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Trabalhadores do Estaleiro Rio Grande (RS) batem a quilha do primeiro de 4 navios Handymax da Transpetro seis meses depois de cortar o aço, com mais de 500 profissionais mobilizados no ano
Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 16/10/2026 às 13:36
Atualizado em 16/10/2026 às 13:50
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O batimento de quilha do primeiro navio Handymax da Transpetro, feito na quinta-feira (15) no Estaleiro Rio Grande, abre a construção do casco de uma série de quatro embarcações de 16 mil TPB e fecha um ciclo que começou em abril, quando o aço passou a ser processado no estaleiro gaúcho.
Cerimônia no Estaleiro Rio Grande marca o início formal do primeiro casco
Segundo a Agência Brasil, o Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, iniciou nesta quinta-feira, 15 de outubro, a construção do primeiro de quatro navios Handymax encomendados pela Transpetro.
O marco foi a cerimônia de batimento de quilha, o início formal da construção do casco. O estaleiro é operado pela Ecovix.
A data também foi registrada pela Agência iNFRA, pela Portos e Navios e pela Petronotícias. As quatro reportagens tratam a quilha como o ponto em que o projeto deixa de ser encomenda no papel e passa a ter casco em construção.
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Os navios fazem parte do Programa Mar Aberto. De acordo com a Agência iNFRA e a Petronotícias, a encomenda foi feita por meio do Consórcio Marenova.
Mais de 500 profissionais foram mobilizados no estaleiro gaúcho neste ano
A cerimônia teve rosto de chão de fábrica. Conforme as reportagens, o estaleiro mobilizou mais de 500 profissionais ao longo deste ano para tocar a obra.
É esse contingente que transforma chapa em bloco e bloco em casco. Agora, com a quilha batida, a montagem do primeiro navio passa a avançar sobre uma base física.
As fontes não detalham quantos desses trabalhadores estão alocados só na série Handymax e quantos atendem às outras encomendas da Ecovix.
Seis meses separam o processamento do aço, em abril, da quilha de outubro
O processamento do aço para os navios começou em abril. A quilha veio seis meses depois, em 15 de outubro.
Esse intervalo cobre a fase menos visível da construção naval, quando o material é preparado antes de o casco começar a ganhar forma.
Em seguida, o ritmo da obra passa a ser medido pela montagem do casco, e não mais pela chegada de insumos.
Carga de 11 mil toneladas de aço da Indonésia chegou a Rio Grande em julho
No meio desse caminho, houve uma descarga que chamou atenção. Segundo a Agência iNFRA, 11 mil toneladas de aço vindas da Indonésia foram descarregadas no estaleiro em julho.
O Click Petróleo e Gás registrou essa etapa em 10 de julho, quando o aço importado chegou para a construção dos navios da Transpetro.
A Petronotícias, por sua vez, menciona uma nova descarga de 11 mil toneladas na mesma quinta-feira da quilha. Como a informação diverge da Agência iNFRA, esta reportagem mantém a data de julho, a única com registro anterior confirmado.
Navios de 16 mil TPB vão levar diesel marítimo, diesel S10, S500 e gasolina de aviação
Cada Handymax terá capacidade de 16.000 TPB, a tonelagem de porte bruto, conforme a Agência iNFRA e a Petronotícias.
De acordo com a Agência Brasil, as embarcações vão transportar derivados claros: diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação.
Ou seja, são navios para a cabotagem de combustíveis que já circulam no dia a dia do país, do tanque do caminhão ao abastecimento de aeronaves.
Da quilha à primeira entrega, a conta indica entre dois e três anos de obra
Nenhuma das reportagens monta a sequência completa. Cruzando as três fontes e o acervo do portal, a linha do tempo fica assim.
Abril de 2026: começa o processamento do aço. Julho: chegam as 11 mil toneladas da Indonésia. Outubro: quilha do primeiro casco. Primeiro semestre de 2029: primeira entrega, prevista segundo a Portos e Navios.
Pela conta desta reportagem, entre a quilha de 15 de outubro e o fim do primeiro semestre de 2029 há algo entre dois e três anos. Desde o início do processamento do aço, o prazo chega perto de três anos.
O dado indica que a cerimônia desta semana fica mais perto do começo do que do fim da obra. A maior parte do trabalho no primeiro casco ainda está pela frente.
Quatro cascos somam 64 mil TPB de capacidade nova para a frota própria da Transpetro
A segunda conta é direta. Quatro navios de 16 mil TPB cada somam 64.000 TPB de capacidade nova para a frota própria da Transpetro, em cálculo da reportagem.
Esse total vale para a série completa. Até agora, só o primeiro casco teve a quilha batida.
Os outros três ainda dependem do avanço da obra, e as reportagens não trazem datas para as quilhas seguintes nem para as demais entregas.
Estaleiro já comprou mais de 65% dos equipamentos que vão para os navios
Uma parte relevante da obra já está resolvida fora do casco. Segundo as reportagens, mais de 65% dos equipamentos dos navios já foram adquiridos.
Com dois terços das compras feitas antes mesmo da quilha, sobra menos a contratar nas fases seguintes. As fontes, contudo, não listam quais itens já estão contratados.
Encomenda de quatro Handymax é parte de uma carteira de 13 embarcações
Os Handymax não são a única encomenda da Transpetro no estaleiro. Conforme a Agência Brasil, a Ecovix tem 13 embarcações encomendadas pela estatal.
São quatro Handymax, cinco navios-tanque pressurizados para GLP e derivados e quatro navios do tipo MR1.
Assim, a quilha desta semana representa o início de pouco menos de um terço da carteira, já que 4 de 13 encomendas são da classe Handymax.
O valor do contrato dos quatro Handymax não aparece de forma confirmada nas fontes abertas consultadas, e por isso não entra nesta reportagem.
Conjunto das 13 encomendas pode gerar até 5 mil empregos diretos e indiretos
A Agência Brasil e a Petronotícias citam a geração de até 5 mil empregos diretos e indiretos.
O número, porém, é uma estimativa e se refere ao conjunto das 13 embarcações, e não apenas aos quatro Handymax.
Por isso, os mais de 500 profissionais mobilizados neste ano e os 5 mil empregos estimados medem coisas diferentes. O primeiro é o que já está no estaleiro. O segundo é o teto projetado para toda a carteira, ao longo de anos de obra.
Transpetro fala em retomada da frota própria e Ecovix destaca capacidade do estaleiro
Na cerimônia, Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, ligou a obra a uma mudança de rota da empresa.
“A construção desses navios representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria”, afirmou, segundo a Agência Brasil e a Agência iNFRA.
Do lado do estaleiro, o CEO da Ecovix, Robson Passos, falou sobre o lugar. “O dia de hoje concretiza a força e a capacidade do Estaleiro Rio Grande”, disse, de acordo com a Petronotícias.
Os detalhes da encomenda estão na reportagem da Agência Brasil sobre o início da construção dos navios da Transpetro em Rio Grande.
A partir de agora, o calendário fica fácil de acompanhar: as próximas quilhas da série e a primeira entrega, prevista para o primeiro semestre de 2029.
E você, acha que o Estaleiro Rio Grande consegue entregar o primeiro Handymax da Transpetro no prazo previsto para 2029?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

