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Passageiros e motoristas da balsa que liga Manaus ao Careiro da Várzea veem a Antaq achar um banco de areia no canal, e a draga do DNIT só chega na próxima semana com o Rio Negro a 16,97 metros

Passageiros e motoristas da balsa que liga Manaus ao Careiro da Várzea veem a Antaq achar um banco de areia no canal, e a draga do DNIT só chega na próxima semana com o Rio Negro a 16,97 metros

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Passageiros e motoristas da balsa que liga Manaus ao Careiro da Várzea veem a Antaq achar um banco de areia no canal, e a draga do DNIT só chega na próxima semana com o Rio Negro a 16,97 metros

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 23/10/2026 às 04:10

Atualizado em 23/10/2026 às 04:11

Logística e Transporte

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Quem pega a balsa entre o Porto da Ceasa, em Manaus, e o Careiro da Várzea para seguir pela BR-319 atravessa hoje um canal com banco de areia, e o DNIT só prevê começar a dragagem na próxima semana, com o Rio Negro a 16,97 metros.

O banco de areia foi avaliado numa inspeção conjunta da Antaq e do DNIT na terça-feira (20). A vistoria percorreu o trecho entre o Porto da Ceasa e o Careiro da Várzea.

Segundo a nota da Antaq, a formação de areia no canal de navegação altera as condições de passagem das embarcações e pode exigir dragagem para manter a rota.

Comitiva da Antaq e do DNIT durante a vistoria da travessia Manaus–Careiro da Várzea, na terça-feira (20) (Foto: Divulgação/Antaq)

DNIT promete draga de sucção já na próxima semana.

Depois da avaliação técnica, o DNIT informou que prevê iniciar os serviços de dragagem no trecho já na próxima semana. A data exata não foi divulgada.

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O trabalho será feito com uma draga de sucção e recalque, segundo o órgão. A ideia é adequar a navegabilidade e dar segurança às embarcações que fazem a travessia.

Representantes da empresa responsável pela futura dragagem do canal também acompanharam a visita, de acordo com a Antaq.

As rampas de embarque também podem precisar de obra.

A comitiva olhou ainda as rampas de embarque e desembarque. Com o recuo das águas na estiagem, elas podem precisar de adequações para que os veículos continuem subindo nas balsas.

Tanto a dragagem quanto as obras nas rampas ficam sob responsabilidade do DNIT, segundo a nota da agência reguladora.

Para quem depende da travessia, as duas pontas importam: um canal raso atrasa a balsa, e uma rampa fora do nível da água complica o embarque de carros e caminhões.

A travessia fica no corredor da BR-319.

A ligação Manaus–Careiro da Várzea está no corredor da BR-319, a rodovia que liga Manaus a Porto Velho, em Rondônia. Qualquer problema no canal pesa sobre quem segue viagem por terra.

O serviço é operado pelo Consórcio Rio Negro SPE, selecionado pela Chamada Pública nº 01/2026 da Antaq para transportar veículos e passageiros. A operação foi acompanhada durante a visita.

Diretores da Antaq e do DNIT foram pessoalmente ao canal.

O diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, acompanhou a ligação ao lado do diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Edme Tavares de Albuquerque Filho.

“Estamos acompanhando os problemas que a seca tem trazido para as travessias e buscando nos antecipar a situações que possam comprometer a prestação dos serviços”, afirmou Dias.

Segundo ele, o DNIT participou das visitas a pedido da agência. Também estiveram o coordenador de Engenharia Aquaviária do DNIT, Luciano Moreira de Sousa Filho, e técnicos da Antaq em Manaus.

Rio Negro marcou 16,97 metros na quarta-feira.

O Rio Negro já apresenta restrições para a navegação. A última medição, na quarta-feira (21), registrou 16,97 metros em Manaus, segundo a Agência iNFRA.

Mesmo assim, Frederico Dias disse que a situação está bem menos severa que a de 2023, quando o rio chegou a 12,9 metros. Hoje o nível está 4,07 metros acima daquela marca.

Porto da Ceasa, no Rio Negro, em Manaus, ponto de partida da travessia (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A descida caiu de 13 para 7 centímetros por dia.

Outro sinal citado pelo diretor-geral é a desaceleração da vazante. “Duas semanas atrás o rio estava baixando 13 centímetros ao dia, já caiu para 7 centímetros ao dia“, afirmou na quinta-feira (22).

Pelas projeções da Antaq, no cenário mediano, a navegabilidade começa a se recuperar a partir da quarta semana de novembro. Até lá, a travessia segue dependendo de intervenção.

Em outro trecho, entre Manaus e Itacoatiara, a dragagem feita pelo DNIT deu ganho de 1,2 metro de profundidade no passo crítico, segundo Dias.

A seca também levou a cobrança da taxa ao consumidor.

A estiagem pesa no bolso de quem compra em Manaus. Em setembro, mostramos que a sobretaxa da seca entra quando o Rio Negro cai aos 17,7 metros.

Segundo Frederico Dias, a Antaq já concluiu a análise de todos os avisos de cobrança apresentados até agora, com homologações condicionadas e também negativas.

Antaq também vistoriou a travessia de Igapó-Açu.

No mesmo dia, outra equipe técnica da agência esteve na travessia de Igapó-Açu, também na BR-319. As duas visitas foram feitas ao mesmo tempo.

De acordo com a Antaq, as vistorias dão sequência ao trabalho de fiscalização das últimas semanas, quando já tinham sido identificadas dificuldades de navegação nos trechos.

Dá pra entender a pressa: para quem sai de Manaus por terra, a balsa é o primeiro trecho da viagem, e a draga ainda não tem dia exato para começar.

Você que depende da balsa para o Careiro da Várzea já sentiu a travessia mais lenta nesta seca?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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