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Ponte inaugurada em 2007 por R$ 92,7 milhões vai ser demolida, e a nova ponte custará R$ 430 milhões, 4,6 vezes mais
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 25/10/2026 às 14:17
Construção
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O DNIT publicou no Diário Oficial da União o edital da nova ponte, que inclui a demolição da atual, e não há data para a obra começar.
A ponte da BR-235 sobre o Rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama, no Tocantins, tem 1.060 metros e 24 pilares. Ela foi inaugurada em dezembro de 2007 por R$ 92,7 milhões. Menos de 19 anos depois, o DNIT publicou o edital da nova ponte, com estimativa de R$ 430 milhões. O aviso saiu no Diário Oficial da União em 23 de outubro, segundo o G1 TO.
Quanto custa a nova ponte da BR-235?
O edital estima R$ 430 milhões para a nova ponte. Esse valor não cobre só a construção. O contrato inclui projetos, a demolição da estrutura atual e o monitoramento da travessia, conforme a Gazeta do Cerrado.
A comparação com 2007 pede cuidado. Os R$ 92,7 milhões da ponte da BR-235 de 2007 não estão corrigidos pela inflação. Mesmo assim, a diferença chama a atenção: a nova ponte custa R$ 337,3 milhões a mais, ou 4,6 vezes o valor da primeira.
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A escolha da empresa será pelo critério de menor preço, e as propostas serão abertas em 22 de janeiro de 2027. Ainda não há data definida para o início das obras da nova ponte.
Por que a ponte de 2007 vai ser demolida?
A interdição da ponte da BR-235 entre Pedro Afonso e Tupirama começou em 21 de maio de 2026, depois que vistorias encontraram problemas na estrutura. No início, só caminhões com mais de quatro toneladas foram proibidos de passar. Depois, o DNIT fechou a ponte por completo como medida de segurança. Um estudo técnico apontou falhas graves, e a decisão passou a ser demolir a estrutura e refazê-la.
Em nota de 21 de agosto, o DNIT anunciou que a ponte da BR-235 seria liberada só para veículos leves a partir de 25 daquele mês. O G1 TO noticiou a liberação. Veículos pesados seguem na balsa.
Em reunião no Ministério Público Federal em Palmas, o DNIT disse que o edital sairia em até dez dias. Saiu em 23 de outubro, segundo o G1 TO.
Como fica a travessia enquanto a obra não começa?
Caminhões e outros veículos pesados atravessam o rio de balsa, e a seca tem complicado essa alternativa. Em outubro, as balsas encalharam com a estiagem e deixaram motoristas e caminhões presos no rio por mais de 18 horas. Segundo o DNIT, duas das quatro balsas gratuitas para carga começariam a operar (Gazeta do Cerrado, 7 de outubro).
A Prefeitura de Pedro Afonso decretou emergência por 180 dias. O motivo são os prejuízos logísticos e econômicos no escoamento da produção agroindustrial do Matopiba.
Quem cobrou uma solução para a interdição?
Em Pedro Afonso, lideranças e setor produtivo se reuniram na sede da COAPA para preparar uma audiência pública sobre o fechamento da ponte. Marcado para 7 de agosto, o debate quer cobrar respostas urgentes do Governo Federal sobre a economia, a saúde e a mobilidade da região.
O que vem depois do edital?
A próxima data é 22 de janeiro de 2027, quando as empresas entregam as propostas. Depois disso vêm a escolha da vencedora, a assinatura do contrato, a demolição da estrutura atual e a construção da nova ponte. Enquanto isso, a balsa segue como a única forma de cruzar o Rio Tocantins para caminhões, no trecho entre Pedro Afonso e Tupirama.
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ponte, BR-235, Rio Tocantins, Pedro Afonso, Tupirama, DNIT, Tocantins
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

