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Seis sondas perfuram o subsolo atrás de ouro no Pará em programa de 32 km enquanto mineradora mira inventário acima de 1,5 milhão de onças
Escrito por Ana Alice
Publicado em 07/10/2026 às 09:41
Atualizado em 07/10/2026 às 10:00
Mineração
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Serabi Gold intensifica a exploração em Palito e Coringa, no oeste do Pará, com seis sondas, 32 mil metros previstos e novos resultados de alto teor que serão incorporados à próxima atualização de recursos minerais.
Seis sondas de perfuração trabalham entre o Complexo Palito e a Mina Coringa, no Pará, em um programa que prevê 32 mil metros de sondagem em 2026.
A Serabi Gold busca ampliar seu inventário mineral consolidado para mais de 1,5 milhão de onças de ouro, enquanto novos resultados revelam trechos com concentrações superiores a 30 e 40 gramas do metal por tonelada de rocha.
O programa ocorre na Província Mineral do Tapajós, no oeste paraense, onde a companhia mantém suas duas operações produtoras.
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Somente no primeiro semestre de 2026, a Serabi concluiu 20.831 metros de sondagem diamantada distribuídos por 79 furos. Desse total, 11.522 metros foram perfurados em Palito e 9.309 metros em Coringa.
A meta de 1,5 milhão de onças corresponde a aproximadamente 46,7 toneladas de ouro contido. O número, porém, não representa metal já extraído ou disponível para venda, mas uma meta de inventário baseada em recursos minerais estimados por estudos geológicos e perfurações.
Segundo a atualização divulgada pela empresa em 21 de setembro de 2026, a campanha deve ser concluída em outubro. Os resultados validados serão incorporados às novas estimativas de recursos minerais de Palito e Coringa, previstas para o primeiro trimestre de 2027.
Sondas procuram prolongamentos do ouro ao redor das minas
O programa é classificado como exploração brownfield, expressão utilizada para trabalhos realizados dentro ou nas proximidades de áreas onde já existem minas, infraestrutura instalada e mineralização conhecida.
Em vez de começar uma busca em uma região totalmente nova, os geólogos utilizam as perfurações para testar a continuidade de estruturas já identificadas, procurar extensões em profundidade e investigar novos alvos próximos das operações existentes.
A estratégia ganhou força depois dos resultados alcançados em 2025.
Naquele ano, os recursos medidos e indicados consolidados da Serabi chegaram a 730,8 mil onças de ouro, contidas em aproximadamente 2,49 milhões de toneladas de material com teor médio de 9,1 gramas por tonelada.
Os recursos inferidos somaram outras 653,3 mil onças, distribuídas em cerca de 2,51 milhões de toneladas com teor médio estimado de 8,1 g/t.
Somadas, essas categorias levaram o inventário divulgado pela mineradora para aproximadamente 1,38 milhão de onças.
Recursos medidos, indicados e inferidos possuem diferentes níveis de confiança geológica e não devem ser tratados automaticamente como reservas minerais economicamente lavráveis.
As novas sondagens servem justamente para aumentar o conhecimento sobre os depósitos, ampliar estruturas mineralizadas conhecidas e, quando os dados permitem, elevar o nível de confiança das estimativas.
A Serabi trabalha com uma estratégia de crescimento que busca levar o inventário consolidado para uma faixa entre 1,5 milhão e 2 milhões de onças de ouro.
Coringa registra trechos com mais de 40 gramas de ouro por tonelada
Alguns dos resultados de maior teor divulgados em setembro vieram da Mina Coringa, localizada a cerca de 70 quilômetros a sudeste de Novo Progresso e aproximadamente 200 quilômetros ao sul de Palito.
Na área de Serra Sul, o furo 26-SR-055 interceptou 1,38 metro com teor médio de 11,85 g/t de ouro, incluindo um trecho de 0,42 metro com 37,10 g/t.
Outra seção do mesmo furo apresentou 1 metro com 14,65 g/t, incluindo uma faixa de apenas 0,25 metro que atingiu 57,20 g/t de ouro.
Em Cabaça, o furo 26-FC-005 encontrou 1 metro com 10,11 g/t, incluindo 0,25 metro a 40,30 g/t.
Esses números ajudam a companhia a interpretar a geometria e a continuidade das estruturas subterrâneas, mas representam interceptações específicas dos furos.
Eles não significam que toda a mina apresente os mesmos teores nem devem ser usados como média da operação.
Na zona Meio, outra perfuração encontrou 1,70 metro com 16,13 g/t, incluindo 0,45 metro a 35,59 g/t.
Segundo a empresa, os resultados obtidos nessa região ajudam a definir um corredor mineralizado que se estende por mais de 200 metros além dos limites atuais do desenvolvimento subterrâneo.
Serra Sul foi identificada durante o programa de exploração de 2025 e fica aproximadamente 500 metros a sudeste da zona Serra, que já integra a produção de Coringa.
O desenvolvimento de uma rampa para acessar a nova área começou no segundo trimestre de 2026.
Palito concentra mais de 11 mil metros de perfuração
No Complexo Palito, as equipes completaram 11.522 metros em 37 furos durante o primeiro semestre.
Os trabalhos se concentraram principalmente nos alvos Senna, G3, Barrichello, Piauí e Massa.
No alvo Massa, o furo 26-MS-001 registrou 1,12 metro com teor de 6,12 g/t, incluindo 0,43 metro a 15,20 g/t.
Em Piauí, uma interceptação mais larga apresentou 9,93 metros com 1,06 g/t de ouro, com pequenas seções internas de maior teor.
No alvo G3, resultados preliminares divulgados pela companhia incluem 1,01 metro a 7,41 g/t e outro intervalo de 1,39 metro a 6,13 g/t.
Parte das amostras citadas pela mineradora já foi analisada pelo laboratório independente ALS.
Outros resultados inicialmente processados no laboratório de Palito ainda aguardavam confirmação externa na data da atualização de setembro.
Além das novas perfurações, geólogos reinterpretaram o corredor G1-G3 usando dados históricos, mapeamento subterrâneo e modelos estruturais atualizados.
Essa revisão sugere que estruturas anteriormente consideradas isoladas podem fazer parte de um sistema mineralizado mais amplo e contínuo, hipótese que agora é testada pelas novas sondagens.
Exploração acompanha aumento da produção no Pará
A campanha ocorre enquanto a Serabi amplia a produção de ouro em suas operações paraenses.
No primeiro semestre de 2026, a companhia produziu 23.049 onças de ouro, aumento de aproximadamente 12% em relação às 20.545 onças registradas no mesmo período de 2025.
As vendas somaram 21.348 onças.
Para o ano completo, a orientação da mineradora é produzir entre 53 mil e 57 mil onças de ouro, com contribuição crescente de Coringa.
A empresa também trabalha para ampliar a capacidade de processamento do Complexo Palito, que deve passar de aproximadamente 650 para 900 toneladas por dia com a instalação de outro moinho de bolas.
Coringa já produz a partir das zonas Serra e Meio, enquanto o desenvolvimento do terceiro corpo mineralizado, Galena, avançava com expectativa de acesso à mineralização no quarto trimestre de 2026.
O minério de maior teor retirado em Coringa é transportado para processamento nas instalações de Palito.
O programa de 32 mil metros está diretamente ligado ao planejamento futuro dessas operações.
A Serabi pretende concluir a campanha em outubro e usar os resultados validados na atualização de recursos prevista para o início de 2027.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

