Faça um comentário
5 min de leitura
Paraná aposta em concreto sobre asfalto antigo para renovar rodovia, em projeto de R$ 514 milhões que prevê duplicar 45,5 quilômetros entre Pitanga e Turvo
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 16/10/2026 às 09:37
Construção
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
A duplicação da PRC-466, entre Pitanga e Turvo, no Paraná, prevê concreto sobre asfalto existente, três viadutos e duas pontes novas. Com investimento informado de R$ 514 milhões, o projeto abrange 45,5 quilômetros e inclui passarela, retornos, calçadas e iluminação. A execução apresentada pela fonte chega a 57% da obra.
O asfalto antigo da PRC-466 será aproveitado como base para uma nova camada de concreto na duplicação entre Pitanga e Turvo, no Paraná. O projeto abrange 45,5 quilômetros e tem investimento informado de R$ 514 milhões, com intervenções tanto na pista existente quanto na nova pista.
Segundo vídeo publicado pelo canal Meu Paranazão em 10 de outubro de 2026, a obra estava com 57% de execução no estágio apresentado. Além da pavimentação, o conjunto prevê três viadutos, duas novas pontes e uma passarela para pedestres no perímetro urbano de Pitanga.
Concreto será aplicado sobre a pista que já existe
A técnica empregada na recuperação da pista existente é chamada de whitetopping. Nesse processo, o asfalto antigo é preparado para receber uma camada de concreto e passa a integrar a base do novo pavimento.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O reaproveitamento permite incorporar a estrutura existente à renovação da rodovia. Essa intervenção é uma parte da duplicação da PRC-466, que também envolve a construção de uma nova pista.
Nova pista começou a receber concreto em janeiro de 2026
A concretagem da nova pista começou em janeiro de 2026, no perímetro urbano de Pitanga, conforme a cronologia apresentada. A aplicação do material aparece entre as frentes de trabalho do trecho entre a PR-456 e a PR-820.
Em outros pontos, as equipes ainda preparavam as camadas que sustentam o pavimento. Entre os quilômetros 207 e 208, os serviços descritos eram de base e sub-base, etapas anteriores à colocação da superfície de circulação.
Pavimento rígido é a aposta para reduzir manutenção
O pavimento escolhido utiliza concreto de cimento Portland. A justificativa apresentada para a escolha é a resistência ao tráfego pesado e a expectativa de menor necessidade de manutenção ao longo dos anos.
A comparação com o asfalto também considera o comportamento diante do calor e das chuvas. A fonte defende uma economia no longo prazo, mas não apresenta um cálculo detalhado dessa diferença para os 45,5 quilômetros.
A durabilidade é tratada como uma vantagem esperada do material. Isso não significa que a rodovia dispense conservação ou que exista garantia de funcionamento por tempo ilimitado.
Três viadutos vão reorganizar os acessos à rodovia
O projeto prevê três viadutos do tipo diamante, com entradas e saídas pela direita nos dois sentidos. Dois ficam no perímetro urbano de Pitanga: um no entroncamento com a PR-239 e outro na Avenida Universitária.
O terceiro está previsto no acesso a Santa Maria do Oeste, pela PR-456. Essas estruturas integram a reorganização dos acessos à rodovia, com o objetivo declarado de melhorar a segurança dos deslocamentos.
Passarela ligará os lados da estrada no trecho urbano
A travessia de pedestres também faz parte da duplicação. Uma passarela está prevista entre os dois viadutos de Pitanga, para atender quem precisa passar de um lado ao outro da via.
O projeto inclui ainda calçadas e abrigos para paradas de ônibus. Esses equipamentos atendem deslocamentos locais em uma obra que também recebe tráfego de passagem.
Duas pontes novas serão construídas ao lado das atuais
As novas pontes serão paralelas às estruturas existentes. Uma delas ficará sobre o rio Carazinho, no segmento entre a PR-456 e a PR-820, acesso a Boaventura de São Roque.
A outra será construída sobre o rio Bonito, perto do entroncamento com a PR-820. As duas travessias acompanham a ampliação da capacidade da rodovia entre Pitanga e Turvo.
Nove retornos terão sinalização e dispositivos de segurança
O projeto contempla nove retornos em nível, além de sinalização horizontal e vertical. Também estão previstos dispositivos de segurança viária ao longo do trecho.
A iluminação será instalada nos viadutos e nos retornos. O conjunto dessas intervenções busca organizar as manobras e melhorar as condições de circulação nos pontos de acesso dessa ligação do interior do Paraná.
Detonações de rocha exigiram interdições de trechos
A preparação do traçado incluiu detonações de rocha, com interdições de trechos pelo DER-PR. Esse trabalho aparece como uma das etapas necessárias para executar a obra no relevo da região central do Paraná.
A duplicação reúne, assim, serviços em diferentes estágios: preparação do terreno, construção das camadas de suporte e pavimentação. O avanço da concretagem em um ponto não significa que todo o trecho esteja na mesma fase.
Programa citado reúne obras prontas e projetos ainda em planejamento
O panorama apresentado soma 979 quilômetros de rodovias e estradas em concreto no Paraná. Desse conjunto, 780 quilômetros correspondem às rodovias estaduais administradas pelo DER-PR.
A contagem reúne obras concluídas, em execução, licitadas e em planejamento. Portanto, os números não representam uma rede inteiramente pronta e liberada ao tráfego.
A escala do programa ajuda a situar a intervenção entre Pitanga e Turvo dentro de uma estratégia mais ampla. A fonte também cita a PRC-280, no sudoeste, a ligação entre Matinhos e Praia de Leste e corredores na região metropolitana de Curitiba.
Outro trecho da PRC-466 teve 11 quilômetros entregues, segundo o relato
A cronologia apresentada informa que a duplicação entre Guarapuava e o distrito de Palmeirinha foi inaugurada em março de 2026. O investimento informado para esse segmento é de R$ 140 milhões para 11 quilômetros.
O exemplo corresponde a outro trecho da PRC-466. Ele não deve ser confundido com os 45,5 quilômetros em obras entre Pitanga e Turvo, nem somado ao investimento de R$ 514 milhões como se fosse o mesmo contrato.
Execução informada chega a 57%, com mais de R$ 318 milhões aplicados
Assista o vídeo
O estágio descrito pelo canal aponta 57% de execução e mais de R$ 318 milhões já aplicados na obra. Esses indicadores retratam o momento apresentado na publicação e não confirmam, por si só, o avanço posterior dos serviços.
A conclusão prevista no projeto reúne a pista nova, a recuperação do asfalto existente e as estruturas de acesso e travessia. A fonte não informa uma data de entrega para o conjunto da duplicação da PRC-466.
Na sua opinião, qual mudança terá mais impacto nesse trecho: o novo pavimento, os acessos pelos viadutos ou as travessias para pedestres? Deixe sua opinião nos comentários.
Tags
PRC-466
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

