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Romário, operador de equipamento pesado, instalou o primeiro dos 95 mil dormentes da primeira shortline privada do Brasil, a ferrovia da celulose da Arauco em Inocência (MS), que já passa de 60% das obras

Romário, operador de equipamento pesado, instalou o primeiro dos 95 mil dormentes da primeira shortline privada do Brasil, a ferrovia da celulose da Arauco em Inocência (MS), que já passa de 60% das obras

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Romário, operador de equipamento pesado, instalou o primeiro dos 95 mil dormentes da primeira shortline privada do Brasil, a ferrovia da celulose da Arauco em Inocência (MS), que já passa de 60% das obras

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 25/10/2026 às 06:05

Atualizado em 25/10/2026 às 06:20

Logística e Transporte

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O operador Romário do Nascimento Conceição instalou o primeiro dos cerca de 95 mil dormentes de 400 quilos da ferrovia EF-A35, que a Arauco constrói em Inocência (MS) para levar a celulose da futura fábrica até a malha da Rumo, com mais de 60% das obras executadas.

O marco no canteiro do Projeto Sucuriú foi divulgado pela Arauco e publicado por portais de Mato Grosso do Sul e São Paulo entre quarta (22) e sexta (23).

Romário trabalha como operador de equipamento pesado da Epya Infraestrutura, empresa contratada para executar a ferrovia. Coube a ele posicionar o primeiro dormente da linha.

“Meus filhos vão lembrar”, disse o operador

“Ser o responsável pela instalação do primeiro dormente foi uma satisfação muito grande, tanto para mim como profissional quanto para a empresa que represento”, contou Romário, segundo o material divulgado pela Arauco.

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“É um marco para o Brasil, que vai ficar para a história. Meus filhos vão lembrar e meus netos futuramente vão lembrar também”, completou o operador.

Dá pra entender o orgulho. Para a companhia chilena, aquele dormente inaugura uma categoria de ferrovia que ainda não existia no país.

É a primeira shortline privada do Brasil, segundo a Arauco

“É importante ressaltar que estamos instalando o primeiro dormente da primeira shortline privada do Brasil”, afirmou Christian Carvalho, gerente de Engenharia e Implantação da Arauco.

Shortline é o nome dado a ferrovias curtas que ligam um ponto de carga a uma linha principal. No caso do Projeto Sucuriú, a linha tem 45 quilômetros de extensão, além de outros nove quilômetros internos à fábrica.

Somados, são 54 km de trilhos. A ferrovia vai conectar o empreendimento à Rumo Malha Norte, que leva a carga em direção aos portos paulistas.

Traçado da ferrovia EF-A35 entre os eucaliptais de Inocência (MS). Foto: Divulgação Arauco, via Andravirtual

Cada dormente pesa 400 quilos e mede 2,80 metros

Os dormentes são de concreto pré-moldado. Cada peça tem cerca de 400 quilos e 2,80 metros de comprimento, segundo o Portal Celulose, e a implantação vai exigir aproximadamente 95 mil delas.

São eles que sustentam os trilhos, distribuem as cargas dos trens e mantêm o alinhamento e a estabilidade da via. Sem dormente bem assentado, a composição pesada não roda com segurança.

Fazendo a conta, as 95 mil peças somam perto de 38 mil toneladas de concreto só nessa parte da via permanente.

Viadutos e ponte já estão quase prontos para receber os trilhos

Além dos dormentes, outras frentes avançam ao longo do traçado. As principais estruturas são o viaduto ferroviário na saída da fábrica, o viaduto sobre a rodovia MS-112 e a ponte sobre o Córrego São Mateus.

Segundo a Arauco, as três obras estão em fase de conclusão das estruturas civis para receber trilhos e dormentes. No conjunto, a ferrovia já passa de 60% de execução.

A previsão é que a linha entre em operação no fim de 2027, junto com a fábrica de celulose que ela vai atender.

“A gente não faz nada sozinho”, diz executivo da empreiteira

Paulo Vilela, gerente executivo operacional da Epya Infraestrutura, também acompanhou a instalação. “É uma honra fazer parte de um projeto tão grandioso e estar presente neste marco inicial”, disse.

“A gente não faz nada sozinho. Então, agradeço a todo o time que faz esse projeto acontecer diariamente, fazendo parte dessa grande história da ferrovia do Brasil”, afirmou Vilela, segundo a Arauco.

Equipe da obra sobre os primeiros dormentes da EF-A35. Foto: Arquivo Arauco, via Ponta Porã Informa

O trem vai tirar caminhões das rodovias da região

A Arauco apresenta a ferrovia como uma opção de transporte mais eficiente, que reduz a circulação de caminhões nas rodovias e amplia a segurança das operações logísticas.

Segundo o portal Andravirtual, de Andradina (SP), a expectativa é de menos bitrens e tritrens em estradas como a BR-262 e a MS-168, com menos desgaste do asfalto e mais previsibilidade no tempo de viagem até o Porto de Santos.

A fábrica de US$ 4,6 bilhões vai produzir 3,5 milhões de toneladas

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento é de US$ 4,6 bilhões e inclui uma planta com capacidade para 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano.

A fábrica ocupa uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro de Inocência e ao lado do Rio Sucuriú. A terraplanagem começou em 2024.

Em maio, a obra já tinha chamado atenção quando o balão de vapor de 300 toneladas da caldeira de recuperação foi içado a quase 100 metros de altura.

Mais de 14 mil oportunidades durante as obras

Durante a construção, a Arauco diz que vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho, segundo o material divulgado pela empresa.

A companhia afirma ainda monitorar a biodiversidade local em todas as fases, identificando espécies nativas de flora e fauna e mapeando áreas prioritárias para conservação.

O relato completo da instalação está na publicação do Ponta Porã Informa, com as falas de quem estava no canteiro.

Você acha que ferrovias curtas e privadas como essa deveriam se espalhar por outros polos industriais do Brasil?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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