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Palmeira que cresce em pastagens degradadas pode produzir até dez vezes mais óleo que a soja por hectare, segundo pesquisa da Acelen citada em vídeo

Palmeira que cresce em pastagens degradadas pode produzir até dez vezes mais óleo que a soja por hectare, segundo pesquisa da Acelen citada em vídeo

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Palmeira que cresce em pastagens degradadas pode produzir até dez vezes mais óleo que a soja por hectare, segundo pesquisa da Acelen citada em vídeo

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 16/10/2026 às 16:17

Atualizado em 16/10/2026 às 16:18

Agronegócio

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Macaúba: palmeira pode produzir mais óleo que a soja por hectare, segundo a Acelen. Projeto prevê cultivo em pastagens degradadas para combustíveis.

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A macaúba é uma palmeira apontada pela Acelen como alternativa para produzir óleo destinado a combustíveis renováveis. Segundo a empresa, seu potencial por hectare supera o da soja. O cultivo em pastagens degradadas integra um projeto que prevê abastecer a aviação e produzir diesel verde, com expansão agrícola e industrial.

A macaúba entrou nos planos de produção de combustíveis renováveis da Acelen por uma combinação que chama atenção: pode ser cultivada em pastagens degradadas e apresentar produtividade de óleo de sete a dez vezes a da soja por hectare, segundo a empresa. Esse potencial está no centro de uma cadeia que pretende ligar o campo à aviação.

O projeto é apresentado pelo canal AUVP Agro, que relaciona o interesse pela palmeira aos investimentos da Mubadala Capital, controladora da Acelen. A comparação de produtividade também aparece em divulgação da própria companhia, mas representa um potencial produtivo, não uma garantia de resultado para qualquer plantação.

Macaúba também é conhecida como bocaiuva e coco-de-espinho

Macaúba: palmeira pode produzir mais óleo que a soja por hectare, segundo a Acelen. Projeto prevê cultivo em pastagens degradadas para combustíveis.

A macaúba é uma palmeira nativa do Brasil, associada ao Cerrado na apresentação. Bocaiuva, macaíba e coco-de-espinho estão entre os nomes populares mencionados para a planta.

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O interesse industrial está no óleo que pode ser extraído dos frutos. A proposta é transformar essa matéria-prima em insumo para combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, e diesel verde.

Comparação com a soja considera o óleo por hectare

Macaúba: palmeira pode produzir mais óleo que a soja por hectare, segundo a Acelen. Projeto prevê cultivo em pastagens degradadas para combustíveis.

A vantagem apontada pela Acelen se refere à produtividade de óleo por área plantada. A faixa de sete a dez vezes tem a soja como referência, sem significar que o fruto terá esse mesmo multiplicador em preço ou lucro.

O potencial de uma palmeira não equivale a um rendimento já comprovado em todas as condições de cultivo. A expansão descrita envolve pesquisa, produção de mudas, plantio e processamento para alcançar escala comercial.

Pastagens degradadas entram no planejamento agrícola

O cultivo em pastagens degradadas é uma das características destacadas na escolha da matéria-prima. O vídeo também apresenta a possibilidade de integrar a plantação à pecuária, mantendo animais nas áreas com as plantas.

A implantação em pastagens degradadas faz parte da estratégia de ampliar a oferta agrícola para a indústria. O relato não apresenta um resultado universal de recuperação do solo nem demonstra que toda área seja adequada sem avaliação.

Mubadala liga investimento agrícola ao setor de energia

A apresentação situa a entrada da Mubadala na Refinaria de Mataripe, na Bahia, em 2021. O interesse por combustíveis renováveis ampliou a discussão sobre matérias-primas além da soja, do milho e da cana-de-açúcar.

A Acelen aparece como responsável pelo desenvolvimento dessa nova cadeia. O plano reúne atividades agrícolas e industriais, em vez de depender apenas da extração de frutos já disponíveis.

Biorrefinaria prevê 1 bilhão de litros de combustíveis por ano

O projeto apresentado prevê uma unidade próxima à Refinaria de Mataripe, com capacidade anual de cerca de 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis. Esse volume reúne SAF e diesel verde, sem corresponder exclusivamente a combustível de aviação.

A descrição também menciona aproximadamente 20 mil barris diários para o conjunto da produção. Os números representam capacidade planejada e não uma quantidade que a nova unidade já esteja entregando.

Plano de expansão menciona até cinco biorrefinarias

O AUVP Agro relata a intenção de desenvolver até cinco biorrefinarias no Brasil. A expansão é apresentada como uma possibilidade, com investimentos totais que poderiam ultrapassar US$ 12,5 bilhões.

O canal cita ainda US$ 2,5 bilhões como investimento inicial e US$ 1,5 bilhão para a primeira unidade industrial. São valores apresentados para etapas e escopos diferentes, que não devem ser somados como se representassem despesas independentes.

Projeção de R$ 220 bilhões abrange a cadeia produtiva

O vídeo atribui a um estudo da Fundação Getulio Vargas uma estimativa de movimentação de cerca de R$ 220 bilhões e geração de até 85 mil empregos na próxima década. A projeção considera atividades que vão da germinação e produção de mudas à distribuição dos combustíveis.

Esse impacto estimado não corresponde ao faturamento já obtido com a macaúba nem ao valor de uma única fábrica. A concretização depende do desenvolvimento da cadeia e das condições consideradas no estudo.

Centro em Montes Claros concentra pesquisa e mudas

O Acelen Agripark, em Montes Claros, Minas Gerais, é citado como uma estrutura voltada à pesquisa e à produção de mudas. O canal também relata a primeira extração industrial realizada pela companhia.

O avanço da etapa agrícola precisa acompanhar a transformação industrial. A disponibilidade de plantas e de matéria-prima faz parte do caminho necessário para sustentar a produção prevista.

Plantio leva de quatro a cinco anos para alcançar escala comercial

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Segundo o AUVP Agro, a palmeira macaúba demanda cerca de quatro a cinco anos para atingir a etapa de produção comercial descrita. O apresentador situa por volta de 2030 a expectativa de escala para os plantios em pastagens degradadas mencionados.

O projeto reúne, portanto, horizontes diferentes para pesquisa, cultivo e operação industrial. A produtividade potencial de óleo, comparada à da soja, ainda precisa se traduzir em oferta regular para abastecer as unidades planejadas.

Na sua opinião, qual etapa será mais decisiva para essa cadeia: produzir mudas, ampliar o cultivo ou colocar as biorrefinarias em operação? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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