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Pouso Alegre atrai fábricas e centros de distribuição com projeto de R$ 1,8 bilhão do Boticário e expansão de gigantes industriais

Pouso Alegre atrai fábricas e centros de distribuição com projeto de R$ 1,8 bilhão do Boticário e expansão de gigantes industriais

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Pouso Alegre atrai fábricas e centros de distribuição com projeto de R$ 1,8 bilhão do Boticário e expansão de gigantes industriais

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 20/10/2026 às 09:10

Atualizado em 20/10/2026 às 09:11

Economia

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Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

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Cidade do Sul de Minas reúne investimentos em cosméticos, eletrodomésticos, telecomunicações e logística, com empreendimentos em operação, obras em andamento e ampliações previstas para 2027

Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, reúne uma sequência de investimentos que envolve novas fábricas, ampliação de unidades industriais e centros de distribuição. Segundo levantamento publicado pela Folha de Pouso Alegre em 24 de setembro de 2026, o movimento alcança empresas de diferentes setores e inclui a implantação da fábrica de R$ 1,8 bilhão do Grupo Boticário.

Os empreendimentos estão em etapas distintas. Enquanto algumas estruturas já foram inauguradas, outras permanecem em obras ou fazem parte dos planos de expansão das empresas. Por isso, os valores representam um ciclo de investimentos anunciado ao longo de diferentes anos.

A localização próxima à Rodovia Fernão Dias ajuda a explicar o interesse. Para fabricantes e operadores logísticos, estar conectado aos grandes mercados consumidores do Sudeste pesa tanto na distribuição dos produtos quanto no recebimento de matérias-primas.

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Boticário prevê fábrica de R$ 1,8 bilhão e 800 empregos diretos

Entre os maiores projetos está a nova unidade do Grupo Boticário. O investimento anunciado é de R$ 1,8 bilhão, com expectativa de criação de 800 empregos diretos, conforme divulgação do Governo de Minas.

O projeto prevê ampliar em 50% a capacidade produtiva da companhia. No retrato publicado pelo jornal em setembro, o terreno passava por serviços de terraplanagem para preparar a implantação da fábrica.

Além dos postos dentro da unidade, empreendimentos desse porte podem movimentar fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços. A formação dessa cadeia depende, porém, do avanço das obras e das contratações de cada etapa.

Midea amplia presença após fábrica de R$ 630 milhões

Outro investimento de destaque é o da Midea, que aplicou R$ 630 milhões em sua fábrica de refrigeradores e lavadoras na cidade. Na inauguração, a previsão divulgada era de geração de 650 empregos diretos.

Posteriormente, em 2025, o grupo anunciou R$ 198 milhões para quatro projetos em Minas Gerais. Esse pacote inclui iniciativas em Pouso Alegre, mas o valor corresponde ao conjunto estadual.

A expansão reforça a presença da fabricante no município e cria novas demandas por componentes, embalagens e serviços industriais. Assim, os investimentos também podem abrir oportunidades para negócios que atendem às linhas de produção.

Iveco inaugura centro de peças com 40% mais armazenamento

Na logística, o Iveco Group inaugurou em 15 de setembro de 2026 um centro de distribuição de peças de R$ 93 milhões.

A instalação possui quase 20 mil metros quadrados e 17 docas. Segundo a empresa, oferece 40% mais capacidade de armazenamento, além de potencial de expansão de 35%, para atender ao Brasil e à América Latina.

Esse tipo de estrutura aproxima o estoque da rede de atendimento e ajuda a organizar o abastecimento de peças. Ao mesmo tempo, depende da integração entre transporte, controle de mercadorias e tecnologia para acompanhar a circulação dos produtos.

Cabos ópticos e comércio eletrônico entram no ciclo de expansão

A movimentação também chega às telecomunicações. A YOFC prevê ampliar sua capacidade fabril em 2027. Já a HT Cabos anunciou R$ 200 milhões para uma nova fábrica, com a proposta de duplicar a produção atual.

No comércio eletrônico, a Shopee alugou um galpão de aproximadamente 14 mil metros quadrados no Distrito Industrial. A previsão informada pelo levantamento é iniciar as atividades no começo de 2027.

Com tantos projetos em fases diferentes, o desafio municipal acompanha a atração de empresas. Infraestrutura, mobilidade, habitação e qualificação profissional precisam crescer junto com a demanda para que a expansão industrial se traduza em oportunidades duradouras para a população.

Fonte

Folha de Pouso Alegre


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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