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Peru e Chile planejam projeto de US$ 550 milhões para construir linha de transmissão de 1.000 MW e aproveitar excedente de energia solar e eólica
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 24/10/2026 às 17:51
Atualizado em 24/10/2026 às 18:10
Energia Renovável
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Projeto prevê linha de transmissão de 1.000 MW entre Peru e Chile, com investimento de US$ 550 milhões, para ampliar o comércio de eletricidade e aproveitar excedentes de energia solar e eólica chilena
O Peru quer retomar as negociações com o Chile para construir uma interconexão elétrica capaz de transportar até 1.000 megawatts (MW). O projeto, estimado em US$ 550 milhões, permitiria trocar eletricidade entre os dois países e aproveitar melhor a produção renovável.
Projeto de US$ 550 milhões prevê ligação entre Peru e Chile
A proposta foi apresentada pelo ministro de Energia e Minas do Peru, Guillermo Shinno, durante a 21ª reunião do Conselho Empresarial Chile-Peru, realizada em Lima.
Segundo informações divulgadas pelo portal Gestión, a integração faz parte do Compromisso 21 do Plano de Ação de Santiago, que reúne iniciativas de cooperação entre os governos.
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Uma das alternativas prevê uma linha de transmissão de 500 quilovolts (kV), conectando Montalvo, no sul peruano, a Kimal, no norte chileno.
A estrutura teria capacidade para transportar até 1.000 MW, permitindo que a eletricidade circule nos dois sentidos, conforme a disponibilidade de geração e as necessidades de consumo.
Um estudo encomendado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 2025, calculou investimento de aproximadamente US$ 550 milhões.
A análise também estimou intercâmbios anuais entre 3.600 e 5.700 gigawatts-hora (GWh), com benefícios econômicos conjuntos de cerca de US$ 170 milhões por ano. Esses valores são projeções, não resultados garantidos.
Chile quer aproveitar energia solar e eólica que hoje é desperdiçada
Um dos principais motivos para a interconexão é o excedente de eletricidade renovável produzido no Chile, especialmente nas regiões do norte.
O país possui geração solar e eólica expressiva, mas enfrenta limitações para transportar toda essa produção aos consumidores.
Entre janeiro e julho de 2026, os cortes na geração solar e eólica chilena chegaram a 2.680 GWh, conforme os dados apresentados no material sobre o projeto.
Com uma ligação ao Peru, parte dessa energia poderia ser exportada em vez de ficar sem aproveitamento.
O benefício dependeria das condições operacionais, da capacidade da infraestrutura e da demanda por eletricidade no país vizinho.
O Peru também poderia enviar energia ao Chile, utilizando sua geração hidrelétrica e termelétrica a gás natural para complementar o abastecimento em determinados períodos.
Peru registra crescimento de 87% na geração de energia solar
Enquanto discute a conexão internacional, o Peru também amplia sua produção de energia fotovoltaica.
Dados do Ministério de Energia e Minas mostram que as usinas solares produziram 1.442 GWh no primeiro semestre de 2026, crescimento de 87% em comparação com igual período de 2025.
Boa parte da capacidade solar peruana está localizada no sul, especialmente nas regiões de Arequipa e Moquegua.
A integração permitiria ampliar as possibilidades de troca de eletricidade entre duas redes com diferentes fontes de geração.
Outro projeto de US$ 30 milhões avança na fronteira
Além da conexão Montalvo-Kimal, existe uma segunda iniciativa, de menor porte, envolvendo os dois países.
Em 13 de outubro, a EnorChile Transmisión apresentou à avaliação ambiental chilena o projeto Los Héroes-Parinacota, estimado em US$ 30 milhões.
A proposta contempla aproximadamente 22 quilômetros de linha em território chileno, ligando a subestação Parinacota, em Arica, à fronteira peruana.
A conexão seguiria até Los Héroes, em Tacna, com capacidade máxima de 250 megavolt-ampères (MVA) e uma subestação conversora para compatibilizar as frequências das redes nacionais.
Negociações ainda não têm data para construção
Apesar do interesse dos governos, a interconexão elétrica Peru-Chile de 1.000 MW ainda não possui decisão definitiva de investimento nem cronograma de obras.
Shinno pretende conversar com a ministra chilena de Energia, Ximena Rincón. Caso isso não aconteça antes de novembro, o assunto poderá entrar na reunião binacional prevista para 29 de novembro.
O avanço dependerá de acordos técnicos, comerciais e regulatórios entre os dois países.
Dados e informações: Times Brasil.
Fonte
https://timesbrasil.com.b
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

