Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Turquia envia plataforma de quase 300 metros ao Mar Negro para dobrar produção de gás em Sakarya e atender 8 milhões de residências em 2027

Turquia envia plataforma de quase 300 metros ao Mar Negro para dobrar produção de gás em Sakarya e atender 8 milhões de residências em 2027

Faça um comentário

4 min de leitura

Turquia envia plataforma de quase 300 metros ao Mar Negro para dobrar produção de gás em Sakarya e atender 8 milhões de residências em 2027

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 19/10/2026 às 09:01

Atualizado em 19/10/2026 às 09:47

Setor Offshore

Grupo

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Osman Gazi deverá operar por 20 anos a cerca de 170 quilômetros da costa, processando gás no mar antes de enviá-lo por dutos à rede nacional.

A Turquia enviou a plataforma flutuante Osman Gazi ao campo de Sakarya, no Mar Negro, para ampliar a produção de gás natural, segundo comunicado do Ministério de Energia e Recursos Naturais publicado em 17 de outubro de 2026. Com a nova etapa, o governo pretende elevar a capacidade total do campo para 20 milhões de metros cúbicos por dia em 2027.

A unidade deixou o porto de Filyos, na província de Zonguldak. Antes da partida, o Turkey Daily News já apontava a instalação como peça central da segunda fase de Sakarya.

Até então, o processamento da primeira fase se concentrava em terra. Agora, a Osman Gazi permitirá realizar parte desse trabalho no mar, antes de enviar o combustível à costa.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Uma instalação industrial com quase 300 metros

A plataforma tem 298,5 metros de comprimento, 56 metros de largura e capacidade para 140 profissionais. A bordo, os equipamentos receberão e processarão o gás dos poços submarinos.

Depois do tratamento, o combustível seguirá por tubulações até Filyos. Dali, entrará no sistema nacional de abastecimento.

A previsão é manter a unidade no local durante 20 anos. Ao longo desse período, porém, a instalação continuará dependendo de inspeções, manutenção e apoio logístico para operar.

Expansão pretende dobrar o abastecimento residencial

Segundo o ministério, a primeira fase de Sakarya alcançou cerca de 9,5 milhões de metros cúbicos diários com 12 poços. Já a segunda fase acrescentará dez poços ao sistema.

Com essa ampliação, o governo estima aumentar de quatro milhões para oito milhões o número de residências atendidas pelo gás doméstico.

É importante observar que a meta de 20 milhões de metros cúbicos por dia corresponde ao conjunto do campo após a expansão. Portanto, esse volume não representa a produção exclusiva da Osman Gazi.

Da mesma forma, a estimativa de residências atendidas depende do avanço da produção e das condições de consumo.

Partida abre caminho para instalação e testes

Embora a plataforma tenha deixado o porto, a operação comercial ainda exige outras etapas. Primeiro, será necessário posicionar a unidade e concluir as conexões com a infraestrutura submarina.

Em seguida, os sistemas passarão pelos procedimentos de preparação e testes. O cronograma divulgado prevê a primeira queima de gás na torre de flare até o fim de 2026 e o início da produção em 2027.

Assim, o deslocamento da unidade não deve ser confundido com a entrega imediata de combustível. Em projetos desse porte, poços, processamento e transporte precisam funcionar de forma integrada.

Processamento passa a ocorrer perto dos poços

Na primeira fase, o gás seguia até a instalação terrestre de Filyos para tratamento. Com a Osman Gazi, parte do processamento acontecerá a aproximadamente 170 quilômetros da costa.

Essa mudança leva equipamentos industriais para perto da área produtora. Por outro lado, acrescenta exigências de operação e manutenção em ambiente marítimo.

Por isso, os sistemas de controle precisam acompanhar as condições do processo e manter o combustível dentro dos parâmetros necessários ao transporte.

A tecnologia embarcada terá papel central nessa etapa. Ainda assim, a unidade continuará ligada à infraestrutura costeira responsável por encaminhar o gás aos consumidores.

Governo estima contribuição anual de US$ 3,5 bilhões

Além do aumento da oferta, o ministro Alparslan Bayraktar projetou uma contribuição econômica anual de aproximadamente US$ 3,5 bilhões, considerando os preços utilizados na avaliação.

Esse valor, contudo, é uma estimativa. O resultado dependerá da quantidade efetivamente produzida e das condições do mercado de gás.

Portanto, a projeção não equivale a lucro líquido nem a receita já realizada. Seu significado está no potencial econômico atribuído pelo governo à nova operação.

A expansão busca reduzir a necessidade de importações. Mesmo assim, o crescimento de Sakarya não torna o país autossuficiente, pois a demanda também inclui indústria e outros consumidores.

O próximo marco será a conclusão do comissionamento. A partir daí, o desenvolvimento do campo poderá avançar para a produção regular prevista no cronograma.

Fonte

Ministério de Energia


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

Sair da versão mobile