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TotalEnergies vende 40% de bloco petrolífero na Nigéria, mantém controle da operação e prepara exploração de descoberta feita há 21 anos, com ligação a plataforma gigante capaz de produzir 200 mil barris por dia

TotalEnergies vende 40% de bloco petrolífero na Nigéria, mantém controle da operação e prepara exploração de descoberta feita há 21 anos, com ligação a plataforma gigante capaz de produzir 200 mil barris por dia

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TotalEnergies vende 40% de bloco petrolífero na Nigéria, mantém controle da operação e prepara exploração de descoberta feita há 21 anos, com ligação a plataforma gigante capaz de produzir 200 mil barris por dia

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 31/10/2026 às 14:26

Petróleo e Gás

Grupo

TotalEnergies negocia a venda de 40% do bloco OPL257, na Nigéria, e avalia conectar a descoberta Egina South ao FPSO Egina, que possui capacidade de produzir 200 mil barris de petróleo por dia.

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Acordo com a petrolífera nigeriana SAPETRO envolve o bloco OPL257, localizado a 150 quilômetros da costa, e abre caminho para avaliar a exploração de Egina South, descoberta em 2005, utilizando uma plataforma já existente no Atlântico.

A TotalEnergies assinou um acordo para vender 40% de sua participação no bloco de petróleo OPL257, localizado a aproximadamente 150 quilômetros da costa da Nigéria. O negócio foi anunciado em 30 de outubro de 2026 e envolve a petrolífera nigeriana South Atlantic Petroleum Limited (SAPETRO).

Conforme o comunicado oficial da TotalEnergies, após a conclusão da operação, a companhia francesa permanecerá com 50% do bloco e continuará responsável pelas atividades de exploração e produção. A SAPETRO ficará com 40%, enquanto a Conoil manterá os 10% restantes.

O objetivo vai além da reorganização societária: acelerar a avaliação de uma descoberta petrolífera realizada há mais de duas décadas.

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Descoberta de petróleo de 2005 pode ganhar novo desenvolvimento

O bloco OPL257 está localizado ao lado do PPL261, onde a TotalEnergies e seus parceiros descobriram o campo Egina South em 2005.

O reservatório se estende pelas duas áreas, criando a possibilidade de desenvolvimento conjunto.

A companhia pretende iniciar, nos próximos meses, uma campanha de avaliação na parcela do campo localizada no OPL257. Os trabalhos permitirão obter informações técnicas para decidir se o empreendimento poderá avançar para a produção comercial.

O reforço da parceria com a SAPETRO procura facilitar justamente essa etapa, considerada fundamental para avaliar o potencial econômico da descoberta.

Plataforma gigante de 200 mil barris por dia poderá receber produção

O plano da TotalEnergies considera uma conexão submarina entre Egina South e o FPSO Egina, instalado a aproximadamente 30 quilômetros da descoberta.

A unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo possui capacidade de processamento de cerca de 200 mil barris por dia e armazenamento de 2,3 milhões de barris, conforme informações do Oil & Gas Journal.

A estratégia, conhecida como tie-back, permite conectar novos reservatórios a instalações existentes, evitando a necessidade de construir outra plataforma completa.

Para a indústria offshore, essa possibilidade representa uma oportunidade de reduzir investimentos em infraestrutura e aproveitar equipamentos que já operam na região.

TotalEnergies aguarda autorizações para concluir negócio

A transferência da participação no OPL257 ainda depende de condições contratuais e aprovações regulatórias.

A empresa considera que o acordo poderá acelerar a avaliação de Egina South e permitir seu desenvolvimento caso os resultados técnicos sejam favoráveis.

A Nigéria permanece entre os principais mercados produtores da companhia. Em 2025, as operações da TotalEnergies no país alcançaram aproximadamente 188 mil barris de óleo equivalente por dia.

O próximo passo será a campanha de avaliação do reservatório. Seus resultados ajudarão a determinar se a descoberta de 2005 poderá finalmente ser conectada ao FPSO Egina e entrar em produção.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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