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Organizações oferecem vagas de emprego para refugiados e migrantes em São Paulo, com cursos gratuitos, revisão de currículos e apoio para entrar no mercado de trabalho

Organizações oferecem vagas de emprego para refugiados e migrantes em São Paulo, com cursos gratuitos, revisão de currículos e apoio para entrar no mercado de trabalho

SP

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Organizações oferecem vagas de emprego para refugiados e migrantes em São Paulo, com cursos gratuitos, revisão de currículos e apoio para entrar no mercado de trabalho

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 18/10/2026 às 09:33

Atualizado em 18/10/2026 às 09:35

Vagas de Emprego

Grupo

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Evento realizado em São Paulo reuniu migrantes e refugiados de 23 países, oferecendo oportunidades de emprego, oficinas de capacitação, revisão e tradução de currículos e orientação documental para quem busca trabalhar ou empreender no Brasil

Uma ação voltada ao emprego para refugiados e migrantes reuniu pessoas de 23 países em São Paulo, no sábado (17). O evento ofereceu vagas de trabalho, cursos, orientação profissional e ajuda com documentos para quem busca uma oportunidade no Brasil.

Evento oferece vagas de emprego e capacitação em São Paulo

A iniciativa, chamada Conexões que Transformam, aconteceu na Aliança Brasil Cidadã, no centro da capital paulista. A programação foi organizada pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation.

Segundo informações publicadas pela Agência Brasil, 136 migrantes e refugiados se inscreveram para participar das atividades, representando 23 nacionalidades. Entre os principais países de origem estavam Venezuela, Congo e Haiti.

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Os participantes tiveram acesso a oficinas sobre empregabilidade e empreendedorismo, revisão de currículos, tradução para o português e orientação sobre documentos necessários para trabalhar.

Também foram disponibilizadas oportunidades de emprego e palestras sobre o funcionamento do mercado de trabalho brasileiro.

Refugiados e migrantes de 23 nacionalidades participam, no centro de São Paulo, da ação Conexões que Transformam – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cerca de 70% dos participantes estavam desempregados

De acordo com Maria Helena Santuche, líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil, aproximadamente 70% das pessoas atendidas estavam desempregadas.

Outro dado apresentado pela organização mostra que mais da metade dos participantes tinha interesse em abrir o próprio negócio no Brasil.

O diretor de Pessoas da Konecta Brasil, Flavio Simonato, explicou que a iniciativa buscou preparar os candidatos para processos seletivos, atualizar currículos e orientar sobre a documentação exigida.

Além do atendimento profissional, a programação também contou com doações de cestas básicas e brinquedos para crianças.

Falta de experiência no mercado brasileiro dificulta contratações

Entre os participantes estavam Victor Arce, de 65 anos, e Morelba Margarida Aquilar, de 64. O casal venezuelano mora no Brasil há aproximadamente um ano.

Victor trabalhava como marceneiro na Venezuela. Atualmente, ele e a esposa vendem artesanato enquanto procuram oportunidades profissionais.

Outra dificuldade enfrentada pelos migrantes é o reconhecimento de diplomas estrangeiros. Segundo Eliane Franco Figueiredo, do Grupo Mulheres do Brasil, profissionais formados em medicina também encontram obstáculos para exercer a profissão.

A barreira do idioma, a falta de documentação traduzida e a ausência de uma rede de apoio também dificultam a entrada dessas pessoas no mercado de trabalho.

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Onde encontrar cursos gratuitos e apoio para conseguir emprego

Quem não participou do evento pode procurar outras formas de capacitação e orientação profissional.

A plataforma Help, do Acnur, reúne informações sobre documentação, trabalho, renda e organizações que atendem refugiados em diferentes municípios brasileiros.

Outra alternativa é a Aliança Brasil Cidadã, que mantém cursos gratuitos durante o ano, incluindo informática, inteligência artificial e manicure.

Os interessados também podem buscar orientações nas redes sociais do Grupo Mulheres do Brasil e da Konecta Brasil, organizações envolvidas na iniciativa.

Matéria elaborada com base em informações da Agência Brasil.

Fonte

https://agenciabrasil.ebc


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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