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Soja cai pelo quarto pregão seguido em Chicago mesmo com EUA vendendo 2,57 milhões de toneladas acima das expectativas, enquanto avanço da colheita, farelo mais barato e competitividade brasileira pressionam os preços

Soja cai pelo quarto pregão seguido em Chicago mesmo com EUA vendendo 2,57 milhões de toneladas acima das expectativas, enquanto avanço da colheita, farelo mais barato e competitividade brasileira pressionam os preços

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Soja cai pelo quarto pregão seguido em Chicago mesmo com EUA vendendo 2,57 milhões de toneladas acima das expectativas, enquanto avanço da colheita, farelo mais barato e competitividade brasileira pressionam os preços

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 30/10/2026 às 12:46

Agronegócio

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Soja cai pela quarta sessão seguida em Chicago, a US$ 12,34 por bushel, apesar de vendas de 2,576 milhões de toneladas nos EUA. Colheita e farelo pressionam preços.

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A soja encerrou o quarto pregão consecutivo de queda em Chicago em 29 de outubro de 2026, apesar de vendas americanas de 2,576 milhões de toneladas. Colheita acelerada, farelo mais barato e concorrência brasileira pressionaram os preços. Milho também recuou, enquanto trigo avançou com exportações acima das projeções do mercado.

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira, 29 de outubro de 2026, com a quarta queda consecutiva na Bolsa de Chicago, mesmo após os Estados Unidos divulgarem vendas externas de 2,576 milhões de toneladas da safra 2026/27, volume superior às expectativas dos analistas. O contrato com entrega prevista para janeiro recuou 0,26%, terminando o pregão cotado a US$ 12,34 por bushel, pressionado pelo avanço da colheita norte-americana, pela queda do farelo e pela concorrência internacional.

As informações foram publicadas pela CNN Brasil com análises da Granar e dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O levantamento mostra que a entrada de novos grãos no mercado e a maior competitividade da soja brasileira contribuíram para manter as cotações em baixa, apesar do desempenho positivo das vendas externas americanas.

Soja acumula quatro sessões de queda e fecha a US$ 12,34 por bushel

A soja completou o quarto pregão consecutivo de desvalorização na Bolsa de Chicago, principal referência internacional para a negociação de contratos futuros da oleaginosa.

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O vencimento de janeiro registrou queda de 0,26% e encerrou a sessão a US$ 12,34 por bushel.

O resultado ocorreu mesmo com a divulgação de números favoráveis para a demanda internacional pela soja norte-americana.

A pressão sobre os preços veio principalmente do lado da oferta, com o avanço da colheita nos Estados Unidos, e do comportamento de outros produtos da cadeia da soja.

Colheita nos Estados Unidos aumenta disponibilidade de grãos no mercado

Soja cai pela quarta sessão seguida em Chicago, a US$ 12,34 por bushel, apesar de vendas de 2,576 milhões de toneladas nos EUA. Colheita e farelo pressionam preços.

O avanço dos trabalhos agrícolas nos Estados Unidos foi um dos principais fatores apontados pela Granar para explicar a desvalorização.

Com a colheita em andamento, novos volumes de soja entram no mercado, ampliando a disponibilidade do produto.

Essa movimentação exerce pressão sobre os contratos futuros, especialmente quando a oferta adicional supera o efeito positivo dos indicadores de demanda.

A análise mostra que o ritmo da colheita norte-americana teve peso relevante na formação dos preços durante o pregão de quinta-feira.

Farelo de soja perde US$ 7,05 e termina cotado a US$ 362,99 por tonelada

A desvalorização do farelo de soja também contribuiu para pressionar os contratos do grão em Chicago.

O contrato do derivado com vencimento em dezembro registrou queda de US$ 7,05 por tonelada, encerrando a sessão a US$ 362,99 por tonelada.

O farelo faz parte da cadeia de processamento da soja, e seu desempenho é acompanhado pelos participantes do mercado como um dos indicadores de valorização dos derivados.

Segundo a Granar, a queda esteve relacionada, em parte, ao desempenho das exportações argentinas e à concorrência da soja brasileira no comércio internacional.

Exportações argentinas contribuem para pressionar o farelo de soja

A Argentina aparece entre os fatores que explicam o enfraquecimento dos preços do farelo durante a sessão.

Segundo a análise da Granar, o forte desempenho das exportações argentinas aumentou a pressão competitiva sobre o derivado.

O movimento ocorreu simultaneamente ao avanço da colheita norte-americana, ampliando os fatores desfavoráveis às cotações.

A reportagem não apresenta o volume exato das exportações argentinas no período, mas identifica seu desempenho como uma das explicações para a queda do farelo.

Real desvalorizado aumenta competitividade da soja brasileira

A soja brasileira também participou da pressão sobre os preços internacionais, segundo a avaliação apresentada pela Granar.

A desvalorização do real diante do dólar favoreceu a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Esse movimento tornou a concorrência brasileira um fator relevante para os contratos negociados em Chicago.

A pressão ocorreu em um momento no qual os Estados Unidos também registravam vendas externas superiores às expectativas.

O resultado mostra que o desempenho das cotações depende da combinação entre oferta, demanda e concorrência entre os países exportadores.

Estados Unidos venderam 2,576 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27

O relatório semanal do USDA apresentou números positivos para as exportações norte-americanas.

Entre 16 e 22 de outubro de 2026, as vendas externas de soja da safra 2026/27 alcançaram 2,576 milhões de toneladas.

O volume superou o intervalo projetado pelos participantes do mercado.

Apesar disso, os contratos futuros permaneceram pressionados, indicando que o desempenho das vendas não foi suficiente para compensar a entrada de novos grãos e a concorrência internacional.

Vendas de soja superaram estimativas de 400 mil a 2,2 milhões de toneladas

Antes da divulgação do relatório do USDA, os operadores trabalhavam com expectativas bastante diferentes para as vendas semanais.

As projeções variavam entre 400 mil e 2,2 milhões de toneladas.

O resultado efetivo, de 2,576 milhões de toneladas, ficou acima do limite superior desse intervalo.

A diferença mostra que a demanda externa norte-americana apresentou desempenho melhor do que o previsto pelos analistas.

Mesmo assim, a reação dos preços foi negativa, porque outros fatores continuaram exercendo pressão sobre o mercado.

Exportações semanais de soja caíram 9%, apesar do resultado acima das projeções

O relatório também mostrou uma redução das vendas em relação à semana anterior.

Segundo o USDA, o volume comercializado apresentou queda de 9% na comparação semanal.

No levantamento anterior, as vendas haviam alcançado 2,841 milhões de toneladas, resultado superior ao registrado entre 16 e 22 de outubro.

Apesar da redução, o desempenho mais recente apresentou crescimento expressivo em relação à média das quatro semanas anteriores.

Portanto, as vendas foram inferiores às da semana imediatamente anterior, mas permaneceram fortes quando comparadas às expectativas e à média recente.

Milho também recua em Chicago e fecha a US$ 4,51 por bushel

O mercado de milho apresentou comportamento semelhante ao da soja na sessão de quinta-feira.

Os contratos futuros encerraram o pregão majoritariamente em baixa, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelos dados de vendas externas.

O vencimento de dezembro registrou queda de 0,11%, terminando cotado a US$ 4,51 por bushel.

Segundo a Granar, a entrada de novos grãos no mercado continuou limitando a recuperação das cotações.

O movimento está relacionado ao andamento daquela que foi descrita pela análise como a segunda maior colheita de milho já registrada nos Estados Unidos.

Estados Unidos avançam na segunda maior colheita de milho já registrada

A colheita norte-americana de milho também ampliou a disponibilidade do cereal no mercado.

Segundo a Granar, o país avançava nos trabalhos relacionados à segunda maior colheita de sua história.

Esse aumento de oferta exerceu pressão sobre os preços negociados em Chicago.

O relatório semanal de exportações também não trouxe sustentação significativa às cotações, já que o volume vendido foi inferior ao registrado na semana anterior.

A combinação entre maior oferta e vendas semanais menores contribuiu para o desempenho negativo do cereal.

Vendas de milho somaram 1,303 milhão de toneladas e ficaram abaixo da semana anterior

O USDA informou que as vendas externas de milho da safra 2026/27 totalizaram 1,303 milhão de toneladas na semana encerrada em 22 de outubro.

O volume ficou abaixo das 1,527 milhão de toneladas registradas no relatório anterior.

A redução semanal foi de 15%, segundo o departamento norte-americano.

As estimativas de analistas privados variavam entre 1,1 milhão e 2,6 milhões de toneladas.

Dessa forma, o resultado ficou próximo do limite inferior do intervalo esperado pelo mercado.

Vendas de milho cresceram 32% em relação à média das últimas quatro semanas

Apesar do recuo semanal, o desempenho das exportações de milho apresentou um resultado positivo em outra comparação.

Segundo o USDA, as vendas cresceram 32% em relação à média das quatro semanas anteriores.

O relatório também mostrou que os destinos não especificados concentraram o maior volume de negociações durante o período.

O crescimento em relação à média recente, entretanto, não impediu a queda dos contratos futuros.

A entrada de novos grãos no mercado e a redução das vendas em relação ao relatório anterior continuaram influenciando negativamente os preços.

Exportações acumuladas de milho dos EUA caíram 33,56% em relação a 2025

Os dados acumulados de comercialização mostram uma diferença importante entre 2026 e o ano anterior.

Até 22 de outubro de 2026, os Estados Unidos haviam vendido 23,50 milhões de toneladas de milho.

Na mesma data de 2025, o volume comercializado era de 35,37 milhões de toneladas.

A comparação representa queda de 33,56% nas vendas acumuladas.

Esse resultado indica que, apesar de determinadas semanas apresentarem crescimento em relação à média recente, a comercialização acumulada permanecia abaixo do desempenho registrado no ano anterior.

Trigo sobe 0,79% e alcança US$ 6,03 por bushel em Chicago

Enquanto soja e milho encerraram a sessão em baixa, os contratos futuros de trigo apresentaram valorização.

O vencimento de dezembro registrou alta de 0,79%, fechando a US$ 6,03 por bushel.

O movimento foi sustentado pelo avanço das vendas externas dos Estados Unidos e por operações financeiras realizadas por fundos de investimento.

Segundo a Granar, os participantes do mercado aproveitaram os níveis de preços para realizar operações de hedge após uma liquidação expressiva de contratos nas sessões anteriores.

A valorização ocorreu em um período de perdas acumuladas pelo cereal.

Trigo acumulava oito semanas consecutivas de desvalorização

O mercado de trigo enfrentava uma sequência prolongada de quedas antes da recuperação registrada na quinta-feira.

Segundo a Granar, o cereal acumulava oito semanas consecutivas de desvalorização.

A análise indicava que essa sequência ainda poderia se estender até o encerramento da semana.

Mesmo com a alta de 0,79% registrada na sessão, a possibilidade de continuidade das perdas semanais permanecia em aberto.

As operações realizadas por fundos ajudaram a sustentar os preços naquele pregão, mas não representavam confirmação de uma reversão duradoura da tendência.

Vendas de trigo chegam a 849,8 mil toneladas e superam expectativas

O relatório semanal do USDA apresentou um avanço significativo nas vendas externas de trigo da safra 2026/27.

Na semana encerrada em 22 de outubro, os Estados Unidos comercializaram 849,8 mil toneladas do cereal.

O volume ficou acima das 239,6 mil toneladas registradas no levantamento anterior.

Também superou as estimativas dos operadores, que variavam entre 275 mil e 600 mil toneladas.

Segundo o USDA, o resultado representou o maior volume semanal de vendas líquidas do ano comercial.

O desempenho também apresentou crescimento expressivo em relação à média das quatro semanas anteriores.

Filipinas lideraram compras de trigo americano com 226,3 mil toneladas

As Filipinas apareceram como o principal destino das vendas de trigo norte-americano na semana analisada.

Segundo o USDA, o país comprou 226,3 mil toneladas do cereal.

O volume integrou o resultado semanal de 849,8 mil toneladas comercializadas pelos Estados Unidos.

A participação das Filipinas contribuiu para o desempenho positivo das exportações, que ajudou a sustentar a valorização dos contratos futuros em Chicago.

O resultado reforçou a diferença entre o comportamento do trigo e o observado nos mercados de soja e milho durante a sessão.

Exportações acumuladas de trigo permanecem 29,33% abaixo de 2025

Apesar do avanço semanal, as vendas acumuladas de trigo dos Estados Unidos continuavam inferiores às registradas no ano anterior.

Até 22 de outubro de 2026, o país havia comercializado 11,52 milhões de toneladas.

Na mesma data de 2025, o volume alcançava 16,30 milhões de toneladas.

A comparação representa uma redução de 29,33%.

O desempenho semanal acima das expectativas, portanto, não eliminou a diferença negativa acumulada em relação ao ano passado.

Soja permanece pressionada pela oferta americana e pela concorrência internacional

O encerramento de 29 de outubro mostrou comportamentos diferentes entre os três principais grãos negociados na Bolsa de Chicago.

A soja completou quatro sessões consecutivas de queda, com o contrato de janeiro a US$ 12,34 por bushel. O milho também recuou, encerrando o vencimento de dezembro a US$ 4,51, enquanto o trigo avançou para US$ 6,03 por bushel.

Para a soja, os dados positivos de exportação não conseguiram superar os efeitos da colheita norte-americana, da desvalorização do farelo e da maior competitividade brasileira no mercado internacional.

O avanço da oferta nos Estados Unidos e o ritmo das vendas externas continuam entre os fatores acompanhados pelos participantes do mercado, que avaliam se a demanda internacional será suficiente para absorver os grãos disponíveis e sustentar as cotações.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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