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Planos de Mailza Assis e Alan Rick convergem com menos da metade da agenda liberal no Acre

O Livres divulgou o Índice de Convergência Liberal (ICL) para o Acre, comparando os planos de governo de Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos), candidatos no 2º turno, com as 63 propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas de 2026. Mailza obteve 46,8% e Alan Rick, 42,1%. O índice soma os pesos de cada proposta (convergente vale 1, parcialmente convergente vale 0,5, divergente e não aborda valem 0) e divide o total por 63. Só contam compromissos para 2027–2030, e realizações passadas descritas nos diagnósticos ficam de fora.

Os dois candidatos têm o mesmo número de convergências plenas: 11 cada. A diferença vem do restante. Mailza tem 37 propostas parcialmente convergentes e 15 não abordadas, enquanto Alan Rick tem 31 e 21, respectivamente. Na prática, Mailza trata de 48 das 63 propostas e Alan Rick, de 42. Nenhum dos dois teve proposta classificada como divergente. O plano de Mailza tem 68 páginas e 10 eixos, e o de Alan Rick é mais curto, com 7 eixos.

Por eixo, Mailza lidera em quatro dos seis. Em segurança pública (12 propostas), ela marca 50,0% contra 37,5% de Alan Rick, uma vantagem de 12,5 pontos. Em prosperidade (7 propostas), são 50,0% a 35,7%, diferença de 14,3 pontos. Em saúde e sustentabilidade (13 propostas), Mailza tem 50,0% e Alan Rick, 42,3%. Em cidades (8 propostas), 56,3% a 50,0%. Alan Rick fica à frente em eficiência do Estado (8 propostas), com 43,8% contra 37,5%, e em educação (15 propostas), com 43,3% contra 40,0%. Segundo o estudo, o eixo de eficiência é o mais fraco do plano de Mailza, sem nenhuma convergência plena.

Os dois planos convergem plenamente em sete propostas: saúde mental dos agentes de segurança, diversificação do ensino médio, ensino integral, escolas cívico-militares, fila única na saúde, políticas emancipatórias e regularização fundiária. Outras 14 propostas não aparecem em nenhum dos planos, entre elas câmeras corporais, revisão dos incentivos fiscais, bonificação por mérito, vale-educação, contratação de professores pela CLT e sandboxes regulatórios.

Os diagnósticos dos planos trazem números que o estudo destaca. O plano de Alan Rick cita filas de 30 mil pacientes à espera de consulta especializada e aponta despesa com pessoal de 47,99% da receita corrente líquida, a 1,44 ponto do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, além de nota C na Capag. Ele também registra que as transferências da União equivalem a cerca de três vezes a arrecadação própria do estado. O déficit do sistema prisional é de 1.327 vagas, e até 69,8% das vítimas de furto em Rio Branco deixam de registrar ocorrência. Mais de 52 mil Cadastros Ambientais Rurais aguardam validação, apenas 17,9% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creches e o trânsito deixou 136 vítimas fatais em 2024.

O Livres aponta que nenhum dos dois planos se compromete a transferir à iniciativa privada a gestão de serviços hoje executados diretamente pelo Estado. Segundo o estudo, os candidatos aceitam modernizar a gestão estatal, mas evitam reformas que mudam quem presta o serviço ou como se contrata.

O estudo também registra que o plano de Mailza amplia o uso de reconhecimento facial sem prever protocolos auditáveis, controle externo ou regras de retenção de dados. O tema não altera a classificação, mas, segundo o Livres, merece cobrança no debate. Duas propostas de subsídio ficaram fora do índice: a ampliação da Subvenção da Borracha, de Mailza, e o subsídio ao combustível de aviação na Amazônia, de Alan Rick.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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