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Trump anuncia exploração massiva de petróleo na Groenlândia, mas governo local contesta previsão de início das atividades

Trump anuncia exploração massiva de petróleo na Groenlândia, mas governo local contesta previsão de início das atividades

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Trump anuncia exploração massiva de petróleo na Groenlândia, mas governo local contesta previsão de início das atividades

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 14/10/2026 às 18:37

Atualizado em 14/10/2026 às 18:38

Petróleo e Gás

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Trump anuncia exploração massiva de petróleo na Groenlândia, mas governo local contesta previsão de início das atividades. (imagem ilustrativa)

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Trump anuncia exploração massiva de petróleo na Groenlândia, mas governo local contesta previsão de início das atividades.

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (14 de outubro de 2026) que uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais deverá começar em breve na Groenlândia. O anúncio, divulgado nas redes sociais, ocorreu após um acordo de segurança firmado com a Dinamarca e o território groenlandês. Entretanto, conforme reportagem publicada pela CNN Brasil, uma autoridade local contestou a previsão, afirmando que as atividades existentes ainda estão distantes da dimensão apresentada pelo republicano.

Trump não revelou quais empresas participariam dos empreendimentos, tampouco especificou áreas ou estabeleceu um calendário para os trabalhos. A declaração recolocou os recursos naturais da Groenlândia no centro dos interesses norte-americanos, assunto que acompanha o presidente desde seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021.

Autoridade da Groenlândia contesta previsão de exploração em larga escala

A promessa de uma expansão iminente das atividades petrolíferas foi questionada pelo vice-ministro de Mineração da Groenlândia, Jørgen Hammeken-Holm. Em declaração à CNN, divulgada nesta quarta-feira (14), o representante reconheceu a existência de iniciativas exploratórias menores, inclusive com participação de empresas americanas, mas afirmou que elas ainda podem levar anos para entrar em operação.

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O território também enfrenta restrições regulatórias relacionadas ao setor petrolífero. Em junho de 2021, o governo groenlandês decidiu suspender sua estratégia para o petróleo e interromper futuras iniciativas de prospecção, medida divulgada oficialmente em julho daquele ano. A decisão foi motivada por preocupações ambientais, climáticas e econômicas, sem extinguir automaticamente os direitos de exploração anteriormente concedidos.

Além das restrições, existem exigências que precisam ser atendidas antes da realização de novas perfurações. Entre os procedimentos previstos para os projetos estão:

Um exemplo das dificuldades para cumprir essas etapas envolve a White Flame Energy, que possui licenças petrolíferas em Jameson Land, no leste da Groenlândia. Em comunicado publicado em 12 de agosto de 2026, o governo local informou que as perfurações propostas pela empresa para o inverno de 2026/2027 não poderiam ocorrer naquele período, porque os procedimentos necessários à autorização não seriam concluídos a tempo.

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Acordo com Dinamarca prevê expansão militar, mas não autoriza exploração de petróleo

O anúncio de Trump ocorreu menos de um mês depois da assinatura de um acordo de segurança envolvendo Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia. O documento foi firmado em 22 de setembro de 2026, após meses de tensões provocadas pelas declarações do presidente norte-americano, que chegou a ameaçar assumir o controle da ilha pela força.

Conforme o comunicado oficial divulgado pelo governo da Dinamarca, o entendimento busca reforçar a segurança no Ártico e no Atlântico Norte. O acordo reconhece a soberania do Reino da Dinamarca e o direito dos groenlandeses à autodeterminação, enquanto sua entrada em vigor depende da conclusão dos procedimentos parlamentares necessários.

Entre as medidas previstas estão a modernização e a ampliação das atividades militares americanas na Base Espacial de Pituffik, além da possibilidade de estabelecer novas áreas de defesa em Narsarsuaq e Mestersvig. As disposições constam no texto integral do acordo publicado pela Casa Branca.

Entretanto, o entendimento não concede aos Estados Unidos direitos especiais para explorar petróleo ou gás na Groenlândia. Essa distinção também foi destacada pela agência Associated Press, em reportagem publicada em 14 de outubro. Assim, a expansão da presença militar não representa uma autorização automática para novos projetos de exploração de combustíveis fósseis.

Trump relaciona petróleo e minerais à segurança dos Estados Unidos

Ao anunciar a possibilidade de ampliar a exploração de recursos naturais, Trump destacou a importância econômica e militar da Groenlândia. Em publicação na rede Truth Social, o presidente alegou que a ilha possui uma quantidade excepcionalmente elevada de petróleo de acesso relativamente fácil, embora não tenha apresentado dados técnicos que comprovassem essa avaliação.

Os recursos mencionados pelo republicano incluem combustíveis fósseis e minerais utilizados pelas indústrias tecnológica e militar. A posição geográfica da Groenlândia também amplia o interesse norte-americano pelo território, especialmente diante da rivalidade estratégica dos Estados Unidos com Rússia e China.

Trump argumentou ainda que a ilha oferece vantagens para detectar e enfrentar possíveis ameaças contra os Estados Unidos. Segundo o presidente, sua localização proporciona condições importantes de vigilância e resposta militar, incluindo a possibilidade de interceptar drones, mísseis e outros armamentos.

A Groenlândia já desempenha funções estratégicas nesse setor. Conforme informações apresentadas pela Associated Press, a Base Espacial de Pituffik apoia operações norte-americanas relacionadas ao alerta de mísseis, à defesa antimísseis e à vigilância espacial, atividades relevantes para a segurança dos Estados Unidos e de seus aliados.

Apesar da dimensão atribuída por Trump aos recursos naturais da Groenlândia, a exploração massiva anunciada permanece sem cronograma público, identificação dos projetos ou definição das empresas responsáveis. As exigências regulatórias, as limitações de infraestrutura e a avaliação das autoridades locais mostram que transformar a promessa em operações concretas dependerá de etapas que não foram esclarecidas pelo presidente.

Fonte

SBT News


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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