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Oceaneering lança robô submarino com propulsão elétrica projetado para trabalhar até 30 dias sem manutenção e consumir até 45% menos energia
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 19/10/2026 às 08:30
Atualizado em 19/10/2026 às 08:35
Setor Offshore
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Momentum foi desenvolvido para inspeções, reparos e apoio à perfuração offshore, com visão de 360 graus e compatibilidade com parte da infraestrutura já utilizada pela empresa.
A Oceaneering apresentou o Momentum, um robô submarino de trabalho com propulsão elétrica projetado para permanecer até 30 dias submerso sem manutenção ou recolhimento, segundo comunicado oficial publicado em 4 de março de 2026. O lançamento ocorreu durante o Subsea Tieback Forum, em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Na página técnica do equipamento, a fabricante informa uma redução de até 45% no consumo de energia em relação aos sistemas tradicionais. A proposta é prolongar as campanhas submarinas e diminuir as intervenções necessárias para manter o veículo disponível.
O Momentum pertence à categoria dos ROVs, veículos operados remotamente. Seu trabalho inclui inspeção, manutenção, reparo, levantamentos submarinos e apoio à construção e à perfuração.
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Recolher um equipamento para manutenção interrompe a tarefa que ele executava. Em uma campanha offshore, essa retirada também precisa se encaixar na rotina da embarcação e nos procedimentos de lançamento e recuperação.
É nesse ponto que a Oceaneering concentra o argumento do novo modelo. A permanência prolongada pretende dar às equipes uma janela maior de trabalho antes de trazer o robô de volta à superfície.
Assista o vídeo
Os 30 dias são uma capacidade de projeto anunciada pela fabricante. O comunicado de lançamento não apresenta um relatório de campanha que detalhe esse período completo de operação.
Também não se trata de um submarino tripulado. Os profissionais acompanham e comandam o veículo à distância, utilizando as informações transmitidas pelos sistemas embarcados.
Propulsão elétrica mantém hidráulica nas ferramentas
A principal mudança está na arquitetura de propulsão. Entretanto, isso não significa que todos os componentes do Momentum sejam elétricos.
A própria Oceaneering esclarece que o equipamento ainda conta com uma unidade hidráulica para os manipuladores e ferramentas compatíveis. A eliminação completa da hidráulica aparece como uma possibilidade para configurações futuras.
Essa diferença importa porque o deslocamento do robô e o acionamento de seus braços são funções distintas. Eletrificar os propulsores não exige, necessariamente, substituir todas as ferramentas de intervenção ao mesmo tempo.
A economia de energia divulgada também se refere ao sistema do ROV. Portanto, o percentual não deve ser interpretado como uma redução equivalente no consumo de toda a embarcação de apoio.
Câmeras ajudam nas manobras perto das instalações
O veículo reúne visão de 360 graus, câmeras frontais estereoscópicas e recursos de estabilização de movimento. Esses sistemas apoiam o piloto quando o serviço exige aproximação de estruturas submarinas.
Manter uma posição estável é importante para executar uma tarefa com precisão. Afinal, chegar ao equipamento é apenas parte do trabalho; o robô também precisa permanecer no ponto adequado durante a intervenção.
A automação auxilia essa condução, enquanto o operador acompanha a missão. A tecnologia funciona, nesse caso, como apoio ao controle de um veículo de trabalho.
Modelo aproveita equipamentos da frota existente
Outro ponto do lançamento é a compatibilidade com sistemas Millennium Plus. Segundo a empresa, o Momentum pode utilizar elementos da infraestrutura existente, como umbilicais e equipamentos de lançamento e recuperação.
Esse aproveitamento reduz a necessidade de substituir todo o conjunto para adotar o novo veículo. Ainda assim, uma atualização depende da configuração instalada e das adaptações indicadas pela fabricante.
Para quem organiza projetos submarinos, a decisão envolve o sistema completo. Veículo, ferramentas, controle e equipamentos de apoio precisam atender à mesma campanha.
Ganho operacional dependerá de cada missão
A combinação entre menor demanda energética e permanência prolongada busca reduzir interrupções. Na prática, porém, o benefício varia conforme o serviço, as condições ambientais e os equipamentos utilizados.
Uma inspeção e uma intervenção com ferramentas, por exemplo, impõem exigências diferentes ao conjunto. Por isso, os números anunciados precisam ser considerados junto ao perfil da operação.
O desenvolvimento do Momentum aponta para campanhas mais longas com uma arquitetura de propulsão simplificada. O resultado para cada cliente dependerá de quanto essa configuração consegue ampliar o tempo efetivo de trabalho no mar.
Fonte
Oceaneering
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

