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Pagava R$ 2,7 mil de aluguel e já tinha desistido da casa própria: mãe recebe subsídio de R$ 25 mil em Sinop, passa a pagar R$ 800 e leva as filhas junto
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 07/10/2026 às 09:35
Atualizado em 07/10/2026 às 09:36
Economia
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Gabriela da Silva Pereira, técnica de enfermagem, entrou no SER Família Habitação, do Governo de Mato Grosso, e conquistou a casa própria em Sinop. Depois mostrou o caminho às duas filhas. Veja quanto o estado paga por faixa de renda, por que o teto em Sinop é R$ 25 mil e como se inscrever.
Três mulheres da mesma família trocaram o aluguel pela casa própria em Sinop, no norte de Mato Grosso, com a ajuda de um subsídio estadual para a entrada do imóvel. A história foi divulgada nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comunicação do Governo de Mato Grosso e repercutida no mesmo dia pelo MidiaNews e pelo Olhar Direto.
A primeira a comprar foi a técnica de enfermagem Gabriela da Silva Pereira. Ela recebeu R$ 25 mil de subsídio do programa SER Família Habitação e hoje paga parcela de R$ 800 pela casa própria. Depois, apresentou o programa às duas filhas, que também conseguiram comprar seus imóveis com o mesmo caminho.
Do aluguel de R$ 2,7 mil para a casa própria vizinha da filha
Gabriela e a filha Patrícia Nunes, auxiliar administrativa, moravam juntas antes da compra. Hoje cada uma tem a sua casa própria, e as duas são vizinhas no Residencial Rhodivi Morada do Parque, em Sinop. O condomínio foi entregue em setembro deste ano.
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A filha mais nova também comprou, mas escolheu um apartamento. A entrega dele está prevista para 2027, de acordo com o governo estadual. Na foto divulgada pela Secom, as três aparecem juntas e sorridentes.
Ao governo, Gabriela contou que já tinha desistido do sonho. “Pagava R$ 2,7 mil de aluguel, o que tornava muito difícil juntar o dinheiro da entrada. Com o subsídio, eu e minhas filhas conseguimos nossas moradias”, disse.
O que muda no bolso de quem troca o aluguel pela parcela
Entre os R$ 2,7 mil do aluguel antigo e a parcela atual de R$ 800, sobram R$ 1.900 por mês no orçamento de Gabriela. Em 12 meses, a diferença chega a R$ 22.800.
O próprio subsídio também pode ser medido em aluguel. Os R$ 25 mil que o estado colocou na entrada equivalem a pouco mais de nove meses do aluguel que ela pagava (25.000 dividido por 2.700 dá 9,3). Era justamente a entrada que travava a compra da casa própria, segundo o relato dela.
Com a folga, Gabriela disse que começou a guardar dinheiro para melhorias. Agora, contou à Secom, “já estou reunindo recursos para construir o muro”. Ela elogiou ainda a estrutura do residencial, que tem área de lazer.
Quanto o SER Família Habitação paga por faixa de renda
O valor do subsídio não é igual para todos. A página oficial do programa na MT Par, a empresa pública estadual que opera o SER Família Habitação, divide as famílias por renda bruta mensal e pelo tamanho da cidade. A tabela abaixo reúne os valores publicados.
O texto do governo fala em subsídio de até R$ 35 mil, mas esse teto só vale para cidades com até 30 mil habitantes. Sinop tem 196.312 moradores, pelo Censo 2022 do IBGE, então cai na tabela das demais cidades. Em Sinop, o máximo é R$ 25 mil, exatamente o valor que Gabriela recebeu.
Como o subsídio estadual se soma ao Minha Casa Minha Vida
O dinheiro do estado não substitui o programa federal, ele se soma. De acordo com o governo de Mato Grosso, o comprador pode juntar o subsídio do SER Família Habitação aos descontos do Minha Casa Minha Vida e ainda usar o FGTS na entrada. A Caixa Econômica Federal é a agente financeira que faz o financiamento.
Por isso o subsídio estadual depende da aprovação no Minha Casa Minha Vida. A MT Par só libera o valor depois que o banco confirma que a família cumpre as regras do programa federal e do FGTS. Quem não passa na análise de crédito da Caixa não recebe o subsídio, mesmo estando cadastrado.
Há também uma ressalva para a classe média. Segundo a MT Par, empreendimentos feitos em terreno doado pelo poder público não aceitam a faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, a de renda mais alta. Nesses casos, quem ganha entre R$ 9.600,01 e R$ 13.000 precisa procurar outro empreendimento.
Quem pode receber o subsídio do SER Família Habitação em Sinop?
A MT Par lista as condições. A família precisa ter renda bruta mensal de até R$ 13 mil, cadastro ativo no Sistema Habitacional de Mato Grosso (SiHabMT) e Certidão Negativa de Débito Conjunta da Sefaz e da PGE de Mato Grosso. Também precisa estar apta a contratar crédito nas regras do Minha Casa Minha Vida.
As regras federais pesam na lista. O comprador precisa ter mais de 18 anos (ou ser emancipado com 16), não ter restrição cadastral e não estar inscrito no Cadin ou no Cadmut. Também não pode ter recebido imóvel ou benefício habitacional de programas anteriores pagos com dinheiro da União, do FGTS ou do estado.
Como se inscrever no SER Família Habitação para comprar a casa própria?
O passo a passo publicado pela MT Par começa pela internet. Primeiro, a família faz ou atualiza o cadastro no SiHabMT, preenche todas as abas e confirma a manifestação de interesse. Depois, escolhe um empreendimento credenciado na sua cidade e emite o Comprovante de Cadastro de Interesse (CCI).
Com o CCI na mão, cabe ao próprio interessado procurar a construtora do empreendimento para a análise de crédito. Se o banco aprovar, ele pede o subsídio à MT Par, que confere a certidão negativa e emite a Carta de Concessão de Subsídio. A carta é entregue de preferência na assinatura do contrato com a Caixa.
Um alerta prático: as unidades de cada empreendimento são limitadas e saem do sistema quando todas são contratadas. Se a cidade não tiver nenhum empreendimento disponível, a orientação da MT Par é acompanhar o site e os avisos do SiHabMT por telefone e e-mail.
Sinop recebeu R$ 51 milhões dos R$ 426 milhões do programa
O caso de Gabriela faz parte de um número maior. O governo diz que o SER Família Habitação já viabilizou cerca de 48 mil moradias em Mato Grosso, com R$ 426 milhões em subsídios. Desse total, R$ 51 milhões foram para Sinop.
Na cidade, foram 2.904 unidades. Só o Residencial Rhodivi Morada do Parque, onde mãe e filha moram, soma 791, ou seja, 27% de tudo o que o programa entregou em Sinop. Já os R$ 51 milhões representam 12% de todo o dinheiro gasto em subsídios no estado.
A meta, segundo a MT Par, é viabilizar mais 60 mil moradias entre 2026 e 2030, o que dá uma média de 12 mil por ano. O presidente da empresa, Wener Santos, disse à Secom que o alvo é “arrojado, mas viável” por causa da parceria entre estado, União e prefeituras, que deixa as parcelas mais acessíveis.
O exemplo de Sinop mostra que a entrada costuma ser o maior obstáculo para quem paga aluguel, mais do que a parcela em si. Na sua cidade, você conhece alguém que conseguiu a casa própria com subsídio estadual ou com o Minha Casa Minha Vida? Conte nos comentários como foi.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

