7 a 17 anos também têm reajuste
Outro adicional passou de R$ 50 para R$ 58.
Ele é destinado a crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos.
O valor é acrescentado ao restante do benefício familiar.
Assim como ocorre nas demais parcelas complementares, a quantia final depende da composição de cada família.
Bebês de até 6 meses recebem R$ 58 adicionais
O benefício destinado a bebês de até 6 meses também foi reajustado.
O pagamento passou de R$ 50 para R$ 58.
Com isso, famílias com crianças nessa faixa etária podem receber valor superior ao piso de R$ 691.
A combinação dos diferentes adicionais é um dos motivos pelos quais não existe uma quantia única para todos os beneficiários.
Quem pode receber o Bolsa Família
A principal regra de renda permanece ligada ao valor mensal por pessoa.
Para se enquadrar, a família precisa ter renda mensal de até R$ 218 por integrante.
O cálculo é feito somando toda a renda familiar e dividindo o resultado pelo número de pessoas que vivem no domicílio.
Se o valor por pessoa ficar dentro desse limite, a família atende ao critério de renda apresentado para o programa.
Isso, porém, não significa entrada automática.
Cadastro Único é obrigatório para análise
Quem pretende receber o Bolsa Família precisa estar inscrito no Cadastro Único, o CadÚnico.
O sistema reúne informações de famílias de baixa renda e é utilizado pelo governo federal para analisar acesso a diferentes políticas sociais.
Estar cadastrado não garante concessão automática do Bolsa Família.
Cada programa possui critérios próprios, e o cadastro funciona como requisito para que a situação da família seja avaliada.
Beneficiários precisam cumprir contrapartidas
Além do critério de renda, existem compromissos relacionados principalmente à saúde e à educação.
Entre eles estão:
- manter crianças e adolescentes na escola;
- realizar acompanhamento pré-natal no caso das gestantes;
- manter a vacinação das crianças atualizada.
O cumprimento dessas condições faz parte das regras do programa.
Caixa TEM permite movimentar o dinheiro sem ir à agência
Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa TEM e pelos canais de internet banking disponibilizados pela Caixa Econômica Federal.
Isso permite utilizar o benefício sem necessidade de comparecer a uma agência para realizar o saque.
O cartão do programa também pode ser usado em estabelecimentos comerciais por meio da função débito.
Saque também pode ser feito em lotéricas e caixas eletrônicos
Quem preferir retirar o dinheiro em espécie tem outras alternativas.
Os saques podem ser realizados em terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa.
A disponibilidade segue o calendário de pagamento correspondente ao final do NIS.
Depois que o valor é liberado, o beneficiário pode escolher a forma de movimentação mais adequada.
Novembro terá pagamentos entre os dias 16 e 30
Depois do calendário de outubro, o programa seguirá com os pagamentos de novembro.
A previsão apresentada é de depósitos entre 16 e 30 de novembro.
O escalonamento continua considerando o último dígito do NIS.
As datas específicas de cada final seguem o calendário oficial do programa.
Dezembro terá calendário antecipado
Em dezembro, os pagamentos começam mais cedo.
A previsão é de liberação entre 10 e 23 de dezembro.
A antecipação ocorre porque o último mês do ano foge da regra habitual dos últimos dez dias úteis.
Com isso, os depósitos são concluídos antes das festas de fim de ano.
Valor final depende da composição de cada família
O novo piso de R$ 691 é apenas a base mínima garantida.
Famílias maiores podem superar esse valor somente com o benefício de Renda de Cidadania de R$ 164 por integrante.
Os complementos para crianças, adolescentes, gestantes e bebês também podem elevar o pagamento.
Por isso, duas famílias inscritas no programa podem receber quantias diferentes mesmo no mesmo mês.
Primeiro pagamento com reajuste começa em 19 de outubro
O calendário de outubro é o primeiro a colocar os novos valores efetivamente em pagamento.
A partir de 19 de outubro, começam os depósitos para NIS final 1.
O processo continua diariamente nos dias úteis seguintes até chegar aos beneficiários com NIS final 0, em 30 de outubro.
A principal mudança deste ciclo é a combinação do novo piso de R$ 691 com os adicionais reajustados, mantendo o pagamento escalonado conforme o número final do NIS.
Tags
BOLSA FAMÍLIAnovo piso
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

