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Primeiro leilão de gás natural da União vende 100% dos 110 lotes para 23 empresas, negocia 1,1 milhão de m³ por dia e registra ágio médio de 35% para fornecimento em 2027

Primeiro leilão de gás natural da União vende 100% dos 110 lotes para 23 empresas, negocia 1,1 milhão de m³ por dia e registra ágio médio de 35% para fornecimento em 2027

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Primeiro leilão de gás natural da União vende 100% dos 110 lotes para 23 empresas, negocia 1,1 milhão de m³ por dia e registra ágio médio de 35% para fornecimento em 2027

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 23/10/2026 às 17:06

Atualizado em 23/10/2026 às 17:11

Estrutura industrial com tanques, tubulações e unidades de processamento ilustra o fornecimento de gás natural contratado por 23 empresas no primeiro leilão da União, com entregas previstas para 2027.

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Braskem, Vale, Gerdau, CSN e Yara Brasil estão entre as compradoras do combustível, que terá preço vinculado ao mercado internacional e entrega a partir de Itaboraí, no Rio de Janeiro

O primeiro leilão de gás natural da União, realizado em 22 de outubro de 2026, em São Paulo, terminou com toda a oferta comercializada. As 23 empresas participantes que apresentaram propostas vencedoras adquiriram os 110 lotes disponíveis, equivalentes a 1,1 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia, com ágio médio de 35%. O fornecimento está previsto para ocorrer entre março e dezembro de 2027.

Organizada pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), a disputa reuniu grandes consumidores industriais, incluindo Braskem, Vale, Gerdau, CSN, Yara Brasil e Dexco. Todos os lotes foram vendidos ainda na primeira rodada, em uma operação destinada a ampliar a concorrência no mercado de gás natural e oferecer novas condições de contratação para a indústria brasileira.

Indústrias químicas, petroquímicas e siderúrgicas concentram a maior parte do gás natural comercializado

A distribuição dos volumes colocou os setores químico e petroquímico na liderança das aquisições, com 350 mil metros cúbicos diários divididos em 35 lotes. Na sequência, as atividades de siderurgia, metalurgia e mineração garantiram outros 320 mil metros cúbicos por dia, distribuídos em 32 lotes. Juntos, esses segmentos concentraram 670 mil metros cúbicos diários, aproximadamente 61% de toda a oferta.

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O setor ceramista ficou com 200 mil metros cúbicos diários, correspondentes a 20 lotes. As fabricantes de fertilizantes nitrogenados adquiriram 130 mil metros cúbicos por dia, enquanto a indústria vidreira arrematou 100 mil metros cúbicos. Dessa forma, os cinco grupos industriais absorveram integralmente o volume disponibilizado pela União.

Preço do gás natural será calculado com base no Henry Hub e nos adicionais definidos pelas empresas vencedoras

O modelo de comercialização estabeleceu condições específicas para a formação dos preços. No segmento vidreiro, o menor adicional vencedor alcançou US$ 4 por milhão de BTU, enquanto as propostas vencedoras para fertilizantes nitrogenados partiram de US$ 1,82 por milhão de BTU.

Esses valores representam apenas uma parcela do preço contratual. Segundo as regras do leilão, o cálculo também considerará 115% da média das cotações de referência do Henry Hub, indicador norte-americano utilizado no mercado de gás natural. A apuração ocorrerá mensalmente, considerando o mês anterior ao fornecimento e a conversão cambial prevista no edital.

O custo efetivo do combustível entregue às unidades industriais incluirá ainda tributos, transporte e distribuição. Cada contrato terá o adicional correspondente à proposta vencedora, o que significa que as condições finais poderão variar entre as empresas compradoras.

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Braskem, Vale, Gerdau e outras grandes empresas brasileiras garantem contratos para receber gás em 2027

A relação das vencedoras inclui companhias de diferentes segmentos industriais. Na indústria química e petroquímica, os 35 lotes foram adquiridos por Braskem, Evonik, Ingredion, Peróxidos e Rhodia. Já na categoria de siderurgia, metalurgia e mineração, as compradoras foram CSN, Gerdau, Samarco Mineração, Ternium e Vale.

O setor ceramista reuniu oito empresas: Biancogres Cerâmica, Cerâmica Formigres, Cerâmica Villagres, Delta Indústria Cerâmica, Dexco, Incepa Revestimentos Cerâmicos, Mohawk Revestimentos Cocal do Sul e Ruy R. da Rocha Produtos Cerâmicos. Nos fertilizantes nitrogenados, os volumes ficaram com Multitécnica e Yara Brasil.

A indústria vidreira completou a lista de compradores com AGC Vidros do Brasil, Cebrace Cristal Plano e Wheaton Brasil Vidros. Com isso, 23 empresas garantiram os volumes oferecidos pela PPSA, encerrando a disputa sem lotes remanescentes.

Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí será o ponto de disponibilização do combustível contratado

O gás natural comercializado será disponibilizado na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, da Petrobras, no estado do Rio de Janeiro. A partir desse ponto, cada empresa compradora ficará responsável por contratar a logística necessária para transportar o combustível até suas instalações industriais.

A contratação poderá ocorrer diretamente ou por meio de uma comercializadora habilitada. Essa condição é importante porque os custos de transporte e distribuição não estão integralmente representados pelos adicionais apresentados durante o leilão.

O fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027 seguirá as condições estabelecidas nos contratos. Assim, o resultado do primeiro leilão de gás natural da União confirma a venda integral dos 110 lotes, enquanto o valor efetivamente pago pelas indústrias dependerá das regras de precificação e dos custos envolvidos na entrega.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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