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Trabalhadores de Itaguaí (RJ) podem disputar até 3 mil vagas no pico das obras do porto de minério de R$ 3,6 bilhões da Cedro, que recebeu aval ambiental e vai embarcar cerca de 15 milhões de toneladas por ano

Trabalhadores de Itaguaí (RJ) podem disputar até 3 mil vagas no pico das obras do porto de minério de R$ 3,6 bilhões da Cedro, que recebeu aval ambiental e vai embarcar cerca de 15 milhões de toneladas por ano

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Trabalhadores de Itaguaí (RJ) podem disputar até 3 mil vagas no pico das obras do porto de minério de R$ 3,6 bilhões da Cedro, que recebeu aval ambiental e vai embarcar cerca de 15 milhões de toneladas por ano

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 15/10/2026 às 06:07

Atualizado em 15/10/2026 às 06:20

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A comissão ambiental do Rio aprovou a licença do Porto do Meio, terminal de minério de ferro da Cedro Participações encaixado entre a Vale e a CSN, e o passo seguinte é contratar três anos de obras com frentes de construção civil, dragagem e montagem na cidade fluminense.

A comissão estadual aprovou a licença na terça, mas a emissão ainda depende de um termo

Segundo o Poder360 e a CNN Brasil, a Comissão Estadual de Controle Ambiental do Rio de Janeiro aprovou na terça-feira, 13 de outubro, a emissão da Licença Ambiental Integrada do terminal.

O detalhe pesa. Conforme a CNN Brasil, a licença só sai depois que a Cedro assinar um termo de compromisso ambiental. Ou seja, a aprovação ainda não virou documento entregue.

Por isso, o número da licença e o prazo de validade não apareceram nas reportagens. Além disso, a empresa não divulgou quando as primeiras máquinas entram no canteiro de Itaguaí.

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Ainda assim, a decisão destrava a fase seguinte. De acordo com as duas reportagens, a Cedro começa a contratar as obras assim que concluir a etapa ambiental.

A Cedro arrematou a área ITG02 em leilão federal e assinou arrendamento de 35 anos

A história do terminal começou quase dois anos antes. Segundo o Poder360, a Cedro venceu em dezembro de 2024 o leilão federal da área ITG02, dentro do Porto de Itaguaí.

Em seguida, em fevereiro de 2025, veio o contrato de arrendamento. O prazo é de 35 anos, renovável por igual período, um horizonte que atravessa gerações de trabalhadores da região.

Porto de Itaguaí, na baía de Sepetiba. Foto: Marinha do Brasil (CC BY-SA 2.0), via Wikimedia Commons

O terminal vai ocupar 250 mil metros quadrados entre as instalações da Vale e da CSN

Conforme o Poder360, o empreendimento vai ocupar cerca de 250 mil m² no Porto de Itaguaí, entre as instalações da Vale e da CSN, duas vizinhas de peso no setor.

A estrutura prevista inclui pátio de estocagem e berço de atracação para navios. Assim, o minério chega por terra, fica no pátio e depois segue para o porão das embarcações.

Olhando assim, a escolha do lugar faz sentido. O terreno fica entre dois terminais já instalados, e o novo porto entra num trecho do litoral que a cadeia mineral conhece bem.

Os trilhos da MRS vão ligar o Porto do Meio ao Quadrilátero Ferrífero

Segundo o Poder360 e a CNN Brasil, o terminal terá conexão com a malha ferroviária da MRS Logística, que liga o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, ao litoral fluminense.

É essa ligação que dá sentido ao projeto. Afinal, o minério extraído em Minas precisa de um caminho contínuo até o navio para seguir viagem rumo à exportação.

Além disso, a Cedro afirma que o terminal vai atender a produção própria, mas ficará disponível para outras mineradoras, como rota alternativa de exportação pelo Rio de Janeiro.

Obras de três anos vão juntar dragagem, construção civil e montagem eletromecânica

De acordo com as reportagens, as obras devem durar cerca de 3 anos. O pacote inclui construção civil, dragagem, instalação de equipamentos portuários e montagem eletromecânica no terreno arrendado.

Dá pra entender por que o pico de contratação não acontece de uma vez. Cada frente chama um perfil diferente de trabalhador, e as etapas se sucedem ao longo do canteiro.

Projeção do terminal Porto do Meio. Imagem: Divulgação Cedro Participações, via Poder360

A Cedro estima até 3 mil empregos no pico das obras e 256 na operação

Segundo o Poder360, o projeto deve gerar até 3.000 empregos diretos e indiretos no pico das obras. A estimativa vem da própria empresa e não separa quantos postos serão diretos.

Depois que o terminal ficar pronto, o quadro encolhe. A previsão é de 256 empregos diretos na operação, bem menos que no canteiro, mas ligados a um contrato de 35 anos.

Para quem mora em Itaguaí e nas cidades vizinhas, o recado é de atenção ao calendário. As vagas dependem da contratação das obras, que só começa depois da etapa ambiental.

Até aqui, as reportagens não citam nenhuma empreiteira contratada para o canteiro. Portanto, qualquer promessa de vaga aberta neste momento corre à frente do cronograma da própria empresa.

A arrecadação municipal projetada com o terminal chega a R$ 1,2 bilhão

Além dos empregos, o Poder360 informa uma projeção de R$ 1,2 bilhão em arrecadação municipal ligada ao projeto. No entanto, as reportagens não dizem em quantos anos esse valor viria.

Para uma prefeitura, receita de porto costuma ter fôlego longo. Mesmo assim, o ritmo dessa entrada depende do cronograma real das obras e do início efetivo da operação.

Investimento de R$ 3,6 bilhões sustenta capacidade inicial de cerca de 15 milhões de toneladas

O investimento estimado chega a R$ 3,6 bilhões, segundo Poder360, CNN Brasil e Portos e Navios. Já a capacidade inicial gira em torno de 15 milhões de toneladas por ano.

Há uma pequena diferença entre as fontes. Enquanto a CNN fala em 15 milhões de toneladas anuais, o Poder360 descreve uma capacidade inicial abaixo desse patamar.

A Cedro quer chegar a 20 milhões de toneladas por ano em Minas até 2032

O porto conversa com um plano de produção. Segundo a CNN Brasil, a Cedro produz hoje 2,5 milhões de toneladas de minério bruto em Mariana e 4,5 milhões em Nova Lima.

A meta declarada é chegar a 20 milhões de toneladas por ano em Minas Gerais até 2032. Assim, o terminal fluminense vira a porta de saída desse volume maior.

“Temos metas de produzir mais minério, e o terminal é vital para o nosso plano de crescimento até o início da próxima década”, afirmou José Carlos Martins, presidente do conselho da Cedro.

Conforme a CNN Brasil, Martins também disse em nota que o projeto “é fruto da nossa avaliação para os próximos anos nos setores portuário e mineral no Brasil”.

A mina de Mariana ganhou aval ambiental semanas antes do terminal

A aprovação em Itaguaí não veio sozinha. Conforme a CNN Brasil, semanas antes a Cedro obteve aval ambiental para expandir a mina de Mariana, projeto de R$ 3,5 bilhões.

A expansão prevê processar 10 milhões de toneladas por ano. Dessa forma, a empresa avança nas duas pontas da cadeia, a extração em Minas e o embarque no Rio.

O início das obras e da primeira carga ainda não tem data confirmada

O que ainda falta é calendário. As reportagens não trouxeram data para o início das obras nem para o primeiro navio carregado, e a empresa não divulgou esse cronograma.

Por enquanto, o passo concreto é a assinatura do termo de compromisso ambiental. Só depois disso a licença sai formalmente e a Cedro pode fechar os contratos do canteiro.

A gente vê que, entre aprovar uma licença e embarcar a primeira carga, existe um caminho longo. De fato, a decisão desta semana é só o primeiro sinal oficial de avanço.

Os números informados pela empresa aparecem na reportagem do Poder360 sobre o aval ambiental ao porto, que detalha a área, a ferrovia e os empregos previstos.

O que você acha: o novo terminal vai mesmo abrir até 3 mil vagas para quem mora em Itaguaí e região?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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