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Sem trocar de celular nem instalar antena: Brisanet, Unifique e iez! fecham acordo para levar internet via satélite a estradas e áreas rurais do Brasil

Sem trocar de celular nem instalar antena: Brisanet, Unifique e iez! fecham acordo para levar internet via satélite a estradas e áreas rurais do Brasil

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Sem trocar de celular nem instalar antena: Brisanet, Unifique e iez! fecham acordo para levar internet via satélite a estradas e áreas rurais do Brasil

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 26/10/2026 às 07:39

Atualizado em 26/10/2026 às 07:40

Ciência e Tecnologia

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Imagem ilustrativa da conexão por satélite prevista para celulares comuns em regiões sem cobertura terrestre.

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Brisanet, Unifique e iez! assinaram acordo com a AST SpaceMobile para levar chamadas, internet e vídeos a celulares comuns fora da cobertura. Serviço usará 700 MHz e ainda depende de licenças e novos satélites.

Para quem já ficou sem sinal no meio de uma estrada, a novidade parece saída de um filme: o próprio celular poderá receber internet de um satélite, mesmo longe das torres das operadoras. Foi essa a proposta anunciada por Brisanet, Unifique e iez! Telecom na sexta-feira, 23 de outubro, após assinarem um acordo com a empresa americana AST SpaceMobile.

As companhias querem levar chamadas telefônicas, navegação na internet e até vídeos para lugares em que a cobertura de celular ainda falha. A promessa é usar aparelhos comuns, daqueles que milhões de brasileiros já carregam no bolso, sem instalar antena em casa ou comprar um telefone especial. A novidade, porém, ainda depende de investimentos, licenças e da chegada de mais satélites ao espaço.

Três empresas brasileiras apostam no espaço para alcançar o interior do país

As operadoras se uniram para ampliar o alcance da telefonia móvel. A Brisanet é especialmente conhecida no Nordeste; a Unifique tem presença no Sul; e a iez! também participa do acordo. A ideia é complementar as torres que já existem com um caminho alternativo para levar sinal a estradas, sítios e regiões afastadas.

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O negócio foi comunicado oficialmente ao mercado pela Unifique em 23 de outubro, em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários. As empresas pretendem aproveitar parte das frequências que já utilizam na telefonia, na faixa de 700 MHz, e financiar equipamentos em terra que permitirão a comunicação com a rede de satélites da AST SpaceMobile.

O projeto pretende atender usuários em todo o Brasil. Uma viagem por uma rodovia sem cobertura, uma propriedade rural distante da cidade ou um trecho de serra onde não há torre próxima são exemplos de situações que poderão se beneficiar da nova tecnologia quando ela estiver funcionando. A cobertura dependerá do número de satélites disponíveis e das condições de cada região.

O telefone poderá conversar diretamente com um satélite, sem parabólica

Hoje, quando o aparelho se afasta demais das antenas das operadoras, o sinal desaparece. A tecnologia que as empresas querem utilizar permite que um satélite passe a fazer parte dessa comunicação. O telefone enviará e receberá sinais que depois serão encaminhados à rede da operadora.

O sistema é conhecido como direct-to-device, expressão usada para a comunicação direta com o dispositivo. Segundo os anúncios das empresas, o serviço foi concebido para funcionar em smartphones convencionais. A confirmação dos modelos aceitos e das condições de uso deverá vir junto das regras da operação comercial.

Integrantes da AST SpaceMobile usam smartphones em teste externo da tecnologia de telefonia por satélite. Crédito: AST SpaceMobile / divulgação.

A intenção vai além de mandar uma mensagem em caso de emergência. O acordo inclui planos de oferecer ligações, internet móvel e reprodução de vídeos. Para alcançar esse resultado, será necessário manter satélites disponíveis sobre as áreas atendidas e capacidade suficiente para muitos usuários conectados ao mesmo tempo.

O desafio é colocar mais satélites no céu para evitar interrupções

Quando o anúncio chegou ao mercado, a AST SpaceMobile tinha 13 satélites em órbita, segundo a publicação especializada Teletime. A quantidade ainda era pequena para manter o serviço funcionando sem paradas em todo o país. A expectativa divulgada pelo veículo era alcançar estrutura suficiente para uma operação permanente até o fim de 2027.

Cada lançamento acrescenta novas possibilidades de atendimento, mas a expansão precisa acompanhar a demanda de milhões de telefones. A Teletime citou velocidades de até 100 Mb/s como capacidade possível da tecnologia disponível naquele momento e uma perspectiva de até 200 Mb/s para a geração seguinte. A velocidade que chegará aos consumidores ainda dependerá das condições de rede e dos planos que forem anunciados.

Enquanto os satélites continuam sendo colocados em órbita, as três operadoras também terão trabalho em terra. As redes precisam conversar com as instalações da AST e passar por testes para que o sinal chegue ao aparelho sem exigir equipamento externo do assinante.

Painel de antena de um satélite BlueBird com equipe da AST SpaceMobile na instalação industrial. Crédito: AST SpaceMobile / divulgação.

Quando será possível contratar? Empresas ainda negociam a estreia

O documento enviado pela Unifique à CVM confirma que os detalhes finais do contrato estão em negociação. As empresas ainda não divulgaram o preço do serviço, uma data de lançamento ou quais celulares estarão oficialmente habilitados. A estreia também depende de licenças e de autorizações regulatórias.

A Anatel já permite experiências controladas com comunicação entre satélites e celulares para estudar o funcionamento desse tipo de rede. A fase de testes ajuda a definir os requisitos antes da chegada de uma oferta aberta ao público. A parceria recém-anunciada terá de passar pelas etapas exigidas para começar a atender assinantes.

O presidente da Unifique, Fabiano Busnardo, apresentou o satélite como um passo complementar à fibra óptica e às redes 5G. A Brisanet também pretende atingir lugares que suas antenas terrestres não alcançam. Para as duas empresas e para a iez!, a tecnologia poderá ampliar o contato com clientes que hoje passam parte do dia fora de cobertura.

Quem atravessa quilômetros sem sinal terá de acompanhar as próximas decisões

Os próximos anúncios deverão responder às perguntas de quem mais precisa da novidade: em quais cidades e estradas a conexão chegará primeiro, quanto custará e quais celulares poderão usá-la. Até que a operação comece, motoristas e moradores de áreas isoladas continuam dependendo da cobertura terrestre disponível.

Você costuma ficar sem sinal em alguma estrada ou cidade brasileira? Conte nos comentários onde isso acontece e se internet via satélite no próprio celular ajudaria nas suas viagens ou no trabalho.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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