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Trabalhadores da LHG Mining em Corumbá (MS) viram a produção de minério de ferro subir 380% em 4 anos, de 2,5 para 12 milhões de toneladas, e a meta agora é 25 milhões até 2029 com porto de R$ 1,91 bilhão no Rio Paraguai

Trabalhadores da LHG Mining em Corumbá (MS) viram a produção de minério de ferro subir 380% em 4 anos, de 2,5 para 12 milhões de toneladas, e a meta agora é 25 milhões até 2029 com porto de R$ 1,91 bilhão no Rio Paraguai

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Trabalhadores da LHG Mining em Corumbá (MS) viram a produção de minério de ferro subir 380% em 4 anos, de 2,5 para 12 milhões de toneladas, e a meta agora é 25 milhões até 2029 com porto de R$ 1,91 bilhão no Rio Paraguai

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 22/10/2026 às 06:15

Atualizado em 22/10/2026 às 06:30

Economia

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A LHG Mining, do grupo J&F, saiu de 2,5 milhões para 12 milhões de toneladas de minério de ferro por ano em Corumbá e Ladário (MS) em quatro anos, foi eleita Empresa do Ano do Setor Mineral 2026 e agora mira 25 milhões de toneladas em 2029.

Os números foram divulgados nesta semana pelo Campo Grande News. O salto de produção equivale a um crescimento de 380% desde que a mineradora assumiu as operações em Mato Grosso do Sul, em 2022.

Para quem trabalha nas minas e no porto do oeste sul-mato-grossense, a meta seguinte é ainda maior. A companhia projeta chegar a 25 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e manganês até 2029, mais que o dobro do volume atual.

Mais de 3 mil pessoas trabalham na operação de Corumbá e Ladário

Segundo a empresa, as operações geram cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos em Mato Grosso do Sul, além de movimentar fornecedores e prestadores de serviço em Corumbá e Ladário.

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“Em quatro anos, elevamos a produção de 2,5 milhões para 12 milhões de toneladas por ano, ampliamos a geração de empregos e fortalecemos nossa presença junto às comunidades de Corumbá e Ladário”, afirmou Darlan Carvalho, presidente da LHG Mining.

O executivo completou que o prêmio reconhece essa evolução e o trabalho de mais de 3 mil colaboradores.

Porto Gregório Curvo, em Corumbá (Foto: LHG Mining / divulgação)

Prêmio saiu de votação com mais de 50 especialistas

A LHG foi eleita Empresa do Ano do Setor Mineral 2026 na categoria Crescimento, em votação promovida pela revista Brasil Mineral. As concorrentes foram selecionadas pelo corpo editorial e por um conselho consultivo.

Esse conselho reúne mais de 50 especialistas e executivos do setor mineral brasileiro. A escolha final, segundo o Campo Grande News, foi feita por votação popular.

Minério do Urucum tem teor acima de 66%

A mineradora atua nas minas de Santa Cruz e Urucum, no Maciço do Urucum. A região concentra depósitos de minério de ferro de alto teor, com concentração superior a 66% em estado natural, conforme a reportagem.

As reservas minerais da companhia somam 1,38 bilhão de toneladas, segundo a própria LHG. É essa base que sustenta, na conta da empresa, os planos de ampliação da produção para os próximos anos.

A LHG integra o grupo J&F e assumiu as operações em Mato Grosso do Sul em 2022.

Para chegar a 25 milhões, faltam 13 milhões de toneladas

Para atingir a meta de 2029, a LHG precisará acrescentar 13 milhões de toneladas à produção atual informada. Isso equivale a um crescimento adicional de aproximadamente 108% sobre o volume de hoje.

O gargalo, aqui, não está só na mina. A infraestrutura de transporte é uma das condições para esse avanço, e a capacidade de escoamento informada pela empresa hoje é praticamente igual à produção atual.

Durante seminário promovido pelo Comando do 6º Distrito Naval da Marinha, em Campo Grande, a companhia informou que a estrutura instalada permite escoar cerca de 35 mil toneladas de minério por dia, perto de 12 milhões por ano.

Área de lavra de minério de ferro em Corumbá (Foto: LHG Mining / divulgação)

Porto de R$ 1,91 bilhão vai embarcar 15 milhões de toneladas

A principal obra para destravar o crescimento é a ampliação do Terminal Privativo Gregório Curvo, em Porto Esperança, às margens do Rio Paraguai. O investimento previsto é de R$ 1,91 bilhão, para elevar a capacidade anual de embarque a 15 milhões de toneladas.

Em 2025, o terminal movimentou 5,6 milhões de toneladas de minério, segundo a Antaq. A capacidade projetada é quase três vezes esse volume, de acordo com reportagem anterior do Campo Grande News sobre o projeto.

No entanto, o Gregório Curvo não é um terminal novo. A operação portuária no local remonta à década de 1970 e hoje integra a estrutura usada pela LHG para escoar minério de ferro e manganês.

Trem até o píer e caminhões fora da BR-262

A nova estrutura terá uma pera ferroviária, virador de vagões, pátio de estocagem, 22 transportadores de correia e novo píer com carregadores de barcaças. O sistema poderá movimentar até 8 mil toneladas por hora, segundo a empresa.

Com a pera ferroviária, 100% do minério movimentado pelo terminal deverá chegar por trem. Segundo a LHG, isso retira caminhões da estrada de Porto Esperança e da BR-262, rodovia já conhecida de quem leva minério de Corumbá pela ponte do Rio Paraguai.

Conforme o cronograma do Relatório de Impacto Ambiental, a implantação das novas estruturas ocorre entre 2026 e 2029, com a operação ampliada a partir de 2029.

Obra deve chegar a 999 trabalhadores no pico

Durante as obras do terminal, a estimativa é atingir um pico de 999 trabalhadores. Na operação, o efetivo do porto deverá passar dos 194 atuais para 218 profissionais, ou seja, 24 novos postos fixos.

A ampliação está ligada à Licença de Instalação nº 486/2025, do Imasul. Em agosto, a empresa firmou termo de compromisso com R$ 21,58 milhões em compensação ambiental, destinados a unidades de conservação.

O projeto prevê dragagem de 234,6 mil metros cúbicos no rio e intervenção em cerca de 66 hectares de vegetação na área diretamente afetada.

Minério de manganês da mina de Urucum (Foto: LHG Mining / divulgação)

Barcaça leva o minério até o Uruguai

Depois do porto, a carga segue pela Hidrovia do Paraguai. Segundo a LHG, cerca de 2,5 milhões de toneladas ficam no mercado interno, e o restante vai para exportação.

No Uruguai, o minério passa das barcaças para navios Panamax, de até 75 mil toneladas. Em alto-mar, há novo transbordo para navios Capesize, de até 150 mil toneladas, que seguem para mercados como China e Europa.

Enquanto isso, a frota também cresce. A LHG começou no estado com 18 rebocadores e 252 barcaças e espera chegar a 2028 com 49 rebocadores e cerca de 700 embarcações, segundo o diretor-geral de Navegação, Iclair Macarello.

O que muda para Corumbá e Ladário

Dá pra entender o peso da meta para a região. Mais minério significa mais trem, mais barcaça no rio e mais gente nas obras do porto, numa região onde mineração e hidrovia andam juntas.

Você acredita que a LHG Mining consegue dobrar a produção e chegar a 25 milhões de toneladas em Corumbá até 2029?

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Fontes

LHG Mining quer chegar a 25 mi de toneladas de minério até 2029

LHG Mining vai ampliar terminal em Corumbá por R$ 1,91 bi


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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