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Tecnologia de empresa brasileira aparece em projeto de plataformas no mar capazes de alimentar data centers de inteligência artificial de até 1 gigawatt com gás natural offshore
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 16/10/2026 às 13:09
Atualizado em 16/10/2026 às 13:40
Setor Offshore
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Riverway e Offshore Data Center anunciaram projeto de plataformas que usariam gás natural no mar para abastecer servidores de IA de até 1 GW. A Horton do Brasil fornece desenho de casco; ainda não há unidade construída ou local contratado.
Uma empresa brasileira de tecnologia offshore entrou no projeto de estruturas marítimas que poderão transformar gás natural de difícil aproveitamento em eletricidade para data centers usados por sistemas de inteligência artificial. A colaboração anunciada em 14 de outubro de 2026 pelas empresas americanas Riverway Group e Offshore Data Center prevê plataformas semissubmersíveis com capacidade conceitual de até 1 gigawatt para processamento intensivo de dados.
O desenho dos cascos envolve a Horton do Brasil Tecnologia Offshore, parceira da Offshore Data Center e detentora de projetos semissubmersíveis proprietários. O empreendimento mira a costa do Golfo dos Estados Unidos. As empresas anunciaram uma parceria de desenvolvimento, mas ainda não divulgaram local contratado, data de construção, investimento aprovado ou primeiro cliente operacional.
Gás isolado em alto-mar poderia alimentar computadores no próprio campo
Parte das reservas de gás encontradas em áreas offshore fica longe de gasodutos ou exige obras de transporte caras demais para o retorno econômico esperado. O conceito da Offshore Data Center propõe usar esse gás junto à sua fonte: unidades de geração elétrica instaladas na plataforma marítima abasteceriam módulos de processamento e armazenamento de dados.
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Os centros poderiam abrigar processadores gráficos de alta capacidade usados para treinar e executar sistemas de inteligência artificial. A proposta contempla ainda instalações menores para processamento próximo às fontes dos dados e para execução de modelos já treinados, conforme a disponibilidade de gás e de clientes.
Casco brasileiro estaria por trás de plataforma até 50% mais leve
A Horton do Brasil contribui com projetos patenteados e proprietários de cascos semissubmersíveis, enquanto a Riverway levaria técnicas de soldagem automatizada e fabricação industrial avançada. As empresas afirmam que a combinação poderá resultar em estruturas com massa até 50% menor do que designs convencionais, mantendo estabilidade para transportar equipamentos pesados.
O número é uma estimativa apresentada pelos parceiros de desenvolvimento. O anúncio não trouxe resultados públicos de ensaios comparativos independentes nem identificou um casco já construído e submetido a testes comerciais. O mesmo tipo de estrutura é considerado para módulos de amônia, metanol ou produção convencional de petróleo e gás.
Água fria do oceano entraria no projeto de refrigeração dos servidores
Além da energia, os desenvolvedores querem aproveitar a temperatura da água profunda para retirar calor dos equipamentos computacionais. A proposta prevê um sistema de refrigeração em circuito fechado e processadores refrigerados a líquido, em vez de depender apenas de grandes sistemas de ar-condicionado semelhantes aos usados em instalações terrestres.
Os parceiros argumentam que a refrigeração pode representar até 40% do consumo elétrico de determinados data centers. Essa é uma referência divulgada para o setor, e não um percentual de economia já medido no projeto offshore. A eficiência dependerá do desenho final, da profundidade das tomadas de água e dos equipamentos efetivamente instalados.
Projeto de até 1 GW ainda precisa de localização, contratos e obra
A configuração de maior porte estudada pelas empresas chega a 1 GW de capacidade para instalações voltadas a inteligência artificial. Unidades menores também estão no plano. A Riverway e a Offshore Data Center sustentam que produzir eletricidade no mar evitaria, em alguns casos, construir longos gasodutos até a costa e depois linhas de transmissão para alimentar centros de processamento em terra.
O anúncio abriu uma frente de engenharia e desenvolvimento industrial para a costa americana, com participação da tecnologia de casco da Horton do Brasil. Os próximos passos concretos serão escolher áreas com gás aproveitável, definir equipamentos de geração e processamento, obter licenças e firmar contratos comerciais.
Até que esses marcos sejam anunciados, a instalação de um data center de 1 GW sobre uma plataforma permanece um projeto, sem capacidade operacional confirmada. Você confiaria em grandes centros de inteligência artificial instalados diretamente no mar e abastecidos por gás natural offshore? Compartilhe sua opinião.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

