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Pais e alunos denunciam risco iminente de desabamento em escola estadual no Rio Liberdade, em Cruzeiro do Sul

Pais e alunos denunciam risco iminente de desabamento em escola estadual no Rio Liberdade, em Cruzeiro do Sul

Pais e alunos da Escola Estadual Francisco Albeci, localizada na comunidade Periquito, no Rio Liberdade, em Cruzeiro do Sul, voltaram a denunciar, nesta quinta-feira, 22, as condições precárias da unidade de ensino. Vídeos mostram que a estrutura de madeira está sustentada por barrotes escorados com pedaços de madeira, sem fixação com pregos. As famílias temem que o prédio desabe e cobram do governo do Acre a construção de uma escola nova, de alvenaria.

Na semana passada, dois estudantes já haviam divulgado vídeos denunciando a situação da escola, mas, segundo os moradores, não houve resposta da Secretaria de Estado de Educação (SEE). Desta vez, pais e alunos se reuniram para reforçar a cobrança e mostrar os problemas na estrutura, no piso e nos banheiros.

Uma das mães, identificada como Fabiana, afirma que a escola não oferece mais condições de funcionamento e que a comunidade teme uma tragédia.“Na semana passada tivemos dois alunos que mostraram a situação da escola e, infelizmente, não obtivemos nenhuma resposta. Estamos aqui mais uma vez para pedir uma providência, porque a qualquer momento pode acontecer um acidente. A escola não tem o mínimo de condições de funcionar”, denunciou.

Os pais afirmam que não aceitam mais reformas na estrutura de madeira, que já passou por intervenções anteriores. Eles exigem a substituição do prédio por uma construção de alvenaria.“Nós queremos uma escola nova, não queremos reforma. Queremos um prédio novo, se possível de alvenaria, porque em outras comunidades já existem escolas assim. Aqui também funciona atendimento médico e outros serviços para a população”, afirmou um dos moradores.

A estudante Roslene também participou da mobilização e cobrou melhores condições para estudar.“Como aluna, eu digo que merecemos uma escola com boa estrutura, digna e bem cuidada”, declarou.

Outra estudante relatou que uma colega quase caiu quando parte do piso cedeu durante uma prova.“Minha amiga estava fazendo uma prova quando, de repente, o chão cedeu. Ela só não caiu porque conseguiu se segurar na parede”, contou.

Um morador mostra os barrotes apoiados sobre pedaços de madeira, sem pregos e sem fixação adequada. Segundo ele, alguns suportes já estão comprometidos, aumentando o temor de que a estrutura não suporte o peso das pessoas.“Olha o risco que estão colocando nossos filhos. Isso aqui está só apoiado em cima do barrote, não tem nada pregado. Qualquer hora pode escapar com o peso dos alunos e matar aluno, professor, todo mundo”, alertou.

Os estudantes também reclamam das condições dos banheiros, que, segundo eles, apresentam problemas nas portas e não oferecem segurança.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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