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Renault e Geely recebem aprovação de R$ 181,8 milhões do BNDES para criar tecnologia híbrida flex no Paraná e preparar veículo produzido no Brasil para chegar em 2027

Renault e Geely recebem aprovação de R$ 181,8 milhões do BNDES para criar tecnologia híbrida flex no Paraná e preparar veículo produzido no Brasil para chegar em 2027

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Renault e Geely recebem aprovação de R$ 181,8 milhões do BNDES para criar tecnologia híbrida flex no Paraná e preparar veículo produzido no Brasil para chegar em 2027

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 15/10/2026 às 15:54

Atualizado em 15/10/2026 às 15:55

Indústria

Grupo

O BNDES aprovou R$ 181,8 milhões para a Renault Geely do Brasil desenvolver tecnologia de propulsão híbrida em São José dos Pinhais, no Paraná. O sistema será aplicado a uma futura versão eletrificada de veículo nacional prevista para 2027.

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O BNDES aprovou R$ 181,8 milhões para a Renault Geely do Brasil desenvolver tecnologia de propulsão híbrida em São José dos Pinhais, no Paraná. O sistema será aplicado a uma futura versão eletrificada de veículo nacional prevista para 2027.

O BNDES aprovou R$ 181,8 milhões para a Renault Geely do Brasil desenvolver uma nova tecnologia de propulsão híbrida nas instalações da montadora em São José dos Pinhais, no Paraná. O projeto foi anunciado em 14 de outubro e mira a aplicação do sistema em uma versão eletrificada de veículo produzido no Brasil, com lançamento previsto para 2027.

O financiamento integra o programa BNDES Mais Inovação, voltado a pesquisa e desenvolvimento. A montadora situa o trabalho dentro de um ciclo de R$ 5,8 bilhões em investimentos no país entre 2025 e 2027, envolvendo renovação de produtos e tecnologias de maior eficiência.

Montadora desenvolve nova propulsão híbrida nas instalações de São José dos Pinhais

Veículos passam por linha de fabricação no complexo Renault Geely de São José dos Pinhais.
Crédito: Divulgação/Renault via BNDES. Fonte da fotografia.

O projeto reúne atividades de engenharia ligadas à eletrificação de automóveis. Um sistema híbrido combina uma fonte de propulsão elétrica com motor a combustão, permitindo diferentes estratégias de consumo e funcionamento. No caso brasileiro, a empresa trabalha com tecnologia adaptada ao mercado nacional.

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A Renault Geely anunciou em setembro a implementação dessa frente de desenvolvimento no Complexo Ayrton Senna, sua unidade industrial paranaense. O novo financiamento acrescenta recursos a uma iniciativa que já fazia parte do planejamento de produtos.

Tecnologia chegará a uma versão eletrificada de carro nacional em 2027

O BNDES informa que a tecnologia será aplicada a uma versão futura de um automóvel produzido pela Renault no Brasil. O lançamento é esperado para 2027. O comunicado oficial não identifica o modelo que receberá inicialmente o novo sistema.

A escolha de um veículo fabricado localmente aproxima a engenharia da produção em escala. A confirmação sobre nome, versões, preço e consumo dependerá de anúncios comerciais da montadora.

Financiamento faz parte de ciclo de R$ 5,8 bilhões até 2027

Linha industrial da Renault no Paraná, em fotografia institucional de arquivo de 2025.
Crédito: Governo do Paraná / arquivo 2025. Fonte da fotografia.

O valor de R$ 181,8 milhões foi aprovado no âmbito do BNDES FINEM — Programa BNDES Mais Inovação, que utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador para apoiar atividades tecnológicas. O total anunciado para o ciclo de investimentos da Renault no Brasil chega a R$ 5,8 bilhões.

O diretor financeiro da Renault Geely do Brasil, Milton Trein, afirmou ao banco que o apoio deverá ajudar na mobilização de recursos e competências de engenharia. A companhia associa o projeto à competitividade de seus próximos veículos.

O anúncio público ocorreu depois de a empresa confirmar, em setembro, a criação dessa frente de engenharia no complexo paranaense. O apoio aprovado pelo BNDES financia desenvolvimento tecnológico; informações sobre a versão comercial, valores de venda, potência e consumo dependem da montadora.

Híbrido flex amplia espaço para engenharia brasileira na transição automotiva

A pesquisa em propulsão híbrida flex aproxima duas características do mercado nacional: a possibilidade de usar etanol e gasolina e o interesse crescente por sistemas eletrificados. A promessa de eficiência, porém, terá de ser medida no veículo final quando suas características forem divulgadas.

A próxima etapa será concluir o desenvolvimento, adaptar a tecnologia ao modelo escolhido e preparar seu lançamento em 2027. O financiamento foi aprovado; produção e comercialização seguem o cronograma industrial informado pela fabricante.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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