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Quem passou no concurso de 2022 da Copergás ainda espera a convocação enquanto terceirizados leem medidores de gás em Pernambuco, e o MPT pede R$ 2,5 milhões à companhia

Quem passou no concurso de 2022 da Copergás ainda espera a convocação enquanto terceirizados leem medidores de gás em Pernambuco, e o MPT pede R$ 2,5 milhões à companhia

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Quem passou no concurso de 2022 da Copergás ainda espera a convocação enquanto terceirizados leem medidores de gás em Pernambuco, e o MPT pede R$ 2,5 milhões à companhia

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 30/10/2026 às 03:50

Atualizado em 30/10/2026 às 04:10

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Aprovados no concurso de 2022 da Copergás seguem à espera de convocação enquanto terceirizados fazem a leitura dos medidores e a manutenção da rede de gás em Pernambuco, e o Ministério Público do Trabalho foi à Justiça pedir R$ 2,5 milhões à companhia.

O MPT em Pernambuco, o MPT-PE, ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra a Companhia Pernambucana de Gás, distribuidora de gás natural canalizado do estado.

A ação, conduzida pela procuradora do Trabalho Vanessa Patriota, pede que a Justiça do Trabalho mande a empresa convocar, nomear e dar posse aos aprovados do Edital nº 01/2022, inclusive quem está no cadastro de reserva.

Os R$ 2,5 milhões são o valor pedido por dano moral coletivo. Os pedidos ainda dependem de decisão judicial.

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Leitura de gás, rede, TI e contabilidade nas mãos de terceiros.

Segundo o MPT-PE, a investigação começou com denúncias sobre a permanência de terceirizados em funções previstas no concurso. O órgão reuniu depoimentos, documentos, mensagens e relatórios de auditoria do Tribunal de Contas do Estado, o TCE-PE.

As contratações apontadas estão nas áreas de leitura e medição de gás, manutenção das redes de distribuição, engenharia, tecnologia da informação e contabilidade, de acordo com o Diario de Pernambuco.

Os depoimentos indicaram que os terceirizados recebiam ordens e eram supervisionados diretamente por profissionais da Copergás. Mensagens, e-mails e registros dos sistemas internos também mostrariam a companhia distribuindo tarefas.

“A empresa não pode realizar um concurso público, manter candidatos aprovados aguardando convocação e, ao mesmo tempo, utilizar trabalhadores terceirizados para exercer as mesmas funções”, afirmou a procuradora.

Sede da Copergás, alvo da ação civil pública do MPT-PE. Foto: Reprodução/Internet, via Diario de Pernambuco

O TCE achou 7 postos terceirizados e 12 comissionados fora da função.

A auditoria do TCE-PE identificou que, em março de 2026, sete postos de trabalho em tecnologia da informação e contabilidade estavam com terceirizados, apesar de haver aprovados no cadastro de reserva.

Desses sete, cinco faziam o trabalho de analista de sistemas e dois atuavam como analista contador, cargos previstos no concurso.

O relatório também olhou os cargos comissionados. Dos 48 ocupantes em março, 12 exerciam atribuições técnicas, operacionais ou burocráticas, 25% do total, e não de direção, chefia ou assessoramento.

A auditoria registrou ainda comissionados fazendo advocacia institucional, embora a Copergás não tenha emprego efetivo de advogado no quadro.

A disputa sobre a leitura dos medidores já tinha decisão.

A ação retoma um processo anterior sobre os serviços de leitura e de manutenção da rede de gás. Segundo o MPT-PE, uma decisão já tinha mandado a empresa fazer concurso e proibido novas terceirizações nessas atividades.

Mesmo assim, de acordo com o órgão, a companhia continuou usando trabalhadores contratados por empresas prestadoras de serviço.

Agora, o MPT pede o fim dos vínculos comissionados que não sejam de direção, chefia ou assessoramento e a rescisão dos contratos de prestação de serviços que substituem empregos públicos do concurso.

90 dias para cumprir e multa de R$ 50 mil por item.

O pedido dá 90 dias para a Copergás comprovar à Justiça que cumpriu as obrigações. Se a Justiça aceitar, cada obrigação descumprida renderá multa de R$ 50 mil a cada nova constatação.

Para que os candidatos não percam a vaga no meio do processo, o MPT-PE pediu também a suspensão do prazo de validade do concurso para convocação, nomeação e posse até a decisão definitiva.

A indenização de R$ 2,5 milhões poderá ir para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, o Fundo Estadual do Trabalho ou outra finalidade social indicada pelo MPT-PE, segundo o Blog do Jamildo.

Procurada, a Copergás informou que tomou conhecimento da ação e está fazendo a análise jurídica. “A Companhia esclarece que não comenta o mérito de processos judiciais em andamento e que, no momento processual oportuno, apresentará sua defesa”, disse em nota.

A distribuidora já tinha passado de 100 mil clientes em 2025, como mostramos quando a Copergás liderou o avanço do gás natural nas residências do Nordeste.

Você passou num concurso e ficou anos no cadastro de reserva vendo a vaga ocupada por terceirizado? Conta nos comentários como foi.

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Fontes

MPT-PE aciona Copergás por contratações irregulares e pede R$ 2,5 milhões por dano moral coletivo

MPT aciona Copergás e pede convocação de concursados e indenização de R$ 2,5 milhões


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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