Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Porta-aviões de mais de US$ 13 bilhões usa catapultas eletromagnéticas, mas também precisa cuidar de tarefas comuns como lavar roupas e preparar milhares de refeições

Porta-aviões de mais de US$ 13 bilhões usa catapultas eletromagnéticas, mas também precisa cuidar de tarefas comuns como lavar roupas e preparar milhares de refeições

Faça um comentário

5 min de leitura

Porta-aviões de mais de US$ 13 bilhões usa catapultas eletromagnéticas, mas também precisa cuidar de tarefas comuns como lavar roupas e preparar milhares de refeições

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 16/10/2026 às 16:19

Ciência e Tecnologia

Grupo

Assista o vídeo
Porta-aviões reúne catapultas eletromagnéticas, energia nuclear, lavanderia e milhares de refeições: conheça a rotina a bordo do USS Gerald R. Ford.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

O USS Gerald R. Ford combina catapultas eletromagnéticas com cozinhas, lavanderia e alojamentos para milhares de pessoas. Segundo o canal Ingeniería Monumental, o porta-aviões custou mais de US$ 13 bilhões. A tecnologia nuclear fornece energia, mas alimentos, manutenção e descanso continuam essenciais para sustentar a rotina de refeições e trabalho.

O USS Gerald R. Ford lança aeronaves com catapultas eletromagnéticas, mas sua operação também depende de cozinheiros, equipes de lavanderia e espaços para dormir. Com cerca de 100 mil toneladas de deslocamento, o porta-aviões precisa manter milhares de pessoas alimentadas e aptas a trabalhar durante meses no mar.

Segundo o canal Ingeniería Monumental, o navio custou mais de US$ 13 bilhões e tem aproximadamente 337 metros de comprimento. A apresentação usa uma missão com cerca de 4.500 pessoas para explicar a estrutura necessária à vida a bordo, das refeições aos cuidados médicos.

Catapultas eletromagnéticas substituem o lançamento a vapor

Porta-aviões reúne catapultas eletromagnéticas, energia nuclear, lavanderia e milhares de refeições: conheça a rotina a bordo do USS Gerald R. Ford.

As catapultas eletromagnéticas aceleram as aeronaves ao longo da pista usando energia elétrica. O sistema EMALS foi desenvolvido para a classe Ford e substitui a tecnologia de lançamento a vapor empregada na geração anterior.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O convés também recebe suprimentos e permite a movimentação de equipes e equipamentos. Sua função vai além das operações dos caças, pois integra a ligação do navio com o exterior.

Cores das camisetas identificam funções no convés

Porta-aviões reúne catapultas eletromagnéticas, energia nuclear, lavanderia e milhares de refeições: conheça a rotina a bordo do USS Gerald R. Ford.

O ruído dos motores dificulta a comunicação verbal, e as equipes usam cores para identificar suas atribuições. Na organização descrita, amarelo corresponde à direção das aeronaves, verde aos sistemas de lançamento e parada e roxo ao abastecimento.

O vermelho identifica funções relacionadas ao armamento; marrom, profissionais responsáveis pelas aeronaves; azul, atividades de movimentação; e branco, funções como segurança e atendimento médico. A identificação visual ajuda a coordenar o trabalho em uma área com máquinas em movimento.

Dois reatores sustentam propulsão e sistemas de bordo

O porta-aviões utiliza dois reatores nucleares A1B. A energia produzida atende à propulsão e também aos equipamentos que mantêm a operação e a vida no interior do casco.

As catapultas eletromagnéticas estão entre esses consumidores, ao lado de radares, elevadores, iluminação e climatização. A autonomia do combustível nuclear é longa, mas não elimina a necessidade de manutenção, peças e abastecimento de outros itens.

Cozinhas atendem tripulantes em diferentes turnos

O documentário informa que podem ser servidas até 17 mil refeições por dia. O atendimento precisa acompanhar equipes que iniciam ou encerram o trabalho em horários diferentes, inclusive durante a madrugada.

A organização descrita concentra o preparo em duas cozinhas maiores, em comparação com cinco nos navios da classe Nimitz. As refeições fazem parte de uma rotina contínua, ajustada às escalas de serviço.

Comida chega por navios de apoio e helicópteros

O porta-aviões não produz os alimentos consumidos a bordo. O abastecimento pode ocorrer por navios que se aproximam durante a navegação e transferem cargas por cabos, ou por helicópteros.

A despensa depende dessa logística para continuar atendendo às refeições diárias. A capacidade de gerar energia durante longos períodos não significa independência em relação aos fornecedores e às operações de reabastecimento.

Produção de água atende banhos, cozinha e lavanderia

A Marinha dos Estados Unidos informa que os sistemas de osmose reversa do Ford produzem mais de 400 mil galões de água potável por dia. O volume equivale a aproximadamente 1,5 milhão de litros, destinados a usos como banho, preparo de alimentos, consumo e lavagem de roupas.

A lavanderia faz parte dessa demanda diária, junto com as cozinhas e os alojamentos. A água precisa ser produzida e distribuída continuamente para sustentar os serviços do navio.

Beliches de três andares dividem o espaço de descanso

Os alojamentos descritos pelo canal têm até 40 camas, uma divisão menor que os grandes compartimentos citados para a classe anterior. O objetivo apresentado é reduzir o fluxo de pessoas e o ruído perto de quem está dormindo.

Os beliches continuam organizados em três níveis, com cortina e espaço limitado para objetos pessoais. Em uma rotina de turnos, o descanso de parte da equipe acontece enquanto outros profissionais mantêm o porta-aviões funcionando.

Lavanderia recebe uniformes e roupas de cama

A lavanderia industrial atende uniformes usados nas atividades do convés e roupas de cama dos alojamentos. O vídeo descreve secadoras capazes de receber até 45 quilos de roupas por ciclo.

O serviço precisa acompanhar o uso intenso das peças, expostas a sujeira, sal e resíduos das operações. A higienização depende tanto dos equipamentos quanto das equipes responsáveis por organizar o trabalho.

Atendimento médico reduz a dependência de hospitais em terra

A estrutura médica apresentada inclui sala cirúrgica, unidade de terapia intensiva com três leitos e enfermaria com 41 camas. Farmácia, laboratório e atendimento odontológico também aparecem entre os recursos descritos.

Casos que ultrapassem a capacidade disponível podem exigir retirada por helicóptero. Essa alternativa depende de fatores como distância, condições meteorológicas e recursos para o transporte.

Energia nuclear não dispensa a logística cotidiana

Assista o vídeo

O funcionamento do Ford reúne tarefas que precisam continuar mesmo quando a atenção está voltada aos aviões. Preparar alimentos, manter a lavanderia, distribuir água e permitir o descanso são parte dessa operação.

As catapultas eletromagnéticas representam uma das mudanças tecnológicas do projeto, mas trabalham dentro dessa estrutura maior. A permanência no mar depende também do reabastecimento e da manutenção dos serviços que atendem a tripulação.

Na sua opinião, qual serviço mais surpreende em um porta-aviões: alimentação, lavanderia ou atendimento médico? Deixe sua opinião nos comentários.

Tags

porta aviões


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

Sair da versão mobile