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Produtores de maçã de Santa Catarina colheram 830 mil toneladas e puxaram a maior safra do Brasil, de 1,6 milhão, quase o dobro das duas anteriores, e as exportações saltaram de 13 mil para 48,6 mil toneladas

Produtores de maçã de Santa Catarina colheram 830 mil toneladas e puxaram a maior safra do Brasil, de 1,6 milhão, quase o dobro das duas anteriores, e as exportações saltaram de 13 mil para 48,6 mil toneladas

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Produtores de maçã de Santa Catarina colheram 830 mil toneladas e puxaram a maior safra do Brasil, de 1,6 milhão, quase o dobro das duas anteriores, e as exportações saltaram de 13 mil para 48,6 mil toneladas

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 24/10/2026 às 05:00

Atualizado em 24/10/2026 às 05:20

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Os produtores de maçã de Santa Catarina colheram cerca de 830 mil toneladas na safra 2025/26 e puxaram a maior colheita da história do Brasil, de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas, quase o dobro das duas temporadas anteriores, enquanto as exportações saltaram de 13 mil para 48,6 mil toneladas.

Os números são do balanço da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), divulgado pelo Canal Rural em 22 de outubro. A safra 2025/26 superou com folga tudo o que o país já tinha colhido da fruta.

O recorde anterior era de 1,3 milhão de toneladas, alcançado em 2017. Nas duas temporadas imediatamente anteriores, a produção ficou em torno de 850 mil toneladas por ano.

De 850 mil para 1,6 milhão de toneladas em uma temporada

O salto é o que mais chama atenção. A colheita de 2025/26 ficou perto de 1,6 milhão de toneladas, quase o dobro do volume registrado nas duas safras anteriores, segundo a ABPM.

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Para o diretor executivo da entidade, Moisés Lopes de Albuquerque, a temporada combinou volume e qualidade. Ele classificou a safra como a maior da história, com frutos de excelente qualidade.

Segundo Albuquerque, o resultado mostra o potencial da cadeia brasileira da maçã, que reúne tecnologia de ponta, elevado conhecimento técnico e capacidade de produzir frutos de alta qualidade.

Santa Catarina colheu mais da metade da fruta do país

Santa Catarina segue na liderança. O estado colheu aproximadamente 830 mil toneladas e concentra 52% da área cultivada com maçã no Brasil, de acordo com o balanço da associação.

Em seguida vem o Rio Grande do Sul, com cerca de 710 mil toneladas, em aproximadamente 44% da área plantada. O Paraná aparece em terceiro, com produção estimada em 50 mil toneladas e 3% da área.

São Paulo e Minas Gerais respondem pelo restante. Na prática, a maçã brasileira é quase toda do Sul: os dois maiores estados somam cerca de 1,54 milhão de toneladas.

Maçãs no pé na safra recorde (Foto: Canal Rural)

As exportações quase quadruplicaram em um ano

Com mais fruta disponível, o Brasil vendeu muito mais lá fora. As exportações chegaram a 48,6 mil toneladas em 2026, contra 13 mil toneladas em 2025, e somaram US$ 49,6 milhões.

Aqui a ordem dos estados se inverte. O Rio Grande do Sul embarcou 38,7 mil toneladas, bem à frente de Santa Catarina, com 9,6 mil toneladas, e do Paraná, com apenas 56 toneladas.

A Índia foi a maior compradora da maçã brasileira

Em 2026, a maçã brasileira chegou a mais de 25 países. A Índia foi o principal destino, com 18,1 mil toneladas, seguida pela Arábia Saudita, que comprou 10,1 mil toneladas.

Rússia, Portugal e Irlanda também figuraram entre os principais mercados compradores, segundo a ABPM. Só Índia e Arábia Saudita, juntas, levaram mais da metade de tudo o que foi embarcado.

A meta era 100 mil toneladas, e a guerra atrapalhou

Mesmo com o salto, o resultado ficou abaixo do planejado. A ABPM projetava exportar 100 mil toneladas neste ciclo, mais que o dobro do que efetivamente saiu do país.

A entidade atribui a diferença a obstáculos comerciais e logísticos associados ao conflito no Oriente Médio, região de um dos maiores compradores da fruta brasileira neste ano, a Arábia Saudita.

Segundo Albuquerque, havia potencial para um volume muito maior. O conflito limitou as vendas para aquela região, provocou sobreoferta em outros mercados e dificultou a logística para praticamente todos os destinos.

Imagem ilustrativa: colheita manual de maçã no Sul (SCC10)

No mercado interno, sobrou fruta e o preço caiu

O que não foi exportado ficou no Brasil. De acordo com a ABPM, a supersafra ampliou a oferta da fruta no mercado nacional e contribuiu para a redução dos preços ao consumidor.

A associação não divulgou de quanto foi a queda. Para Albuquerque, o cenário reforça a importância da produção nacional para o abastecimento interno e garante aos brasileiros maior acesso à maçã.

Para quem compra no supermercado, é a parte boa da história. Para quem planta, fruta demais num mercado só pode apertar a margem de quem investiu para colher mais.

O próximo passo é abrir México e Malásia

Com a capacidade produtiva elevada, a ABPM considera que ampliar as exportações se tornou ainda mais necessário. A entidade aponta a abertura de novos mercados estratégicos, como México e Malásia, como fundamental.

A ideia é diversificar destinos para não depender tanto de regiões sujeitas a crises, como ocorreu neste ciclo com o Oriente Médio. Os detalhes estão na reportagem do Canal Rural.

O campo do Sul vive um ano de números grandes

A maçã não é o único caso de salto no campo do Sul. No Paraná, os produtores de alho do Noroeste saltaram de 8 para 128 toneladas em um ano com semente livre de vírus.

Olhando assim, fica a impressão de que produzir mais já não é o problema. O desafio agora é ter para quem vender, dentro e fora do país, sem derrubar o preço de quem colhe.

Você percebeu a maçã mais barata no mercado nos últimos meses ou o preço continuou o mesmo na sua cidade?

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Brasil colhe maior safra de maçã da história e quase quadruplica exportações


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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