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Piloto de avião lidera ranking de profissões desejadas e comandantes podem ganhar até R$ 28 mil, mas formação pode custar entre R$ 80 mil e R$ 150 mil

Piloto de avião lidera ranking de profissões desejadas e comandantes podem ganhar até R$ 28 mil, mas formação pode custar entre R$ 80 mil e R$ 150 mil

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Piloto de avião lidera ranking de profissões desejadas e comandantes podem ganhar até R$ 28 mil, mas formação pode custar entre R$ 80 mil e R$ 150 mil

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 18/10/2026 às 15:36

Atualizado em 18/10/2026 às 15:37

Indústria

Grupo

Pilotos na cabine antes de um voo comercial (imagem ilustrativa) Foto: Jetstar Airways from Melbourne, Australia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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Levantamento da Resume.io colocou a carreira no topo entre as profissões mais desejadas em diferentes países. No Brasil, a remuneração pode chegar a R$ 28 mil para comandantes, mas o caminho exige licenças, horas de voo, inglês e investimento elevado.

Ser piloto de avião aparece no topo de um ranking internacional de profissões mais desejadas e também ocupa a primeira posição no Brasil, segundo levantamento da plataforma Resume.io realizado em 170 países. A carreira combina remuneração elevada e possibilidade de atuação internacional, mas exige uma formação longa, cara e sujeita a certificações técnicas e médicas.

No mercado brasileiro, a remuneração média citada para piloto comercial é de cerca de R$ 17,6 mil por mês, enquanto comandantes de companhias aéreas podem receber entre R$ 17 mil e R$ 28 mil mensais, além de benefícios.

O outro lado da conta está no investimento necessário para chegar à cabine. A formação completa pode custar entre R$ 80 mil e R$ 150 mil, considerando cursos, horas de voo e certificações obrigatórias, segundo o jornal A Tarde.

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Piloto aparece como profissão mais desejada em 34 países

Piloto ajusta a potência dos motores durante aproximação visual Foto: Olivier Cleynen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O levantamento foi feito pela Resume.io em 170 países.

A profissão de piloto liderou o ranking global e também ficou em primeiro lugar no Brasil e em outros 33 países.

O interesse pela carreira é associado a fatores como possibilidade de viajar, crescimento profissional e remuneração acima da média em determinados segmentos da aviação.

Isso não significa, porém, que todo profissional que inicia a formação alcançará salários próximos ao teto citado.

A remuneração depende da experiência, da função, da empresa, do tipo de operação e do número de horas acumuladas.

Formação começa pelas licenças de piloto

Cabine de comando de um Airbus A320 Foto: ProtoplasmaKid / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O primeiro passo é obter as licenças exigidas para atuar profissionalmente.

No Brasil, o caminho normalmente começa pelo curso de Piloto Privado, o PP.

Depois, o candidato avança para a formação de Piloto Comercial, o PC, que permite exercer atividade remunerada dentro das condições previstas pela regulamentação.

As habilitações e certificações precisam ser obtidas junto à autoridade aeronáutica brasileira, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.

A progressão pode incluir outras habilitações conforme o tipo de aeronave, operação e objetivo profissional.

Horas de voo representam parte importante do custo

A formação não depende apenas de aulas teóricas.

O aluno precisa acumular experiência prática em voo.

A formação inicial pode exigir mais de 150 horas de voo, quantidade que continua aumentando ao longo da carreira.

Essas horas representam uma das partes mais caras da formação, porque envolvem uso de aeronave, combustível, instrutor e estrutura operacional.

É justamente por isso que o custo final varia tanto entre escolas e trajetórias.

Um aluno que precise de mais horas práticas ou busque habilitações adicionais pode gastar mais do que outro que siga apenas o caminho básico.

Investimento pode chegar a R$ 150 mil

A estimativa apresentada para a formação completa varia entre R$ 80 mil e R$ 150 mil.

Esse valor reúne cursos, horas de voo e certificações obrigatórias.

O número não deve ser interpretado como uma tabela fixa nacional.

O preço depende da escola escolhida, do local de treinamento, da quantidade de horas necessárias, do tipo de aeronave utilizada e das habilitações adicionais.

Por isso, dois candidatos podem chegar à mesma licença com custos bastante diferentes.

Inglês é requisito importante na aviação

Outro ponto central é o domínio do inglês.

O idioma é padrão na aviação civil internacional e aparece em comunicações entre pilotos e controladores, manuais técnicos, procedimentos e treinamentos.

Para quem pretende trabalhar em companhias aéreas ou em operações internacionais, a proficiência se torna ainda mais relevante.

A formação técnica, portanto, não se limita a aprender a pilotar.

Ela envolve também comunicação, regulamentação, meteorologia, navegação e outros conteúdos associados à segurança operacional.

Exames médicos acompanham toda a carreira

Pilotos precisam cumprir requisitos de saúde específicos.

A formação e a atuação profissional dependem de certificações médicas periódicas.

Avaliações psicológicas também fazem parte das exigências da carreira.

Esses controles existem porque a função envolve responsabilidade direta sobre a segurança da aeronave, da tripulação e dos passageiros.

O profissional precisa manter condições físicas e mentais compatíveis com a atividade ao longo do tempo.

Salário muda conforme experiência e função

A remuneração de um piloto não é única.

Um profissional recém-formado, com poucas horas acumuladas, não ocupa a mesma posição de um comandante experiente de companhia aérea.

Segundo os dados apresentados, a média para piloto comercial fica em torno de R$ 17,6 mil mensais.

Já comandantes podem receber entre R$ 17 mil e R$ 28 mil por mês, além de benefícios.

A diferença reflete principalmente o nível de responsabilidade e experiência exigido para cada função.

Comandante ocupa posição de maior responsabilidade

O comandante é o profissional responsável pela condução final da operação aérea.

Ele responde pela aeronave e pelas decisões tomadas durante o voo.

Chegar a essa posição exige experiência acumulada, licenças adequadas e histórico de horas de voo compatível com as exigências da empresa e da regulamentação.

Por isso, os salários mais altos normalmente aparecem nas etapas mais avançadas da carreira.

Boa remuneração não elimina barreiras de entrada

A possibilidade de receber até R$ 28 mil por mês chama atenção, mas o custo inicial representa uma barreira importante.

Antes de alcançar remuneração elevada, o candidato precisa financiar sua formação, cumprir horas de voo e conseguir espaço no mercado.

Isso cria uma diferença relevante entre o desejo de seguir a profissão e a possibilidade real de ingressar nela.

O investimento de até R$ 150 mil pode afastar interessados que não possuem recursos próprios ou acesso a financiamento.

Carreira exige atualização constante

Mesmo depois da formação inicial, o aprendizado não termina.

A aviação trabalha com procedimentos, regulamentos e tecnologias que precisam ser atualizados continuamente.

Pilotos passam por treinamentos recorrentes e avaliações periódicas ao longo da carreira.

A mudança de aeronave ou empresa também pode exigir novos treinamentos específicos.

Assim, o investimento profissional continua mesmo depois da obtenção das primeiras licenças.

Mercado internacional ajuda a aumentar interesse

A possibilidade de trabalhar fora do país é outro fator que torna a profissão atraente.

Companhias aéreas, operações executivas e outros segmentos da aviação podem oferecer oportunidades internacionais.

Isso amplia o horizonte de quem possui boa formação, experiência e domínio do inglês.

Ao mesmo tempo, cada país pode exigir processos próprios de validação de licenças e certificações.

A carreira internacional, portanto, não acontece automaticamente apenas com a licença brasileira.

Outras profissões também aparecem no ranking

O levantamento inclui outras carreiras entre as mais desejadas.

Entre elas estão corretor imobiliário, engenheiro de software, tabelião, comissário de bordo, agente de viagens, cientista de dados, juiz, terapeuta e detetive.

O destaque do piloto mostra como profissões associadas a mobilidade, tecnologia e remuneração continuam atraindo interesse.

No caso da aviação, porém, o custo de entrada é especialmente relevante.

Sonho profissional exige planejamento financeiro

A diferença entre o salário potencial e o custo da formação ajuda a explicar o principal contraste da carreira.

De um lado, comandantes podem alcançar remunerações de até R$ 28 mil mensais.

Do outro, o candidato pode precisar investir entre R$ 80 mil e R$ 150 mil antes de chegar ao mercado profissional.

Esse investimento ocorre antes de existir qualquer garantia de contratação ou de salário elevado.

Por isso, planejamento financeiro, escolha da escola e compreensão das etapas de formação são fundamentais para quem considera seguir esse caminho.

Ranking mostra desejo, não garantia de mercado

Também é importante separar popularidade de empregabilidade.

O fato de piloto aparecer como uma das profissões mais desejadas não significa que seja fácil conseguir vaga.

O ranking mede interesse e busca pela carreira, não número de empregos disponíveis.

A oferta de oportunidades depende do ritmo do setor aéreo, expansão das companhias, aposentadorias, crescimento de frotas e condições econômicas.

A carreira pode oferecer salários elevados, mas exige investimento, qualificação técnica e tempo para acumular experiência suficiente até chegar às posições mais valorizadas.

Você investiria até R$ 150 mil para se tornar piloto de avião? Deixe sua opinião nos comentários.

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salário de piloto de avião


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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