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Quem quer um Fiat Fastback não vai ver o SUV sair de linha tão cedo: o modelo, que vendeu mais de 57 mil unidades em 2025 e passa de 40 mil neste ano, vai conviver com o Grizzly em outra faixa de preço

Quem quer um Fiat Fastback não vai ver o SUV sair de linha tão cedo: o modelo, que vendeu mais de 57 mil unidades em 2025 e passa de 40 mil neste ano, vai conviver com o Grizzly em outra faixa de preço

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Quem quer um Fiat Fastback não vai ver o SUV sair de linha tão cedo: o modelo, que vendeu mais de 57 mil unidades em 2025 e passa de 40 mil neste ano, vai conviver com o Grizzly em outra faixa de preço

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 26/10/2026 às 23:35

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A chegada do Fiat Grizzly ao Brasil não deve significar a despedida imediata do Fastback. Segundo a coluna de Jorge Moraes na CNN Brasil, a Fiat vai manter os dois SUVs nas lojas, em faixas de preço diferentes, numa troca gradual parecida com a que fará entre o Argo e o Argo X.

A informação foi publicada no domingo, 25 de outubro, e muda a leitura que se fez depois do Salão de Paris, quando o Grizzly foi apresentado como o substituto do Fastback brasileiro.

Para quem está pensando em comprar um Fastback agora, ou já tem um na garagem, a notícia tem peso. O modelo atual não deve virar órfão de uma hora para outra quando o novo chegar.

O Fastback vendeu mais de 57 mil unidades em 2025.

Os números ajudam a entender a decisão. O Fastback vendeu mais de 57 mil unidades em 2025, segundo a coluna, e já passa de 40 mil emplacamentos em 2026, com dois meses ainda pela frente.

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É um volume que nenhuma marca gosta de abrir mão de repente. Tirar o carro de linha no dia em que o Grizzly chegar seria trocar um produto que vende bem por um que ainda precisa conquistar o cliente.

Por isso, segundo a apuração, a Fiat vai trabalhar com os dois produtos na oferta, cada um em uma faixa de preço, e fazer a renovação aos poucos, com uma reorganização da gama.

Fiat Grizzly no Salão de Paris. Foto: Jorge Moraes/CNN Brasil

A receita é a mesma do Argo e do Argo X.

A estratégia não é nova dentro da própria Fiat. A coluna compara o plano do Grizzly ao que a marca prepara para o Argo X, versão brasileira do Grande Panda, que vai chegar sem aposentar o Argo atual.

Como já mostramos, o Argo X passou de 1 milhão de km em testes e vai dividir a loja com o Argo atual. O Grizzly deve seguir o mesmo caminho.

Na prática, você vai encontrar na concessionária o carro conhecido, com preço já assentado no mercado, ao lado do modelo novo, em outra faixa de preço e com outra proposta.

O Grizzly chega eletrificado e em outra faixa de preço.

Segundo a CNN, o Grizzly chegará ao Brasil eletrificado e com outro posicionamento de preço. A configuração do sistema e os valores para o mercado brasileiro ainda não foram detalhados pela marca.

A Quatro Rodas informou que, no Brasil, os motores devem ser da família GSE: o 1.0 turbo de três cilindros com híbrido leve, de 116 cv, com câmbio CVT, e o 1.3 turbo de quatro cilindros, de 176 cv, com câmbio automático de seis marchas.

Na Europa, a dupla Grizzly começa a ser vendida em 5 de janeiro de 2027, por 20 mil euros, cerca de R$ 120 mil no câmbio usado pela revista, com versões a gasolina, híbridas e 100% elétricas.

O Grizzly Fastback tem 608 litros de porta-malas.

O espaço é um dos trunfos. Segundo a Quatro Rodas, o Grizzly Fastback mede 4,49 m e leva até 608 litros de bagagem. O Grizzly com traseira reta tem 4,39 m e porta-malas de 545 litros.

A coluna da CNN cita entre-eixos de 2,68 m e duas telas de 10,25 polegadas a bordo. O acabamento interno também fica mais refinado, para enfrentar os chineses, que hoje oferecem cabines mais caprichadas.

Os dois usam a plataforma Smart Car, derivada da CMP da Stellantis e compartilhada com os Citroën Aircross e Basalt. Ela aceita versões a combustão, híbridas e elétricas.

Robôs na linha da carroceria do Fastback, em Betim (MG). Foto: Comau/Divulgação

Foi o Fastback brasileiro que inspirou o europeu.

Há uma inversão curiosa nessa história. Segundo a Quatro Rodas, foi o sucesso do Fastback brasileiro que estimulou a Fiat a explorar o segmento dos SUVs cupês também na Europa.

Agora, os europeus recebem primeiro o que corresponde à segunda geração do modelo. Por lá, a gama terá um 1.2 turbo híbrido leve de 145 cv, versões de entrada de 100 cv e uma elétrica que roda 400 km por carga.

A Fiat quer vender a dupla em mais de 100 países. As primeiras entregas na Europa estão previstas para fevereiro de 2027, um mês depois da abertura das vendas, de acordo com a revista.

O novo SUV será produzido em Betim.

O Grizzly brasileiro sairá da fábrica da Fiat em Betim (MG), segundo a CNN e a Autoesporte. A revista lembra que o modelo nacional deve receber mudanças em relação ao europeu quando entrar em produção.

O design, porém, deve seguir linhas muito parecidas com as do carro mostrado em Paris, de acordo com a Autoesporte, que viu o Grizzly Fastback de perto no salão francês.

A data no Brasil ainda não é oficial.

A Fiat não divulgou um cronograma oficial para o lançamento brasileiro. A CNN fala em introdução dos novos Grizzly cupê e SUV em 2027. A Autoesporte trabalha com 2027 ou 2028.

A Quatro Rodas escreveu que a expectativa é que pelo menos o Fastback chegue em 2027. Até lá, o Fastback atual segue sendo o SUV cupê que a Fiat vende aqui.

O sistema híbrido de hoje seria de 12 volts.

Um detalhe técnico chamou a atenção do colunista. Se o carro fosse lançado hoje, a mecânica seria o 1.0 MHEV de 12 volts, bem diferente dos 48 volts usados pela picape Toro.

Para Jorge Moraes, a segunda opção eletrificada faz todo sentido para a Fiat do Brasil. Mas a configuração final ainda precisa ser confirmada pela marca antes do lançamento.

O que isso muda para quem vai comprar agora.

Se você está de olho num Fastback, a convivência com o Grizzly tende a manter o modelo atual no catálogo por mais tempo. Isso pode pesar na hora de pensar em revenda e em peças.

A gente acompanha esse movimento desde que a Fiat confirmou o Argo X, e a lógica é a mesma: o carro que já vende continua, e o novo entra em outra faixa de preço.

E você, compraria um Fastback agora ou esperaria o Grizzly chegar ao Brasil? Conta pra gente nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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