Faça um comentário
4 min de leitura
Startup brasileira de inteligência artificial capta US$ 1 milhão com ex-executivos da Vale e aposta em tecnologia para reduzir de semanas para dias tarefas na mineração
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 23/10/2026 às 16:50
Atualizado em 23/10/2026 às 16:55
Mineração
Grupo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Com apoio de ex-executivos da Vale e outras empresas do setor, a MineMind aposta em inteligência artificial para automatizar processos técnicos, reduzir trabalhos de semanas para dias e expandir sua atuação nas mineradoras
Uma startup brasileira está apostando na inteligência artificial na mineração para acelerar trabalhos de geólogos e engenheiros. A MineMind recebeu US$ 1 milhão em investimentos e pretende ampliar seu software, que automatiza análises e processos técnicos utilizados pelas mineradoras.
Startup brasileira recebe investimento e mira faturamento de R$ 10 milhões
A MineMind concluiu uma rodada de investimentos que avaliou a empresa em US$ 11 milhões. O negócio, especializado em tecnologia para o setor mineral, atualmente registra faturamento próximo de R$ 2 milhões.
A meta é chegar a R$ 10 milhões em receita até junho de 2027. Isso representa multiplicar por cinco o faturamento atual, apostando principalmente na expansão da plataforma de inteligência artificial.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O investimento também trouxe profissionais experientes da indústria mineral. Entre os participantes estão antigos executivos de empresas como Vale, Seequent, Deswik e Fast2Mine.
Segundo Gustavo Usero, cofundador e CEO da MineMind, a escolha dos investidores levou em consideração não apenas os recursos financeiros, mas também a experiência dessas pessoas com os problemas enfrentados pelas mineradoras.
A empresa pretende utilizar essa aproximação para desenvolver seus produtos e conquistar novos clientes.
Inteligência artificial na mineração promete reduzir trabalhos de semanas para dias
A principal tecnologia da MineMind é uma plataforma de inteligência artificial conectada aos programas que geólogos e engenheiros já utilizam.
Na prática, o profissional pode escrever comandos simples para solicitar análises, organizar informações e executar etapas de trabalhos técnicos.
O sistema utiliza diferentes agentes de inteligência artificial para realizar essas atividades. A proposta não é substituir os softwares tradicionais, mas automatizar tarefas dentro deles.
Segundo a startup, determinados processos que normalmente exigem quatro ou cinco semanas podem ser concluídos em algumas horas ou dias.
Um exemplo ocorreu em uma operação de metais preciosos. A mineradora precisava recuperar informações de um modelo geoestatístico criado anos antes, mas o responsável pelo trabalho já havia deixado a empresa.
A MineMind catalogou centenas de arquivos e reconstruiu 11 etapas do processo original. O serviço terminou em três dias, segundo a companhia.
Apesar da automação, a avaliação e a decisão final sobre os resultados continuam sob responsabilidade dos profissionais da mineradora.
Ex-executivos da Vale e empresas internacionais participam da rodada
Entre os investidores está Edson Ribeiro, profissional que trabalhou por mais de três décadas na Vale, incluindo atividades relacionadas à exploração mineral e à gestão de recursos e reservas.
Outro participante é Nick Fogarty, que ingressou na ARANZ Geo em 2013 e acompanhou a expansão internacional do negócio que posteriormente se tornou a Seequent.
A Seequent acabou adquirida pela Bentley Systems em uma operação avaliada em aproximadamente US$ 1,05 bilhão.
Francisco Bittencourt e Mauro Sérvulo Delgado Santos também participaram do investimento. Ambos possuem experiência em empresas como Deswik e Fast2Mine.
A Deswik foi comprada pela Sandvik, enquanto a Fast2Mine foi adquirida pela Weir em 2025.
Sérvulo também atua como vice-presidente de Planejamento Mineral da MineMind e integra o conselho de administração da startup.
Empresa prepara expansão internacional e nova captação milionária
A MineMind começou oferecendo consultoria para mineradoras. Com os projetos realizados, passou a desenvolver ferramentas próprias de inteligência artificial.
Atualmente, combina serviços técnicos com assinaturas de software. O preço de referência da plataforma é de aproximadamente US$ 2 mil mensais por usuário.
A expectativa é que, até junho de 2027, metade da receita venha das assinaturas recorrentes. A outra metade deverá ser obtida com serviços.
A companhia também pretende ampliar sua atuação da geologia para o planejamento de minas, incluindo processos ligados à organização da extração mineral.
Embora mantenha a maior parte da equipe no Brasil, a empresa foi constituída em Delaware, nos Estados Unidos, para facilitar futuras captações internacionais.
O próximo passo planejado é uma rodada Série A, prevista para aproximadamente 12 meses, com objetivo de levantar entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões.
Os valores são metas da companhia e ainda não representam investimentos garantidos.
Informações de Exame.
Fonte
https://exame.com/negocio
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

