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R$ 18,1 bilhões e quase 1.500 km marcam obra que levará energia renovável do Norte e Nordeste a outras regiões

R$ 18,1 bilhões e quase 1.500 km marcam obra que levará energia renovável do Norte e Nordeste a outras regiões

R$ 18,1 bilhões e quase 1.500 km marcam obra que levará energia renovável do Norte e Nordeste a outras regiões

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 14/10/2026 às 18:38

Atualizado em 14/10/2026 às 18:40

Energia Renovável

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Imagem Ilustrativa gerada por Inteligência Artificial

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Bipolo Graça Aranha–Silvânia ligará Maranhão e Goiás, passando pelo Tocantins, com transmissão em ultra-alta tensão para ampliar a integração do sistema elétrico brasileiro

O projeto de transmissão Graça Aranha–Silvânia reúne investimento estimado em R$ 18,1 bilhões e um trajeto de quase 1.500 quilômetros, segundo reportagem do Correio publicada em 28 de setembro de 2026. Sob responsabilidade de uma concessionária ligada à State Grid, o empreendimento atravessa Maranhão, Tocantins e Goiás para ampliar o escoamento de energia das regiões Norte e Nordeste.

A infraestrutura conectará as subestações de Graça Aranha, no Maranhão, e Silvânia, em Goiás. Além disso, reunirá instalações de conversão e equipamentos necessários à integração com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

O objetivo é aumentar a capacidade de transportar eletricidade entre regiões. Dessa forma, a expansão da rede poderá melhorar o aproveitamento da geração renovável distante dos principais centros consumidores.

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Trajeto principal terá 1.468 quilômetros por polo

Informações do Ministério de Minas e Energia identificam 1.468 quilômetros por polo para a linha em corrente contínua. Esse número corresponde ao corredor que interliga os três estados e ajuda a dimensionar a escala da construção.

Entretanto, a extensão do trajeto não deve ser confundida com a soma de todos os circuitos e instalações associados ao empreendimento. Um bipolo reúne dois polos de transmissão no mesmo sistema.

O investimento também vai além da montagem das torres. Segundo o Correio, o pacote inclui subestações conversoras, equipamentos de compensação e conexões com a rede elétrica.

Assim, a execução exige coordenação entre diferentes frentes de engenharia. Cada instalação precisa funcionar de forma integrada para que o conjunto transporte energia.

Ultra-alta tensão permite transportar grandes blocos de energia

O sistema utilizará corrente contínua em ±800 quilovolts, configuração conhecida pela sigla HVDC em inglês.

Para uma mesma potência transmitida, elevar a tensão permite reduzir a corrente elétrica. Consequentemente, essa escolha ajuda a limitar perdas resistivas ao longo dos condutores.

Nas extremidades, as estações conversoras fazem a ligação entre o corredor em corrente contínua e a rede em corrente alternada. Portanto, essas instalações são parte central do funcionamento do empreendimento.

A tecnologia atende à necessidade de transferir grandes quantidades de energia por longas distâncias, com controle do fluxo entre os pontos conectados.

Produção renovável precisa de espaço na rede

Construir parques eólicos e solares amplia a capacidade de geração. Contudo, a eletricidade também precisa encontrar condições de transporte até os locais de consumo.

Quando a rede atinge seus limites, podem surgir restrições ao escoamento. Por isso, novas linhas precisam acompanhar o crescimento das usinas e a evolução da demanda.

O Ministério de Minas e Energia apresenta Graça Aranha–Silvânia como um empreendimento estratégico para enfrentar limitações da transmissão nas regiões Norte e Nordeste.

Nesse contexto, os projetos de geração e de transporte cumprem funções complementares. A energia disponível nas usinas depende da rede para alcançar outros mercados.

Obra depende da conclusão de etapas interligadas

A reportagem informa que o avanço ocorre por etapas, com trabalhos nas subestações e na linha principal. Dessa maneira, o projeto em andamento não significa que todo o corredor já esteja concluído.

Antes da operação comercial, o conjunto também precisa passar por testes e procedimentos de integração. Afinal, a disponibilidade de uma parte da estrutura não garante o funcionamento de todo o sistema.

Por isso, acompanhar o cronograma exige observar tanto as torres e os cabos quanto as instalações das extremidades.

Nova conexão poderá ampliar flexibilidade do sistema

Uma rota adicional de transmissão oferece mais possibilidades para movimentar eletricidade entre regiões. Assim, pode contribuir para o equilíbrio entre geração e consumo e para o aproveitamento dos recursos disponíveis.

Entretanto, uma única obra não elimina todas as restrições do setor. O resultado depende também das demais conexões, das condições de operação e da evolução da demanda.

O desenvolvimento da malha elétrica precisa considerar esse conjunto. Graça Aranha–Silvânia acrescentará capacidade de transporte a um sistema que integra fontes, consumidores e regiões com características distintas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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