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Prestige University empilha 463 terraços na Índia, e telhado de 9 mil metros quadrados transforma prédio de cinco andares em arquibancada ao ar livre

Prestige University empilha 463 terraços na Índia, e telhado de 9 mil metros quadrados transforma prédio de cinco andares em arquibancada ao ar livre

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Prestige University empilha 463 terraços na Índia, e telhado de 9 mil metros quadrados transforma prédio de cinco andares em arquibancada ao ar livre

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 14/10/2026 às 13:07

Construção

Grupo

Vista aérea do prédio da Prestige University, em Indore, com 463 terraços escalonados sobre a cobertura. Foto: Vinay Panjwani/Sanjay Puri Architects, via Divisare

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Projeto em Indore transforma a cobertura em espaço de encontro. Pátios, percursos internos e proteção nas fachadas fazem parte de uma solução que integra salas e áreas abertas.

A Prestige University, em Indore, na Índia, ganhou um edifício com 463 plataformas escalonadas que formam um jardim de 9 mil metros quadrados sobre a cobertura. Segundo o Sanjay Puri Architects, responsável pelo projeto, o conjunto de cinco níveis também foi concebido para funcionar como um grande auditório externo, com acomodação prevista para 9 mil estudantes.

O contraste está no uso do espaço. Em vez de reservar o telhado apenas para cobrir as salas, o projeto o transforma numa área que as pessoas podem ocupar. Visto de fora, o prédio se aproxima de uma encosta feita de degraus, jardins e percursos.

Como os 463 terraços transformam a cobertura da universidade em uma arquibancada?

A forma sobe gradualmente em diagonal, em vez de apresentar uma fachada única com toda a altura. A reportagem da revista Azure, publicada em fevereiro de 2026, descreve o efeito como uma composição que disfarça o volume do edifício e permite percorrer sua superfície escalonada.

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Os patamares da cobertura funcionam como uma arquibancada ao ar livre para os estudantes. Foto: Vinay Panjwani/Sanjay Puri Architects, via Divisare

O resultado abre duas possibilidades de uso. As plataformas podem servir a grupos menores, espalhados pelo conjunto, ou participar de uma ocupação mais ampla. É essa combinação que aproxima o prédio de uma arquibancada sem transformá-lo apenas num equipamento para grandes encontros.

A diferença interessa a qualquer instituição que precise conciliar atividades cotidianas e ocasiões de maior público. Um espaço desenhado exclusivamente para uma cerimônia pode ficar subutilizado no restante do tempo. Aqui, a proposta é permitir que a mesma cobertura também componha a rotina do campus.

O número de pessoas previsto para um evento deve ser lido nessa condição de projeto. Ele não é o total de alunos matriculados na universidade, nem uma contagem de público presente numa fotografia.

O que existe debaixo desse telhado e como os números descrevem o edifício?

O conjunto reúne administração, biblioteca, auditório, espaços de ensino e alimentação. A imagem mais chamativa está no exterior, mas há um programa universitário funcionando sob o desenho escalonado.

ElementoDimensão ou quantidadeSignificadoPlataformas na cobertura463Espaços que compõem o escalonamentoJardim sobre a cobertura9.000 m²Área do conjunto externo superiorAltura do edifício28 metrosMedida vertical máxima informadaOrganizaçãoCinco níveisDistribuição do programa do prédio
Fonte: descrição do Sanjay Puri Architects e reportagem da Azure, ambas vinculadas acima.

A área externa de 9 mil metros quadrados se soma à experiência dos ambientes distribuídos sob a cobertura. O conjunto combina altura, áreas abertas e uma sequência de plataformas, em vez de concentrar toda a sua identidade numa única fachada. É o percurso entre esses espaços que organiza a relação do estudante com o prédio.

Esse cuidado também evita uma comparação enganosa com uma praça construída no chão. O projeto coloca áreas de permanência sobre um edifício que continua abrigando outras atividades. O interesse arquitetônico está justamente em combinar funções no mesmo conjunto, não em substituir as salas por uma escadaria.

Por que o projeto usa pátios, luz natural e proteção nas fachadas?

O escritório explica que os pátios levam luz indireta para o interior e participam da estratégia de ventilação. Nas faces leste, oeste e sul, painéis ventilados de concreto reforçado com fibra de vidro, conhecido pela sigla GFRC, ajudam a proteger o edifício da incidência solar.

Pátio interno leva luz natural e ventilação às salas, com aberturas recortadas nas paredes de tijolo. Foto: Vinay Panjwani/Sanjay Puri Architects, via Divisare

A escolha mostra que a fachada não foi pensada apenas como a borda de uma forma chamativa. Ela participa da separação entre espaços externos e internos, enquanto os vazios permitem que a experiência do prédio não se limite a corredores fechados.

Nas fotografias de Vinay Panjwani publicadas pela Azure, as escadas, os pátios e as passagens revelam diferentes maneiras de atravessar o conjunto. A imagem distante mostra a massa escalonada; as vistas próximas mostram os percursos que dão uso a essa massa.

A intenção de reduzir a dependência de luz artificial e climatização é apresentada pelos autores como estratégia de projeto. Ela é diferente de uma economia medida na conta de energia: um percentual de redução só pode ser tratado como resultado quando houver uma comparação de consumo que o sustente.

Que relação essa construção tem com os antigos poços com degraus da Índia?

O escritório aponta os poços escalonados indianos como referência. Neles, os degraus não eram apenas um caminho até a água: o espaço também permitia permanência e encontro. A universidade recupera essa combinação entre deslocamento e convivência, sem reproduzir a função de armazenamento de água.

A galeria do projeto no Divisare ajuda a observar como essa referência aparece na construção concluída. O jogo entre patamares e vazios pode ser visto de diferentes ângulos, com a relação entre exterior e interior mais clara do que numa única imagem aérea.

O vínculo histórico dá contexto à aparência inusitada. A proposta não depende de tratar o prédio como uma invenção sem antecedentes: parte de uma solução espacial conhecida e a reorganiza para um programa universitário contemporâneo.

O que uma universidade brasileira pode observar nesse uso do telhado?

A ligação com o Brasil está no problema de projeto, não numa receita para copiar a forma. Uma cobertura acessível amplia as possibilidades de uso de um edifício, mas o valor dessa escolha depende de como as pessoas chegam, permanecem e circulam por ela.

No caso indiano, o escritório informa que algumas plataformas têm acesso para cadeirantes. Essa especificação não deve ser transformada na afirmação de que todos os terraços são acessíveis da mesma maneira. A experiência de quem usa o espaço faz parte da avaliação, assim como sua aparência.

Para uma instituição de ensino, a pergunta decisiva é o que cada metro quadrado devolve à rotina acadêmica. A Prestige University oferece uma resposta concreta: além de abrigar atividades sob o telhado, converte parte do próprio telhado em lugar de encontro. A força do projeto está nessa utilização combinada do espaço.

Tags

Prestige University, arquitetura, Índia, construção civil, terraços


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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