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Portugal prepara usina de biometano de € 20 milhões para transformar 69 mil toneladas de resíduos agropecuários por ano em gás renovável

Portugal prepara usina de biometano de € 20 milhões para transformar 69 mil toneladas de resíduos agropecuários por ano em gás renovável

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Portugal prepara usina de biometano de € 20 milhões para transformar 69 mil toneladas de resíduos agropecuários por ano em gás renovável

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 31/10/2026 às 19:36

Atualizado em 31/10/2026 às 19:37

Biocombustíveis Renováveis

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Imagem ilustrativa gerada com IA, inspirada na paisagem agroindustrial de Ferreira do Alentejo. Não é uma fotografia oficial da futura usina, ainda em fase de avaliação ambiental.

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Com investimento previsto de € 20 milhões, nova usina em Portugal poderá processar mais de 69 mil toneladas de resíduos por ano e produzir 4,9 milhões de metros cúbicos de biometano para distribuição nacional

Uma nova usina de biometano está prevista para o Alentejo, em Portugal, com investimento estimado em € 20 milhões. O projeto pretende aproveitar resíduos da pecuária e da produção de azeite para fabricar gás renovável destinado à rede nacional.

Usina de biometano será instalada no Alentejo

O empreendimento está previsto para o Parque Agroindustrial do Penique, em Odivelas, no município de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja. A responsável pelo projeto é a empresa FBG Ferreira do Alentejo.

A instalação ainda não começou a operar. O empreendimento está na fase de consulta pública ambiental, etapa em que a população pode conhecer os impactos previstos e apresentar contribuições sobre a proposta.

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A futura unidade deverá ocupar aproximadamente dois hectares e terá vida útil estimada em 25 anos. O projeto prevê uma estrutura industrial voltada ao aproveitamento de resíduos orgânicos produzidos na região.

Mais de 69 mil toneladas de resíduos poderão virar energia

A empresa pretende processar mais de 69 mil toneladas de matéria orgânica por ano. Entre os materiais previstos estão dejetos e efluentes da criação de bovinos e bagaço resultante da produção de azeite.

O funcionamento será baseado na digestão anaeróbia. Nesse processo, microrganismos decompõem os resíduos em um ambiente sem oxigênio, produzindo biogás.

Depois, o gás passará por etapas de tratamento para obter biometano com características adequadas ao uso energético.

A previsão é produzir aproximadamente 4,9 milhões de metros cúbicos normais de biometano por ano. O planejamento contempla a compatibilidade do combustível com a Rede Nacional de Distribuição de Gás Natural de Portugal.

O volume representa uma estimativa do projeto. A produção efetiva dependerá da implantação e do funcionamento da instalação.

Resíduos também poderão ser aproveitados como fertilizantes

A fabricação do biometano deixará outro material: o digestato, formado por componentes sólidos e líquidos que permanecem após a decomposição da matéria orgânica.

Esse subproduto poderá ser aproveitado na agricultura como biofertilizante. Mas existe uma condição importante.

Antes da utilização no campo, o material precisará passar por análises laboratoriais e cumprir os requisitos técnicos e ambientais aplicáveis.

Enquanto continuar classificado como resíduo, deverá ser encaminhado para operadores licenciados, conforme previsto pela empresa responsável.

Caminhões, odores e ruídos entram na avaliação ambiental

A movimentação de veículos pesados aparece entre os impactos previstos para a operação.

A estimativa é de aproximadamente 20 caminhões por dia transportando matérias-primas, digestato e biometano. Durante a safra da azeitona, esse movimento poderá ultrapassar 30 veículos pesados diariamente.

Também estão previstos transportes relacionados ao abastecimento de água e ao dióxido de carbono liquefeito.

O estudo ambiental considera ainda possíveis emissões atmosféricas, ruídos dos equipamentos e odores associados à atividade industrial.

Consulta pública vai até 25 de novembro

O projeto integra os planos de aproveitamento de resíduos para produção de energia renovável em Portugal.

Segundo o material apresentado, a consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental ficará disponível até 25 de novembro, no portal Participa, da Agência Portuguesa do Ambiente.

Essa etapa permite a apresentação de observações sobre o empreendimento antes das decisões ambientais pertinentes.

A construção e o início da produção ainda dependem dos procedimentos aplicáveis. O material não informa uma data confirmada para a entrada em funcionamento da usina.

Dados e informações da matéria: Biocombustiveisnews.

Fonte

https://biocombustiveisne


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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