Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Telescópio James Webb rastreia sinal de rádio recorde a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra e encontra galáxia de quando o universo tinha 3 bilhões de anos

Telescópio James Webb rastreia sinal de rádio recorde a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra e encontra galáxia de quando o universo tinha 3 bilhões de anos

Faça um comentário

3 min de leitura

Telescópio James Webb rastreia sinal de rádio recorde a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra e encontra galáxia de quando o universo tinha 3 bilhões de anos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 12/10/2026 às 14:42

Atualizado em 12/10/2026 às 14:45

Ciência e Tecnologia

Grupo

Assista o vídeo
Representação artística de uma explosão rápida de rádio (FRB, na sigla em inglês) atingindo a Terra, com cores que simbolizam diferentes comprimentos de onda.
(Crédito da imagem: Jingchuan Yu, Planetário de Pequim)

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Descoberta publicada na revista Science revela sinal de rádio emitido quando o universo tinha apenas 3 bilhões de anos. Com ajuda do telescópio James Webb, cientistas identificaram a galáxia responsável pelo fenômeno espacial

Astrônomos identificaram a explosão rápida de rádio mais distante já registrada, localizada a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra. A descoberta, divulgada em 8 de outubro de 2026, contou com observações do Telescópio Espacial James Webb.

Assista o vídeo

O vídeo percorre a imagem capturada pela câmera NIRCam do telescópio James Webb, mostrando o campo onde foi identificada a galáxia de origem do sinal.

Sinal de rádio foi detectado quando o universo tinha apenas 3 bilhões de anos

O fenômeno recebeu o nome de FRB 20240304B e pertence à categoria das explosões rápidas de rádio, conhecidas pela sigla FRB. São emissões extremamente intensas de ondas de rádio que duram apenas alguns milissegundos.

O estudo, publicado na revista científica Science, mostrou que o sinal partiu de uma galáxia observada como era quando o universo tinha aproximadamente 3 bilhões de anos.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

A descoberta mais que dobrou o recorde anterior de distância para esse tipo de fenômeno.

Embora milhares de explosões rápidas de rádio já tenham sido identificadas, os cientistas ainda enfrentam dificuldades para explicar exatamente como elas são produzidas.

Radiotelescópios da África do Sul localizaram a explosão rápida

A primeira detecção aconteceu com o MeerKAT, um conjunto formado por 64 radiotelescópios instalados na África do Sul.

O equipamento conseguiu identificar a explosão e determinar sua posição no céu com grande precisão.

Mesmo assim, havia um problema. Quando os pesquisadores tentaram observar a região com telescópios terrestres, praticamente nada apareceu.

A principal suspeita era que a galáxia responsável pelo sinal estivesse distante demais e apresentasse brilho insuficiente para ser identificada pelos instrumentos utilizados.

Foi nesse momento que o Telescópio Espacial James Webb entrou na investigação.

Representação artística de uma explosão rápida de rádio (FRB, na sigla em inglês) atingindo a Terra, com cores que simbolizam diferentes comprimentos de onda.
(Crédito da imagem: Jingchuan Yu, Planetário de Pequim)

James Webb encontrou galáxia que outros telescópios não conseguiam enxergar

Os pesquisadores conseguiram acesso ao James Webb por meio de um programa especial de observações chamado Tempo Discricionário do Diretor.

Utilizando a câmera de infravermelho próximo, a equipe encontrou uma galáxia extremamente tênue, praticamente na mesma posição indicada pelos radiotelescópios.

Depois, o espectrógrafo de infravermelho próximo identificou sinais de hidrogênio e oxigênio.

Essas informações permitiram calcular um desvio para o vermelho de aproximadamente 2,15, confirmando a enorme distância da galáxia.

As observações também revelaram características importantes: a galáxia era relativamente pequena, apresentava baixa quantidade de elementos químicos mais pesados que hidrogênio e hélio e registrava intensa formação de estrelas.

Explosão pode ter sido provocada por uma estrela altamente magnética

Uma das hipóteses consideradas pelos pesquisadores envolve os magnetars, objetos extremamente magnéticos que podem surgir após a explosão de estrelas massivas.

A presença de intensa formação estelar na galáxia hospedeira reforça essa possibilidade, mas não comprova que um magnetar tenha produzido o sinal.

A pesquisa contou com a participação de Manisha Caleb e Themiya Nanayakkara, cientistas ligadas à Universidade de Sydney, na Austrália.

A equipe pretende continuar combinando observações de radiotelescópios terrestres com imagens do James Webb.

O próximo passo será identificar novas explosões rápidas de rádio suficientemente distantes para investigar suas galáxias de origem.

Por enquanto, a origem exata da FRB 20240304B permanece desconhecida. A descoberta, porém, confirma que essas explosões já aconteciam quando o universo tinha aproximadamente um quinto de sua idade atual.

Com informações de Livescience.

Fonte

https://www.livescience.c


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

Sair da versão mobile