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Siderúrgica gigante com capacidade para produzir 5,8 milhões de toneladas de aço por ano transformou pequeno distrito em cidade industrial no RJ
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 25/10/2026 às 14:15
Atualizado em 25/10/2026 às 14:30
Indústria
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Construída na década de 1940, a gigantesca siderúrgica da CSN ajudou a criar Volta Redonda, possui dois altos-fornos e recebe financiamento bilionário para modernizar instalações industriais e reduzir a emissão de partículas poluentes.
Uma das maiores siderúrgicas da América Latina fica em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A Usina Presidente Vargas, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), tem capacidade para produzir milhões de toneladas de aço por ano e ajudou a transformar um pequeno distrito em uma cidade industrial.
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Usina Presidente Vargas tem capacidade para produzir 5,8 milhões de toneladas de aço por ano
Localizada a 141 quilômetros da capital fluminense, a siderúrgica da CSN ocupa um lugar importante na história da indústria brasileira. A fábrica começou a ser construída na década de 1940 e continua funcionando.
De acordo com as informações oficiais da CSN, a Usina Presidente Vargas possui capacidade instalada de 5,8 milhões de toneladas de aço por ano. O número representa o potencial de produção, não necessariamente o volume produzido anualmente.
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A estrutura industrial conta com dois altos-fornos em operação. Juntos, eles têm produção informada pela companhia de 12,8 mil toneladas de ferro-gusa por dia, material utilizado na fabricação do aço.
O complexo também possui coqueria, sinterização, aciaria, lingotamento contínuo e unidades de laminação, além de processos de zincagem, cromagem e estanhamento.
O aço produzido pela companhia atende diferentes segmentos industriais, incluindo fabricantes de automóveis, eletrodomésticos, embalagens e empresas da construção civil.
Siderúrgica criada em 1941 transformou pequeno distrito em uma cidade operária
A história começou em 9 de abril de 1941, quando o governo de Getúlio Vargas criou a Companhia Siderúrgica Nacional.
Na época, Volta Redonda ainda pertencia ao município de Barra Mansa. O local foi escolhido para receber uma grande indústria siderúrgica, aproveitando sua posição entre importantes centros econômicos brasileiros.
A proximidade com ferrovias, a disponibilidade de água do Rio Paraíba do Sul e o acesso aos mercados consumidores contribuíram para a escolha.
Mas não bastava construir a fábrica. Era preciso abrigar milhares de trabalhadores.
Por isso, a CSN também participou da construção de uma cidade operária, com moradias, escolas e outros equipamentos urbanos.
O crescimento foi tão intenso que Volta Redonda conquistou sua emancipação em 17 de julho de 1954. A cidade passou a ser conhecida nacionalmente como Cidade do Aço.
CSN recebe financiamento de R$ 1,13 bilhão para modernizar instalações industriais
A siderúrgica também passou a receber investimentos para atualizar seus equipamentos e reduzir os impactos ambientais.
Em dezembro de 2025, o BNDES anunciou a aprovação de R$ 1,13 bilhão para apoiar a modernização de três plantas industriais da CSN em Volta Redonda.
Parte dos recursos envolve a modernização das unidades de sinterização, responsáveis pelo processamento de matérias-primas utilizadas na fabricação do aço.
O projeto inclui novos filtros de manga, precipitadores eletrostáticos e melhorias nos sistemas de transferência de materiais.
Segundo o banco, as intervenções buscam reduzir a emissão de partículas poluentes. Parte do financiamento também reembolsa investimentos realizados desde 2023.
Cidade construída ao redor da siderúrgica alcançou o segundo melhor índice de desenvolvimento do Rio
Além da importância industrial, Volta Redonda aparece entre os municípios mais desenvolvidos do estado.
No Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal de 2025, elaborado com dados de 2023, a cidade ficou em segundo lugar entre os 92 municípios fluminenses.
A nota geral chegou a 0,7556, atrás apenas da capital.
O maior destaque foi emprego e renda, com 0,8565 ponto, considerado desenvolvimento alto pela metodologia.
Educação registrou 0,6920 e saúde alcançou 0,7182, ambas classificadas como desenvolvimento moderado.
Os indicadores mostram a situação econômica e social do município, embora não permitam atribuir todo o desempenho à siderúrgica.
Mais de oito décadas depois da criação da CSN, a Usina Presidente Vargas continua fazendo parte da estrutura industrial da cidade que cresceu ao seu redor.
Fonte
https://www.canalrural.co
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

