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Redata pode triplicar data centers no Brasil em até 3 anos, e Paraíba entra na corrida com projeto de R$ 250 milhões em João Pessoa
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 06/10/2026 às 13:55
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Novo regime tributário reduz custos para o setor e pode acelerar investimentos em data centers, enquanto a HostDime prepara em João Pessoa uma estrutura de R$ 250 milhões voltada a aplicações de inteligência artificial avançada
O novo Redata pode provocar uma arrancada dos data centers no Brasil nos próximos anos. A avaliação é do CEO da Positivo Tecnologia, enquanto João Pessoa já aparece nesse movimento com um projeto de R$ 250 milhões voltado à inteligência artificial.
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Redata pode destravar uma fila de projetos no país
A capacidade instalada de centros de processamento de dados no Brasil pode dobrar ou até triplicar nos próximos dois ou três anos. A projeção foi feita por Hélio Bruck Rotenberg, CEO da Positivo Tecnologia.
Segundo o executivo, havia projetos aguardando uma definição sobre os incentivos tributários antes de avançar. Com o novo regime aprovado, a expectativa dele é de uma corrida por servidores, componentes e outros equipamentos necessários para colocar esses empreendimentos de pé.
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O Paraíba Business destacou que esse cenário já alcança o Nordeste e colocou a Paraíba no mapa dos novos investimentos, especialmente por causa da expansão da HostDime em João Pessoa.
Rotenberg resumiu sua expectativa sobre o tamanho desse salto: “Acredito que deva duplicar ou triplicar nos próximos dois ou três anos”. A previsão é do executivo e, portanto, não representa uma projeção oficial do governo.
Lei do Redata corta tributos e cria contrapartidas
O Redata virou lei em 15 de setembro de 2026. A Lei nº 15.504 criou o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter e entrou em vigor na data de sua publicação.
O programa prevê benefícios tributários para equipamentos e componentes destinados aos centros habilitados. Entre os tributos abrangidos estão Imposto de Importação, IPI e PIS/Cofins, incluindo cobranças incidentes sobre importações.
Não é simplesmente uma liberação de imposto. Quem entrar no regime precisa cumprir contrapartidas, incluindo investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e regras relacionadas ao atendimento do mercado brasileiro.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ao menos 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento deverá ser disponibilizada ao mercado nacional ou destinada, nas condições previstas, a instituições científicas, tecnológicas ou ao poder público.
Para projetos localizados no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a própria legislação prevê redução de 20% em determinadas contrapartidas. Esse ponto ajuda a colocar regiões fora do eixo tradicional do Sudeste na disputa pelos novos empreendimentos.
Antes da aprovação, entidades empresariais apontavam uma diferença pesada no bolso. Segundo manifesto do setor produtivo, instalar um data center no Brasil custava 26% mais que nos Estados Unidos e 35% mais que no Chile.
Data center de R$ 250 milhões coloca João Pessoa nessa corrida
Na Paraíba, o projeto mais concreto é da HostDime Brasil. A empresa anunciou investimento de R$ 250 milhões para ampliar sua infraestrutura de data center em João Pessoa.
A estrutura terá capacidade energética de até 15 megawatts e será preparada para cargas de inteligência artificial. A própria companhia também cita tecnologias de refrigeração líquida para lidar com servidores de alta densidade.
A HostDime já mantém operação na capital paraibana. A nova estrutura representa uma expansão bem maior e mira aplicações que exigem muito poder computacional, justamente o tipo de demanda que cresceu com modelos de inteligência artificial.
Há, porém, uma diferença importante nas datas divulgadas.
A reportagem do Paraíba Business publicada em 5 de outubro informa que o novo centro deverá operar em 2027. Já comunicações da própria HostDime publicadas em setembro colocam o início da operação em 2028.
Também há variação sobre o começo das obras: um conteúdo da companhia, de 8 de setembro, mencionava início ainda em 2026; outro, publicado em 16 de setembro, indicava construção a partir de 2027. O investimento de R$ 250 milhões e a capacidade projetada de 15 MW permanecem nos materiais da empresa.
Expansão no Brasil também mexe com fabricantes
O movimento não interessa apenas a quem constrói os galpões cheios de servidores. Para fabricantes de equipamentos, uma expansão rápida dos data centers pode abrir um mercado grande dentro do país.
A Positivo Tecnologia já atua na fabricação de servidores e vê no Redata uma oportunidade de ampliar essa frente. Rotenberg também defendeu que a política permite trazer tecnologias ainda não produzidas localmente sem retirar espaço da indústria já instalada no Brasil.
A lei diferencia ainda a tributação de bens importados. O regime suspende impostos dentro das condições previstas e estabelece regras específicas para estimular investimentos, ao mesmo tempo em que exige aportes em pesquisa e desenvolvimento.
O tamanho real dessa expansão, no entanto, ainda será medido nos próximos anos. Dobrar ou triplicar a capacidade é uma projeção do CEO da Positivo, não uma meta legal do Redata.
Por enquanto, o que já está definido é o novo regime tributário. E, na Paraíba, há um investimento anunciado de R$ 250 milhões que coloca João Pessoa entre as cidades que tentam ganhar espaço na nova infraestrutura digital brasileira.
Fonte: Paraibabusiness.
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https://paraibabusiness.c
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

