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Sete meses depois de adernar no Valongo, navio Besnard, de 49 metros e com mais de 260 expedições, é levado por quatro rebocadores até Guarujá
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 24/10/2026 às 02:00
Atualizado em 24/10/2026 às 02:01
Indústria Naval
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A Autoridade Portuária levou o Professor W. Besnard a um estaleiro em Guarujá, no litoral paulista. Ele volta ao Valongo, em Santos, em exposição permanente e sem voltar a navegar.
O navio oceanográfico Professor W. Besnard saiu do Parque Valongo na manhã desta sexta-feira (23). Ele foi rebocado a um estaleiro em Guarujá, na margem esquerda do canal do Porto de Santos. Segundo a APS, quatro rebocadores e outras embarcações de apoio fizeram o trajeto em pouco mais de uma hora e meia. O reboque foi autorizado pela Marinha do Brasil.
Por que o navio estava parado no cais?
Em março de 2026, o Besnard adernou no cais do Valongo. A G1 registra que a água da chuva que entrou na embarcação fez o casco adernar, em 13 de março. O Instituto do Mar (Imar), dono do navio, informou ao Diário do Litoral que não conseguiu acionar uma bomba externa de sucção. Os cabos de energia de um ponto de luz da Prefeitura de Santos foram furtados.
Segundo a APS, a recuperação começou com a vedação completa de compartimentos. Depois vieram o teste de estanqueidade e as bombas hidráulicas. A água saiu até o casco ser erguido e estabilizado.
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Qual é a história do navio?
Conforme a APS, o Besnard foi lançado ao mar em 1966, em Bergen, na Noruega, por encomenda do governo de São Paulo. Chegou a Santos em 9 de agosto de 1967. Foi o primeiro navio de pesquisa civil e o primeiro navio oceanográfico da USP. Em 1982, levou as primeiras equipes de pesquisa brasileiras à Antártida.
Depois do incêndio de 2008, o navio foi rebocado para o cais do Valongo. Anos depois, o cais foi revitalizado e virou ponto turístico da cidade.
Como foi a retirada e qual é o destino?
Segundo a APS, a Guarda Portuária, a Marinha e técnicos da empresa Marfort acompanharam o reboque. A G1 contou cerca de 80 profissionais envolvidos no trabalho.
O navio não vai voltar a navegar. O presidente da APS, Anderson Pomini, disse que o Besnard passa por restauração no estaleiro. O estaleiro em Guarujá é só a etapa de restauração. Depois, ele volta ao Valongo: “O navio Besnard ficará em exposição permanente no Parque Valongo.” Pomini afirmou que o Concais também vai para o Valongo.
O que vem agora com a perícia?
A perícia no estaleiro em Guarujá vai avaliar o casco. A G1 informa que o trabalho deve dizer se o navio pode ser recuperado. Para o público, o que está definido é o retorno ao Valongo. Turistas que chegam pelos navios de cruzeiro poderão ver o Besnard de perto.
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Besnard, Porto de Santos, Parque Valongo, Autoridade Portuária de Santos, navio de pesquisa, Antártida
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

