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UFPE terá novo centro de pesquisas de 7 mil m² após incêndio; investimento previsto é de R$ 28 milhões
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 13/10/2026 às 18:54
Atualizado em 13/10/2026 às 18:55
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Após incêndio com prejuízo estimado em R$ 100 milhões, governo anuncia novo centro de pesquisas de R$ 28 milhões para a UFPE, com 7 mil m².
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deverá receber um novo centro de pesquisas após o incêndio que destruiu um prédio no campus, na Zona Oeste do Recife. O anúncio foi feito na quinta-feira (8 de outubro de 2026) pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, que apresentou uma previsão de R$ 28 milhões para a construção. Segundo a reitoria, o fogo provocou prejuízos estimados em R$ 100 milhões, além da perda de trabalhos científicos desenvolvidos ao longo de 20 anos.
O edifício atingido era a antiga sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), onde funcionavam laboratórios de informática, fármacos e genética. O espaço também abrigava o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Além de substituir as instalações destruídas, o governo federal anunciou recursos para recomprar os equipamentos afetados e medidas destinadas a permitir a continuidade das atividades acadêmicas.
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Investigação depende de reforço estrutural para avançar no prédio destruído
Antes que os peritos possam examinar diretamente o interior da edificação, será necessário garantir condições seguras de acesso. A Polícia Federal, responsável pela investigação, iniciou os levantamentos com equipamentos capazes de alcançar áreas consideradas perigosas para a entrada das equipes.
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De acordo com o delegado regional executivo Rodrigo Bastos, robôs e drones foram utilizados para produzir imagens e coletar informações sobre os danos. A primeira etapa dos trabalhos foi concluída, mas o ingresso dos peritos depende de intervenções na estrutura e de uma avaliação que confirme a segurança do imóvel.
A investigação busca determinar a origem das chamas e esclarecer o que aconteceu antes do incêndio. Algumas pessoas foram ouvidas na quinta-feira (8), e a corporação informou que instauraria um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, incluindo a possibilidade de ocorrência de crime.
O trabalho também contará com profissionais especializados do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. Esses peritos deverão atuar em conjunto com as equipes de Pernambuco, levando equipamentos específicos para auxiliar na análise do local.
Bolsas de pesquisa e cooperação internacional estão entre as medidas anunciadas
A perda dos laboratórios também comprometeu as condições de trabalho de estudantes envolvidos em projetos científicos. Para reduzir os impactos sobre a formação acadêmica, o Ministério da Educação anunciou iniciativas voltadas à manutenção das pesquisas e ao apoio aos alunos afetados.
Entre as providências apresentadas pelo ministro estão:
- Prorrogação das bolsas: estudantes vinculados às pesquisas realizadas no edifício incendiado terão seus benefícios estendidos.
- Chamamento especial para doutorandos: pesquisadores em fase de conclusão de suas teses poderão participar do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), com a possibilidade de desenvolver parte dos estudos fora do país.
- Apoio de instituições estrangeiras: laboratórios na Alemanha, nos Estados Unidos e na França estão entre as alternativas mencionadas pelo ministro, que informou haver compromissos de cooperação com a UFPE.
A participação no programa internacional representa uma possibilidade de continuidade dos trabalhos, não uma transferência automática dos estudantes. A proposta é oferecer condições para que parte das atividades científicas possa prosseguir mesmo com a perda das instalações utilizadas anteriormente.
Três incêndios atingiram a UFPE em uma semana
A destruição do prédio de pesquisas ocorreu depois de outros dois incêndios registrados na universidade em um intervalo de poucos dias. As ocorrências anteriores atingiram laboratórios diferentes e, conforme as informações divulgadas pela instituição, não deixaram vítimas.
O primeiro episódio aconteceu em 30 de setembro, no Departamento de Física. A suspeita apresentada pela UFPE é de que as chamas tenham começado em uma câmara de alta temperatura utilizada para aquecer substâncias durante atividades laboratoriais.
Já no domingo, 4 de outubro, outro incêndio atingiu o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, localizado no Centro de Biociências. Também não houve registro de feridos. O episódio que destruiu a antiga sede da Dine foi o terceiro caso identificado no campus naquele período.
Novo prédio terá mais que o dobro da área das instalações atingidas
Enquanto a investigação prossegue, o Ministério da Educação planeja substituir o espaço perdido por uma instalação de maiores dimensões. Segundo Leonardo Barchini, o projeto executivo já está concluído e utiliza como referência um centro de pesquisas da UFPE situado em Sertânia, no Sertão de Pernambuco.
A diferença de tamanho é significativa: o imóvel destruído possuía aproximadamente 3 mil metros quadrados, enquanto a nova construção deverá alcançar 7 mil metros quadrados. A ampliação prevista permitirá reunir os laboratórios em um edifício maior, projetado para receber as atividades anteriormente desenvolvidas no local.
O investimento estimado em R$ 28 milhões corresponde à construção da nova estrutura. A reposição dos equipamentos será tratada em outra frente de recursos, com participação do Ministério da Educação e de outras pastas federais que também mantinham investimentos nas instalações, incluindo os ministérios da Saúde e dos Transportes.
Barchini afirmou que a expectativa é iniciar as obras e liberar os recursos necessários em cerca de 30 dias, desde que sejam concluídos os procedimentos relacionados à perícia e à investigação. A previsão, portanto, ainda depende dessas etapas e não representa uma data definitiva para o começo da construção.
Fonte
g1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

