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Planeta de segunda geração pode ter surgido de material expelido por estrela em sua fase final

Planeta de segunda geração pode ter surgido de material expelido por estrela em sua fase final

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Planeta de segunda geração pode ter surgido de material expelido por estrela em sua fase final

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 08/10/2026 às 23:36

Ciência e Tecnologia

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Estudo aponta possível planeta de segunda geração próximo a anã branca, com pistas químicas e variações periódicas de brilho estelar.

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Astrônomos identificaram sinais de um possível planeta formado com material expelido por uma estrela em sua fase final. A análise combina composição química incomum e variações de brilho observadas perto de uma anã branca jovem.

Astrônomos identificaram indícios de um planeta de segunda geração próximo à anã branca HS 0209+0832. A composição química do material absorvido pela estrela sugere que o possível mundo nasceu de matéria expelida durante sua evolução.

Segundo a Sci.News, que divulgou os resultados em 7 de outubro, o sistema fica a 270 anos-luz da Terra, na constelação de Cetus. A pesquisa foi liderada por Jamie Williams, da Universidade de Warwick.

O estudo publicado na Nature Astronomy em 5 de outubro de 2026 descreve um candidato a planeta gigante cuja atmosfera estaria escapando e alimentando a anã branca. A interpretação combina análises químicas com uma variação periódica de brilho.

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Nióbio revela composição incomum

Anãs brancas são remanescentes densos de estrelas semelhantes ao Sol. Muitas apresentam metais em suas atmosferas porque absorvem fragmentos de asteroides e outros corpos rochosos. Em geral, esse material se parece com objetos do Sistema Solar.

Neste caso, os pesquisadores encontraram uma combinação diferente. O nióbio apresenta abundância relativa mais de mil vezes superior à solar. A equipe também examinou outras 33 anãs brancas contaminadas por metais, sem detectar esse elemento.

O material absorvido contém mais níquel que ferro, numa proporção superior a dois para um. Na Terra e em meteoritos primitivos usados na comparação, o ferro predomina. Nenhum dos materiais comparados apresentou composição equivalente.

Dados antigos ganharam nova análise

As pistas começaram com observações do Hubble feitas em 1999. O espectro ultravioleta revelou metais, mas cerca de cem linhas permaneceram sem identificação. A origem da matéria externa que chegava à estrela continuava sem explicação.

A equipe reanalisou registros do Hubble, do observatório FUSE e do instrumento UVES, instalado no Very Large Telescope. Utilizou informações do Pan-STARRS e do satélite Gaia. Muitas linhas antes desconhecidas foram associadas a cobre e nióbio.

Material estelar pode formar outro planeta

A hipótese é que ventos da estrela, durante sua fase de gigante, tenham fornecido matéria para um disco. Nesse ambiente, enriquecido em carbono e elementos produzidos por captura lenta de nêutrons, um planeta poderia crescer.

O satélite TESS detectou uma oscilação de brilho com período próximo de 4,4 dias. Os autores consideram o sinal compatível com um gigante em órbita próxima, a aproximadamente 0,04 unidade astronômica da anã branca.

Sinal de brilho ainda exige explicação

Nas informações suplementares, os pesquisadores esclarecem que o TESS não detectou trânsitos do candidato. Também discutem possíveis variações na própria estrela, embora o período observado seja maior que os períodos de rotação mais comuns dessas estrelas.

Uma possibilidade envolve um planeta jovem com névoa espessa no lado diurno e atmosfera mais transparente no noturno. Outra interpretação associa a variação a uma cauda de material perdido pelo gigante, passando pela linha de visão.

A origem do núcleo também permanece incerta. Um planeta anterior poderia ter adquirido uma nova atmosfera no disco. Os autores afirmam que modelos poderão investigar essa alternativa; medir a composição interna do candidato seria difícil.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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