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Piloto põe fogo em Cessna a 550 km de Cuiabá e foge após caça A-29 da FAB interceptar avião sem plano de voo vindo da Bolívia

Piloto põe fogo em Cessna a 550 km de Cuiabá e foge após caça A-29 da FAB interceptar avião sem plano de voo vindo da Bolívia

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Piloto põe fogo em Cessna a 550 km de Cuiabá e foge após caça A-29 da FAB interceptar avião sem plano de voo vindo da Bolívia

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 25/10/2026 às 20:15

Atualizado em 25/10/2026 às 20:16

Logística e Transporte

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A-29 Super Tucano da FAB taxiando em base aérea, em foto de arquivo da FAB. Foto: Sgt Müller Marin/Força Aérea Brasileira/divulgação

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Um caça A-29 interceptou o avião na sexta-feira (23/10). O piloto fez pouso forçado, incendiou a aeronave e fugiu, segundo a FAB. A matéria explica cada etapa dessa ação, pelo decreto que a regula.

Na sexta-feira (23/10), um caça A-29 da Força Aérea Brasileira interceptou em Mato Grosso um avião que vinha da Bolívia. A informação está na nota oficial da FAB. Era um Cessna branco, sem plano de voo e com matrícula não identificada.

A interceptação foi feita por um caça A-29 Super Tucano. A ação foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), com apoio do avião de alerta antecipado E-99. Segundo a FAB, esse avião-radar detecta aeronaves mesmo em baixa altitude e em regiões remotas.

Ao perceber que estava sendo interceptado, o piloto fez um pouso forçado perto do município de Juara. O local fica a cerca de 550 km de Cuiabá, no noroeste do estado. Ainda segundo a nota, ele incendiou a própria aeronave e fugiu do local. A ação foi feita junto com a Polícia Federal.

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O site O Mato Grosso também cobriu o caso. Ele diz que a queda aconteceu numa fazenda da zona rural de Juara, a cerca de 85 km da área urbana. O texto informa que não há confirmação de quantas pessoas estavam a bordo.

Como a FAB chega ao avião suspeito

Voos sem plano e sem matrícula entram nas Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA). Segundo a nota, essas medidas servem para coibir voos ilícitos, junto com órgãos de segurança pública. O decreto que organiza o tema, o Decreto 5.144/2004, trata de aeronaves hostis ou suspeitas de tráfico de drogas. Ele divide a ação em quatro degraus.

DegrauO que o decreto prevêAveriguaçãoO caça A-29 se aproxima de forma ostensiva para identificar o avião e interrogá-lo por rádioIntervençãoO piloto recebe ordem para mudar a rota e pousar no aeródromo indicadoPersuasãoTiros de aviso, com munição traçante, para que a tripulação veja e obedeçaDestruiçãoDisparo de tiros para impedir o voo, usado só como último recurso

Os degraus são progressivos. Um só entra quando o anterior não dá resultado. O caso relatado pela FAB chegou ao pouso forçado, que o decreto liga à etapa de intervenção. Nenhum tiro aparece no relato.

O último degrau é o mais duro

A destruição é a única etapa com disparo de tiros para impedir o voo. O decreto a admite só como último recurso. Antes dela, é preciso cumprir procedimentos para evitar a perda de vidas inocentes, no ar ou em terra.

Dois aviões militares para um avião só

A conta da operação é direta: um caça A-29 e um avião-radar E-99 foram acionados para um único Cessna. Cabe ao avião-radar localizar o alvo. O caça A-29 fez a interceptação e acompanhou a ação até o fim.

O que a FAB diz sobre o espaço aéreo

A FAB diz que atua de forma ininterrupta para garantir a soberania do espaço aéreo e a segurança da navegação aérea. A nota fala em fuga do piloto, não em prisão.

Tags

A-29 Super Tucano, Força Aérea Brasileira, Juara, Mato Grosso, Polícia Federal, Bolívia, espaço aéreo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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