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Sede da maior petroleira do mundo é atingida por ataque na Arábia Saudita durante ofensiva houthi, mas Saudi Aramco mantém operações durante escalada da guerra

Sede da maior petroleira do mundo é atingida por ataque na Arábia Saudita durante ofensiva houthi, mas Saudi Aramco mantém operações durante escalada da guerra

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Sede da maior petroleira do mundo é atingida por ataque na Arábia Saudita durante ofensiva houthi, mas Saudi Aramco mantém operações durante escalada da guerra

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 15/10/2026 às 09:07

Atualizado em 15/10/2026 às 09:10

Petróleo e Gás

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Sede da maior petroleira do mundo é atingida por ataque na Arábia Saudita durante ofensiva houthi, mas Saudi Aramco mantém operações durante escalada da guerra

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A sede da Saudi Aramco em Dhahran foi atingida durante ofensiva houthi na Arábia Saudita. Autoridades relataram incêndio limitado e nenhuma vítima; fontes ouvidas pela Reuters descreveram danos nos andares superiores do prédio.

A sede da Saudi Aramco em Dhahran, na Arábia Saudita, foi atingida por um ataque na noite de 13 de outubro, em meio à intensificação dos confrontos entre o reino e os houthis do Iêmen. O Ministério da Energia saudita informou que um edifício administrativo sofreu um incêndio de pequenas proporções e que não houve mortos nem feridos.

O relato oficial contrasta com informações obtidas pela Reuters: uma fonte da companhia afirmou que um míssil balístico atingiu o complexo e danificou os três andares superiores de uma torre de escritórios. Outras pessoas com conhecimento do episódio descreveram chamas no prédio. As autoridades relataram que equipes responderam rapidamente ao ataque.

Incêndio em prédio administrativo levou equipes de emergência ao complexo

Segundo o Ministério da Energia, o episódio ocorreu em um edifício ligado à Saudi Aramco na cidade de Dhahran, no leste do país. A nota oficial descreveu o incêndio como limitado e afirmou que as autoridades adotaram as medidas necessárias para lidar com a ocorrência.

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A Reuters informou que os andares superiores do prédio sofreram danos. A agência também ouviu testemunhas que relataram fortes explosões nas proximidades do complexo. As descrições de extensão dos danos ainda precisam ser diferenciadas: a declaração ministerial se refere ao porte do incêndio; as fontes ouvidas pela Reuters se referem às áreas do edifício atingidas.

Complexo industrial ligado às operações de gás da Aramco em fotografia de arquivo; infraestrutura diferente do edifício atacado. Crédito: Saudi Aramco / revista institucional 

O complexo de Dhahran abriga centros administrativos e um importante núcleo de operações da companhia. É a partir dessa estrutura que a empresa coordena atividades relacionadas a campos produtores, plataformas terrestres e offshore, oleodutos, refinarias e terminais de exportação.

Houthis haviam ameaçado atingir a petroleira e outros alvos sauditas

Nos dias anteriores, os houthis lançaram ataques com mísseis e drones contra pontos estratégicos da Arábia Saudita. O grupo, aliado do Irã, relacionou sua ofensiva às ações de uma coalizão liderada pelo reino contra posições em território iemenita.

O porta-voz do movimento, Yahya Saree, havia citado a sede da Aramco em Dhahran e instalações petrolíferas sauditas entre os possíveis alvos. A coalizão saudita relatou a interceptação e destruição de mísseis e drones em diferentes regiões, incluindo Dhahran e a capital Riade.

Uma das informações divulgadas pela coalizão foi a queda de fragmentos de um míssil interceptado em área residencial de Dhahran. O comunicado do Ministério da Energia, entretanto, confirmou que houve ataque ao edifício administrativo da Aramco. As investigações sobre a sequência exata dos impactos e interceptações fazem parte do esclarecimento dos danos.

Escalada no Iêmen incluiu ataques a aeroportos e depósito de combustíveis

Na mesma semana, o aeroporto internacional de Riade foi alvo de mísseis, e autoridades sauditas relataram vítimas e transtornos às operações aéreas. O agravamento dos confrontos provocou novas medidas de defesa em instalações civis e industriais.

Infraestrutura petrolífera saudita em imagem histórica, apenas para contextualizar as instalações de energia do país. Crédito: Arab News / arquivo 

A coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou ter atacado instalações ligadas ao armazenamento de combustíveis nas proximidades de Sanaa, capital do Iêmen. A versão saudita é de que os locais eram usados para apoiar atividades militares houthis. O grupo, por sua vez, denunciou ataques a instalações energéticas.

O aumento dos ataques acrescenta risco às instalações que sustentam a produção e o escoamento de petróleo no Golfo. A Saudi Aramco é uma das maiores empresas de energia do planeta e opera uma extensa cadeia que vai da extração de óleo bruto à entrega em terminais internacionais.

Mercado de petróleo observa o risco mesmo sem confirmação de corte de produção

Os investidores acompanham ataques a centros administrativos e instalações petrolíferas porque a região concentra parte expressiva da oferta mundial. Em 14 de outubro, reportagens financeiras registraram o Brent em torno de US$ 106 por barril, em meio às preocupações com a segurança regional e o transporte pelo Golfo Pérsico.

O comunicado saudita concentrou-se no incêndio e na ausência de vítimas. As informações verificadas na data não apontavam para uma paralisação generalizada da produção da Aramco por causa do ataque à sede. Ainda assim, a vulnerabilidade de um complexo central da empresa elevou a atenção sobre a proteção de ativos energéticos.

A evolução do confronto entre os houthis e a coalizão saudita vai determinar se o episódio permanecerá concentrado nos danos ao edifício ou se haverá novos ataques à infraestrutura de energia e transporte. Como você avalia os riscos dessa escalada para o preço do petróleo? Deixe sua opinião e compartilhe a reportagem.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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