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Restos do cometa Halley voltam a cruzar o céu nesta noite, quando a chuva de meteoros Oriônidas atinge o pico e pode produzir dezenas de rastros luminosos

Restos do cometa Halley voltam a cruzar o céu nesta noite, quando a chuva de meteoros Oriônidas atinge o pico e pode produzir dezenas de rastros luminosos

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Restos do cometa Halley voltam a cruzar o céu nesta noite, quando a chuva de meteoros Oriônidas atinge o pico e pode produzir dezenas de rastros luminosos

Escrito por Carla Teles

Publicado em 21/10/2026 às 16:15

Atualizado em 21/10/2026 às 16:20

Ciência e Tecnologia

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Cometa Halley forma a chuva de meteoros Oriônidas, com Lua brilhante no pico e possibilidade de 20 meteoros por hora nesta noite.

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Restos do cometa Halley formam as Oriônidas, que atingem o pico entre 21 e 22 de outubro, com até 20 meteoros por hora sob céu escuro.

Partículas deixadas pelo cometa Halley voltam a produzir um dos fenômenos astronômicos mais conhecidos de outubro. A chuva de meteoros Oriônidas atinge seu pico entre a noite desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, e a madrugada de quinta-feira, 22, quando observadores poderão procurar rastros luminosos atravessando o céu.

As Oriônidas permanecem ativas durante várias semanas, aproximadamente entre o início de outubro e os primeiros dias de novembro, mas a maior concentração esperada ocorre justamente nesta janela. Em condições ideais, a atividade pode chegar a cerca de 20 meteoros por hora, embora fatores como luminosidade da Lua, nuvens e poluição luminosa possam reduzir bastante a quantidade realmente visível.

Cometa Halley deixa partículas espalhadas por sua órbita

Imagem: Reprodução.

O cometa Halley não precisa estar próximo da Terra para produzir as Oriônidas. Ao longo de suas passagens anteriores pelo Sistema Solar interno, o corpo celeste deixou poeira e pequenos fragmentos distribuídos ao longo de sua trajetória.

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Quando a Terra atravessa essa região, parte desses detritos entra na atmosfera em altíssima velocidade. O encontro com o ar aquece o material e produz os clarões rápidos popularmente chamados de estrelas cadentes.

As Oriônidas são formadas justamente por esses restos do cometa Halley, o que permite observar efeitos deixados por ele mesmo décadas antes de sua próxima passagem visível.

O Halley demora aproximadamente 76 anos para completar uma órbita ao redor do Sol e deverá voltar a ser observado da Terra em 2061.

Oriônidas atingem o pico entre 21 e 22 de outubro

A chuva de meteoros acontece todos os anos, mas sua intensidade não permanece constante durante todo o período de atividade.

Em 2026, o auge ocorre entre a noite de 21 de outubro e a madrugada de 22 de outubro, quando a Terra atravessa uma região mais concentrada de partículas deixadas pelo cometa.

Em um céu realmente escuro, longe de grandes cidades e com boas condições atmosféricas, a taxa pode alcançar cerca de 20 meteoros por hora.

Esse número representa uma estimativa máxima para situações favoráveis. Não significa que qualquer pessoa, em qualquer lugar, verá exatamente um meteoro a cada três minutos.

Lua pode reduzir quantidade de rastros visíveis

Um dos principais fatores capazes de interferir na observação neste ano é o brilho da Lua.

Durante a noite do pico, a iluminação lunar tende a deixar o fundo do céu mais claro e dificultar a visualização dos meteoros mais fracos.

Os rastros mais luminosos ainda podem ser percebidos normalmente, especialmente em locais afastados das áreas urbanas.

Quanto menor a iluminação artificial e maior a área de céu disponível para observação, melhores serão as chances de identificar os meteoros.

A presença de nuvens também pode comprometer totalmente o espetáculo em algumas regiões, já que esse é um fenômeno observado diretamente no céu aberto.

Melhor horário tende a ser durante a madrugada

As Oriônidas podem produzir meteoros durante diferentes momentos da noite, mas o período depois da meia-noite costuma ser mais favorável.

À medida que a madrugada avança, a posição da Terra em relação ao fluxo de partículas aumenta as chances de encontro com os fragmentos.

Por isso, o intervalo entre a madrugada e as horas anteriores ao amanhecer costuma oferecer boas condições para quem pretende permanecer observando por mais tempo.

Não é necessário usar telescópio ou binóculo. Esses equipamentos possuem um campo de visão relativamente pequeno e podem até dificultar a procura por meteoros.

O ideal é utilizar apenas os olhos, encontrar um local confortável e observar uma área ampla do céu.

Meteoros parecem surgir da região de Órion

O nome Oriônidas está ligado à constelação de Órion.

Quando os trajetos dos meteoros são projetados para trás, eles parecem convergir para uma mesma região do céu próxima à constelação. Esse ponto aparente é chamado de radiante.

Isso não significa que todos os meteoros aparecerão exatamente sobre Órion.

Os rastros podem cruzar diferentes regiões do céu e, em muitos casos, trajetórias mais longas são observadas longe do próprio radiante.

Por isso, não é necessário manter os olhos fixos em uma única direção. Quanto maior a porção do céu observada, maior a possibilidade de acompanhar um meteoro entrando na atmosfera.

Velocidade torna Oriônidas especialmente rápidas

Outra característica marcante das Oriônidas é a velocidade elevada.

Os fragmentos associados ao cometa Halley atingem a atmosfera a dezenas de quilômetros por segundo, produzindo riscos muito rápidos e, em alguns casos, rastros que permanecem visíveis por alguns instantes.

A velocidade ajuda a diferenciar a experiência visual de outras chuvas de meteoros mais lentas.

Meteoros particularmente brilhantes podem ser observados mesmo quando as condições não são perfeitas, embora os fragmentos menos intensos sejam mais facilmente apagados pelo brilho da Lua ou das cidades.

O fenômeno dura apenas frações de segundo para muitos dos rastros, exigindo paciência e atenção constante.

Afastar-se das luzes melhora a observação

A poluição luminosa é um dos maiores obstáculos para quem pretende acompanhar qualquer chuva de meteoros.

Em regiões centrais de grandes cidades, a iluminação de prédios, ruas e veículos deixa o céu claro demais para revelar os rastros mais fracos.

Áreas rurais, praias afastadas ou locais elevados e com horizonte aberto oferecem condições melhores.

Depois de chegar ao local escolhido, também é importante evitar olhar continuamente para telas muito brilhantes.

Os olhos podem levar vários minutos para se adaptar à escuridão, e essa adaptação aumenta a capacidade de perceber objetos pouco luminosos.

Chuva continua ativa mesmo depois do pico

O fato de as Oriônidas chegarem ao auge nesta noite não significa que o fenômeno termina imediatamente na madrugada seguinte.

A Terra continua atravessando a região com partículas do cometa durante vários dias.

A diferença é que, depois do pico, a concentração de meteoros tende a cair gradualmente.

Isso significa que quem não conseguir observar o céu entre 21 e 22 de outubro ainda poderá tentar novamente nas noites seguintes, embora a probabilidade de ver muitos rastros seja menor.

O pico representa apenas o período de maior atividade esperada, e não a única oportunidade de observar as Oriônidas.

Cometa Halley continua deixando sua marca décadas antes de voltar

O próprio cometa Halley só retornará às proximidades da Terra em 2061, mas seus restos continuam proporcionando fenômenos anuais.

As Oriônidas mostram como partículas liberadas muito tempo atrás permanecem viajando pelo Sistema Solar até cruzarem novamente o caminho do planeta.

Nesta noite, o desafio será encontrar um céu suficientemente escuro e esperar pelos rastros mais brilhantes.

Com pico entre 21 e 22 de outubro e possibilidade de aproximadamente 20 meteoros por hora em condições ideais, os restos do cometa Halley voltam a transformar o céu noturno em um espetáculo de rastros luminosos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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