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Transportadores já encomendaram 1.500 carretas da Série Avant antes da Fenatran: a Librelato pôs R$ 65 milhões na nova linha, que tem solda 100% robotizada nos graneleiros e substitui a Evolut em março de 2027

Transportadores já encomendaram 1.500 carretas da Série Avant antes da Fenatran: a Librelato pôs R$ 65 milhões na nova linha, que tem solda 100% robotizada nos graneleiros e substitui a Evolut em março de 2027

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Transportadores já encomendaram 1.500 carretas da Série Avant antes da Fenatran: a Librelato pôs R$ 65 milhões na nova linha, que tem solda 100% robotizada nos graneleiros e substitui a Evolut em março de 2027

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 28/10/2026 às 01:40

Atualizado em 28/10/2026 às 01:50

Logística e Transporte

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A Librelato investiu R$ 65 milhões em dois anos para criar a Série Avant, a nova geração de carretas que substitui a linha Evolut a partir de março de 2027, e chega à Fenatran com cerca de 1.500 unidades já encomendadas na pré-venda.

A pré-venda foi aberta há duas semanas para uma carteira de cerca de 4 mil clientes ativos da fabricante catarinense, segundo a AutoIndústria, que publicou os números nesta terça-feira (27).

O volume já vendido equivale a cerca de metade da produção prevista para o primeiro trimestre de 2027, disse João Librelato, diretor comercial e de marketing da empresa.

A meta na Fenatran é vender 3 mil carretas, R$ 450 milhões em pedidos

A Série Avant será apresentada na Fenatran 2026, de 9 a 13 de novembro. É na feira que a empresa espera engordar a carteira de pedidos da nova linha.

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“Nossa expectativa é de vender 3 mil unidades na feira”, afirmou João Librelato à AutoData. Pelo preço médio dos produtos, isso representaria cerca de R$ 450 milhões em vendas.

Na conta da própria empresa, só esse volume já pagaria o investimento na nova série. Na edição anterior da Fenatran, a Librelato fechou negócio para 2.450 carretas.

Os graneleiros saem com 100% da solda feita por robôs

Os R$ 65 milhões foram divididos entre o desenvolvimento dos produtos e a modernização das linhas de produção. Entraram robôs, ferramentas, equipamentos, melhorias de ergonomia, testes de campo e softwares de simulação.

“Hoje a linha graneleira da Librelato tem 100% da soldada feita por robôs”, disse Rodrigo Corso, diretor de manufatura, à AutoData.

A automação também avançou nos componentes dos basculantes e na fabricação de tanques de combustível. Na linha de tanques, três robôs fazem etapas da soldagem do corpo do equipamento e de seus componentes.

Semirreboque graneleiro da Librelato (Foto: Librelato, reprodução/AutoIndústria)

A carreta ganha caixa de cozinha com geladeira e lanterna maior

Para quem dirige, a novidade mais visível é a caixa de cozinha com geladeira, inédita na linha. É o espaço onde o motorista guarda a comida nas viagens longas.

As lanternas cresceram de 33 para 43 centímetros e ganharam o desenho do logotipo da empresa. A carreta passa a ter iluminação por baixo em todo o contorno e uma cor cinza fosca exclusiva da série.

Nos baús, furgões e siders, as paredes internas dianteiras foram reforçadas. A ideia é evitar que a carga invada a cabine numa frenagem brusca. A leveza da geração anterior foi mantida como prioridade.

São mais de 40 mil configurações para agro, indústria e consumo

Com as novas células robóticas, as linhas ficaram mais flexíveis. A Librelato diz oferecer ao transportador mais de 40 mil configurações e versões no portfólio.

A lista inclui semirreboques graneleiros, basculantes, furgões frigoríficos, baús, siders, tanques e florestais. Eles atendem do agronegócio à indústria e ao transporte de bens de consumo.

A troca da Evolut pela Avant será gradual. As primeiras entregas da nova linha estão previstas para março de 2027, e a substituição vai alcançar todo o portfólio da fabricante.

A fábrica faz até 900 carretas por mês e aguenta 70 por dia

Hoje a Librelato produz de 850 a 900 implementos por mês. A capacidade instalada é de até 70 unidades por dia, segundo a AutoData.

A empresa quer usar essa folga para atender ao aumento de pedidos sem depender, neste primeiro momento, de grandes obras de expansão industrial.

Ou seja, se a Fenatran confirmar as 3 mil encomendas, o primeiro teste da Série Avant vai ser o ritmo da própria linha de montagem.

A empresa cresce 6,5% num mercado parado, puxada pela exportação

A dois meses do fim do ano, a Librelato soma 10.500 unidades entregues, alta de 6,5%. O mercado total de semirreboques deve empatar com o ano passado, em leve alta de 0,1%.

A diferença vem de fora. A empresa espera fechar o ano com exportações 35% a 40% maiores e mais de mil carretas embarcadas, principalmente para Argentina e Paraguai, segundo a AutoIndústria.

Quem vende para o vizinho sente menos o freio do mercado interno. É essa vantagem que a fabricante tenta levar agora para a nova linha.

Frotas sem renovar há três anos devem voltar às compras, diz o diretor

João Librelato prefere não cravar uma meta para o primeiro ano da Série Avant. Ele aposta, porém, que a frota envelhecida vai obrigar o transportador a comprar mesmo com os juros altos.

“Muitas empresas estão sem renovar há três anos. Independentemente das taxas elevadas de juros, será necessário investir devido ao elevado custo operacional que devem estar enfrentando”, disse à AutoIndústria.

A Fenatran deste ano vem cheia de lançamentos para esse cliente, como o G430 da Scania, que também quer vender 3 mil caminhões na feira.

As locadoras de caminhão também voltaram a comprar

O otimismo não é só da Librelato. Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas de caminhões da Mercedes-Benz, disse à AutoData que as locadoras de pesados retomaram as compras.

Segundo ele, o segmento ficou cerca de seis meses quase sem comprar, entre o fim de 2025 e o primeiro semestre, pressionado pelos juros e pelas frotas devolvidas por transportadoras em recuperação judicial.

“De três a quatro meses para cá, no entanto, vimos as empresas voltando ativamente às compras”, afirmou. Para quem fabrica carreta, cliente de locadora também é cliente.

O que a Librelato ainda não disse sobre a Série Avant

A fabricante não divulgou o preço das carretas da nova linha nem quanto elas custam a mais que a Evolut. O valor médio usado na conta dos R$ 450 milhões também não foi detalhado, nem quantas das 1.500 encomendas vieram de clientes novos.

A gente vai saber na feira se a meta de 3 mil unidades se confirma.

Para quem puxa carga, vale mais uma carreta com geladeira, lanterna maior e solda de robô, ou o preço continua decidindo a compra? Conte nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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